terça-feira, 8 de março de 2011

COMENTÁRIOS - LIBERTAÇÃO DOS VÍCIOS

  1. Quinta: Imagem pessoal
O autor hoje foi muito feliz em seu texto. Em poucas palavras disse o essencial. Creio que esse é um tema que nesses últimos 20 anos quase já não se trata mais na igreja. Afinal, como um ministro irá abordar o assunto se a esposa de seu presidente se pinta, ou se a sua própria esposa se pinta, e a cada pouco, à moda dos camaleões, aparece diferente na igreja? Eis o início da situação. Se líderes caem na armadilha da beleza artificial, o que se poderia esperar dos demais membros, menos instruídos?
Na Bíblia encontramos as orientações de simplicidade e humildade. No Espírito de Profecia também. É fácil descobrir tais orientações. Mas o poder da indústria da beleza, por meio da propaganda é imenso, e as pessoas se moldam para outro tipo de beleza, não a natural, mas a artificial, que foca para o “eu”. Assim transformam seu corpo em ídolo. A sucessão da beleza artificial em nosso meio foi mais ou menos assim: Primeiro, algumas mulheres foram pintando o cabelo (hoje isso é visto como normal, mesmo nas cores mais radicais e chamativas). Depois algumas foram pintando as unhas ou em torno dos olhos. Então vieram os cosméticos para a face, seguidos por um conjunto de outros esquemas mais recentes, tais como botox, cirurgias plásticas, infiltrações, silicone, próteses, lipoaspiração, etc. Vamos dar um desconto para os casos de correções por acidentes e cirurgias, quando o bom senso requer. Mas agora, tal como as mulheres, os homens, em nossa igreja, também já passaram a alimentar a indústria da vaidade, que foca no “eu”. E alguns dizem: “eu me sinto bem assim, portanto, não vejo mal algum”.
Pois bem, cada um faça o que desejar, é livre para isso. Em nossa casa, porém, temos estudado o assunto fundamentado na Bíblia e nos escritos de EGW (que poucos ainda aceitam, mesmo aqui no Brasil), e seguimos as orientações que nos preparam para sermos cidadãos do reino celeste. Nele se vive modestamente, porque lá, qualquer coisa que se fizesse para melhorar a aparência, só pioraria flagrantemente. Aliás, aqui na Terra também é assim (exceção para os casos de deformação física, que requerem as devidas correções óbvias). Como esposo, consagrado a ancião há algumas décadas, sinto a responsabilidade diante de DEUS de, junto com a esposa, dar bom testemunho aos demais membros. Jamais exigi de minha esposa que ela se produzisse. Não quero uma esposa parecida com as mulheres da televisão, quero uma mulher autêntica, e jamais farei algo para ela perder a vida eterna (e se fizesse, perderia a minha vida também), mas tenho feito algo para ela se salvar. Não consigo imaginar como ela poderia ser mais bela do que é do modo como DEUS a criou. Sejamos sinceros: por exemplo, existe no mercado alguma tinta que seja mais bonita que as cores de cabelo que temos ao natural? Temos buscado melhorar nosso estilo de alimentação? Isso sim, produz beleza, principalmente na pele. Com uma certa satisfação, a aparência de minha esposa é no mínimo uns dez anos mais nova que as mulheres que usam de recursos artificiais. E é isso que vale: a beleza natural, que vem de seguir as orientações que DEUS nos deu. DEUS ama o belo, e quer que sejamos bonitos, em especial as mulheres, feitas para serem lindas. Mas Ele, como também todo homem verdadeiramente convertido, ama só o belo natural, não o artificial que muitas vezes deixa feio e até deforma as medidas naturais. Você pode ter em sua casa um elegante pote de flores artificiais, mas elas nunca irão competir com as naturais, que são vivas. Nunca! Esse é o ponto em que nós, adventistas, deveríamos ser mais criativos, e não tão copiadores do que o mundo considera belo. Por quê perdemos a originalidade e a criatividade? Por que razão temos que viver ao sabor dos critérios do mundo? Onde está a nossa competência intelectual que DEUS nos deu, e que Ele quer dirigir? Poucos entre nosso meio têm condições de darem respostas corretas a essas questões. Como é no mundo, muitos de nós estão focando no “eu”, não em DEUS.
No grupo que frequento uma senhora tem cabelo quase branco, e é natural. Dentre todas de sua faixa de idade, o cabelo dela é o mais bonito. As outras, que pintam, tem todas uma cor de mau gosto. Mas como a propaganda disse que assim é bonito, então vale o que disse essa propaganda. DEUS, porém, acha bonito as cãs (Provérbios 20:29), quando vierem (em mim já vieram, e gosto assim, minha esposa também). Então, se Ele acha bonito, quem é a indústria da pintura do cabelo para dizer: é feio?
Vou passar adiante a receita que ouvi de um pastor nosso, já jubilado, de como ele, e principalmente a sua esposa fazem para manterem a beleza adequada à idade. Tomam com frequência sucos, em especial de cenoura, que é bom para a pele (e uma pele bonita faz diferença...). São vegetarianos e se alimentam de forma equilibrada, pois uma boa saúde garante a beleza em todo o corpo. Eles também cultivam a beleza interior (não estou falando do que se vê numa endoscopia), ou seja, estão de bem com DEUS e com a vida; portanto, vivem felizes, costumam rir muito, o que gera no corpo uma química altamente favorável à beleza natural, sempre superior à artificial, impossível de ser imitada. Cuidam bem das horas de sono e do equilíbrio nas tarefas diárias. E em especial, amam-se mutuamente, amam o próximo e amam a DEUS. E ninguém imagina a verdadeira idade que eles têm - bem mais que a aparência. Ou seja, aparentam entre 10 a 15 anos menos que o real.
Ficam umas perguntas: por quê não podemos nós, povo de DEUS, ser originais? Por quê temos tanta atração pelo que o mundo diz ser bom ou ser bonito? Por quê temos que copiar dos que vão se perdendo?
Em nossa casa, não iremos arriscar a vida eterna por tão pouco. Aqui, essa vida vale nada diante da eternidade, que, sinceramente, se formos inteligentes, não arriscaremos a eternidade pelo pouco daqui, que, além de tudo, nem é bonito.
Aqui vai um desafio: torne-se uma pessoa a cultivar a beleza natural, aquela que DEUS aprova, e depois me conte, se a vida não é bem superior, se a consciência que está em paz com DEUS, produz ou não uma felicidade interior que até é difícil de explicar. Só sabem aqueles que assim vivem.
Mas, enfim, quem não concordar com essa análise, continuemos amigos, até o dia em que nos separarmos para sempre.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
Muito bem escolhida a citação de EGW, para a conclusão desse estudo. Em resumo, aquilo que somos no interior, demonstramos no exterior, pode ser em palavras, em atos, na aparência, no vestir, na alimentação, no que fazemos nas horas de folga, no tipo de conversa que sustentamos, nas amizades, nos locais que frequentamos, e assim, em tudo. É simples de entender: são os nossos desejos íntimos que formam os nossos hábitos, e estes determinam o que iremos escolher. Portanto, o nosso exterior serve para nós mesmos descobrirmos o que tem valor em nosso interior, e se há a necessidade de alguma reforma. Provavelmente sim.
O assunto dessa semana tem muito a ver com o “eu”. Podemos refletir sobre como JESUS, o nosso exemplo superior, tratava da questão do “eu”, na passagem sobre esse assunto:
            “Jesus, o divino Mestre, sempre exaltou o nome de Seu Pai celestial. Ele ensinou Seus discípulos a orar: "Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome." Mat. 6:9. E eles não deviam esquecer de reconhecer: Tua é "a glória". Mat. 6:13. Tão cuidadoso foi o grande Médico em desviar a atenção de Si mesmo para a Fonte de Seu poder, que a maravilhada multidão "vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver", não O glorificavam a Ele, mas "glorificavam o Deus de Israel". Mat. 15:31. Na maravilhosa oração que fez pouco antes de Sua crucifixão, Cristo declarou: "Eu glorifiquei-Te na Terra". "Glorifica a Teu Filho", suplicou, "para que também o Teu Filho Te glorifique a Ti". "Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu Te conheci; e estes conheceram que Tu Me enviaste a Mim. E Eu lhes fiz conhecer o Teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja." João 17:1, 4, 25 e 26” (Profetas e reis, 69, grifos acrescentados).

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