Lição 1 26 de março a 2 de abril
No tear do Céu
Sábado à tarde Ano Bíblico: 1Sm 11–13
VERSO PARA MEMORIZAR: “Como são felizes aqueles que têm suas transgressões perdoadas, cujos pecados são apagados!” (Romanos 4:7, NVI).
Leitura para o estudo desta semana: Is 64; Rm 3:21-31; 4:1-7; 6:1-13; Fp 3:3-16
Cristo é o substituto e garantia do pecador. Ele obedeceu à lei em lugar do pecador, a fim de que o pecador possa crer nEle e crescer nEle em todas as coisas até a plena estatura humana em Cristo Jesus, e assim ser completo nEle. Cristo fez a reconciliação pelo pecado e suportou toda a sua ignomínia, reprovação e punição. E ainda, embora tenha carregado os pecados, trouxe justiça eterna, para que o cristão esteja imaculado diante de Deus. Haverá ocasiões em que se perguntará: ‘Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?’ E a resposta será: ‘É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou’ (Rm 8:33, 34). Aquele que tem as vestes imaculadas de justiça, tecida nos teares do Céu, em quem não existe um filamento sequer da humanidade pecaminosa, está à mão direita de Deus para vestir Seus filhos crentes com a roupagem perfeita de Sua justiça. Aqueles que estão salvos no reino de Deus não terão nada de que se gloriar; todo louvor e glória são dirigidos a Deus, doador da salvação” (Ellen G. White, The Youth’s Instructor, 6 de dezembro, 1894). Observe as imagens: vestes de justiça, vestes imaculadas de justiça “tecida nos teares do Céu” e sem um filamento sequer da humanidade pecaminosa entremeado. Que imagem maravilhosa da justiça de Jesus, justiça que abrange todos os que, por fim, serão salvos para Seu reino!
Domingo Ano Bíblico: 1Sm 14–16
Olhando-se no espelho
Os policiais em três carros convergiram para uma mulher que dirigia e a forçaram a parar ao lado da estrada. Então, eles se aproximaram do carro com armas em punho. A mulher estava horrorizada quando saiu, com as mãos erguidas.
– O que foi que eu fiz? – perguntou ela, tremendo de medo.
Eles pediram para ver seus documentos e, depois de alguns minutos, todos relaxaram e as armas voltaram para seus lugares.
– Por favor – disse ela – o que estava errado? Por que vocês me cercaram?
– Bem – disse um dos policiais – nós vimos você dirigindo como uma louca e fazendo gestos obscenos para os outros motoristas.
– E por isso vocês me fizeram encostar, apontando as armas para mim?
– Não, senhora – respondeu o policial – foi porque vimos o adesivo com símbolos cristãos, e achamos que o carro tinha sido roubado.
Essa história (admitimos) ingênua ilustra um ponto triste: nem todos os cristãos, ou os que professam o nome de Cristo, vivem de acordo com os elevados padrões que sua fé requer. Alguns fazem isso melhor que outros, mas todos ficam aquém. Qual cristão, não importando quão fiel seja, ao olhar no espelho, pode alegar algum tipo de justiça própria? Qual cristão, olhando no espelho, não fica horrorizado com o que sabe que se esconde sob a superfície?
1. Que mensagem é proclamada em Isaías 64? Que imagem de vestuário é usada para descrever a justiça humana, e qual é seu significado? Que esperança é apresentada?
A expressão “trapos da imundícia”, indica uma peça de vestuário contaminada pela menstruação. Que imagem mais poderosa a Bíblia poderia apresentar para descrever a justiça humana depois da queda? O apóstolo Paulo retoma o tema em Romanos 3, onde ele deixa claro que tanto judeus quanto gentios estão na mesma posição diante de Deus: pecadores necessitados da graça divina. O texto de
Isaías 64 pode ser visto como um precursor de Romanos 3 no Antigo Testamento. Aponta o nosso dilema como pecadores e, no entanto, não nos deixa sem esperança.
Qual foi a última vez que você olhou profundamente para si mesmo, seus pensamentos, seus motivos mais íntimos e seus desejos? O que você viu? Foi muito assustador? Qual é a sua única esperança?
2. Com base em Isaías 64 e Romanos 3, marque um “X” nas alternativas corretas: A. O ser humano é mau por natureza ( ) B. O ser humano é bom por natureza ( ) C. A natureza humana é parcialmente pecaminosa ( ) D. O ser humano é totalmente mau, mas em Cristo existe esperança.
Segunda Ano Bíblico: 1Sm 17–19
Justiça imputada
Sem dúvida, qualquer cristão sincero, olhando para si mesmo, particularmente em contraste com a justiça de Deus, especialmente da forma como foi revelada em Cristo, verá algo bastante assustador. Não há muito para recomendá-lo diante de Deus, certo? Na verdade, não há nada, nada mesmo, exceto o “trapo da imundícia”.
Que esperança temos, então? Uma grande esperança, verdadeiramente, e o termo teológico para essa esperança é justiça imputada. O que significa isso? De modo muito simples, é a perfeita justiça de Jesus, a justiça “tecida no tear do Céu” e concedida a nós pela fé. “Justiça imputada” significa substituir nossa vida pecaminosa por Sua vida sem pecado. Ela vem de fora de nós, é creditada a nós, e nos cobre completamente. Somos vistos aos olhos de Deus como se nunca houvéssemos pecado, como se tivéssemos sido sempre totalmente obedientes aos mandamentos de Deus, como se fôssemos tão santos e justos como o próprio Jesus.
3. Leia Romanos 4:1-7. Como a confiança de Abraão em Deus ilustra a justiça imputada?
Paulo disse em Romanos 4:2 que, se Abraão tivesse sido justificado pelas obras, ele poderia ter se gloriado. Entretanto, Abraão creu em Deus e, portanto, foi considerado justo. Jesus nos convida a ir a Ele em fé simples, pecadores que somos, e Ele dará Seu manto de perfeição, a justiça perfeita que Ele alcançou enquanto esteve aqui, vivendo na carne. Isso é conhecido como “justiça imputada”, e é a única solução para o dilema descrito tão vividamente em Isaías 64 e Romanos 3.
Imagine assim: Jesus tira suas antigas roupas manchadas, seu trapo imundo, e o envolve com o manto de Sua justiça perfeita, Sua santidade perfeita, Seu registro perfeito de obediência à Lei. Ele o envolve e então sussurra ao seu ouvido: “Agora você é perfeito. Eu lhe dei minha perfeição. Por favor, use este manto, e não o afaste de você.”
Qual foi o maior presente que alguém já lhe deu? Como você se sentiu com o presente, especialmente se você não fez nada para merecê-lo? Quanto mais gratos devemos ser, então, pelo dom da justiça de Jesus?
Terça Ano Bíblico: 1Sm 20–23
Sem a Lei
Um pregador se colocou diante de uma congregação e declarou: “Jesus Cristo mudou minha vida. Eu sou uma pessoa totalmente nova e diferente do que era antes.
“No entanto, após 25 anos sendo cristão, se há uma verdade que minha experiência me ensinou – uma experiência provada e julgada pela Palavra de Deus – é esta: se no fim, eu tiver que ser salvo, se eu realmente ‘perseverar até o fim’, como Jesus disse, e entrar no reino eterno de Deus, então não há dúvida de que será apenas porque estou coberto pelo manto da justiça de Cristo, justiça tecida no tear do Céu e que me cobre completamente. Posso vencer o pecado, e pela graça de Deus obtive muitas vitórias; pela graça de Deus estou superando defeitos de caráter; pela graça de Deus estou aprendendo a amar todas as classes de pessoas, mesmo os meus inimigos.
“Apesar de tudo isso, sei que nada disso está perto de ser bom o suficiente.
A menos que esteja coberto pela justiça de Jesus, justiça creditada a mim pela fé, independente da minha obediência à lei, no fim dos mil anos, você poderá se colocar sobre o muro da cidade santa, e acenar para mim, porque sei que não estarei lá com você. Não poderei estar lá com você.”
4. Leia Romanos 3:21-31. O que Paulo está dizendo, e como as ideias apresentadas nesses versos são refletidas nas palavras que o pregador disse acima?
Embora Paulo estivesse se dirigindo a um grupo específico, com uma questão específica, o assunto é relevante para todos, judeus e gentios. Hoje, para nós, como adventistas do sétimo dia que acreditamos na perpetuidade da lei, a questão é especialmente importante. Na condição de pecadores, a justiça que nos salva, a justiça de que precisamos, nos cobrindo como um vestido, é uma justiça que se manifestou “sem a lei”. Em outras palavras, é a justiça de Jesus, a retidão de Sua vida, a justiça que nos traz “a redenção que há em Cristo Jesus”. A redenção está nEle, não em nós mesmos nem no cumprimento da lei, e essa redenção se torna nossa pela fé.
Qual tem sido a sua experiência com a guarda da lei? Você já sentiu que seus melhores esforços na obediência o estavam justificando diante de Deus? Quais são as implicações de sua resposta? Comente sua resposta com a classe.
Quarta
A roupa faz o homem
Um autor escreveu uma pequena história sobre dois bandidos medíocres tentando realizar um assalto. No plano, um dos bandidos deveria vestir o uniforme de policial e ficar em frente ao local a ser assaltado. Dessa forma, com ele ali, ninguém desconfiaria, enquanto seu parceiro realizasse o assalto. No entanto, a história terminou com o parceiro vestido como policial, prendendo o outro. Vestido como policial, ele começou a agir como tal!
Essa história traz uma questão relevante para nosso tema. Sim, pela fé somos cobertos pela justiça de Cristo, Seu “manto de justiça”, como ela é chamada. Nascemos de novo e temos vida nova em Cristo. Não há dúvida, portanto, de que nossa vida refletirá a roupa que vestimos.
Ao receber o manto da justiça de Cristo, assumimos um compromisso total de permitir que Ele coloque em nossa vida Seus atributos de caráter. Somos totalmente justificados pela graça, obra de um momento, e também recebemos poder para obedecer, que é assimilado ao longo do tempo e produzido como obra de uma vida. Por que pedir mais poder? Porque “tudo posso nAquele que me fortalece”
(Fp 4:13). Certamente, isso significaria, pelo menos, o poder para obedecer à Sua lei.
5. Leia Romanos 6:1-13. O que o texto diz sobre o tipo de vida que devemos ter, agora que estamos cobertos, “vestidos” pela justiça de Jesus?
Paulo deixa muito claro que a pessoa que foi “crucificada” com Jesus recebe um impacto radical, capaz de mudar a vida. Observe a imagem de vida e morte ali. Não há nada pela metade. Nossa antiga pessoa, que vestia trapos imundos, morreu; uma nova pessoa nasceu, vestida com a justiça de Jesus, uma justiça que se manifesta para que agora possamos andar “em novidade de vida”. Essa novidade significa que não devemos mais permitir que o pecado reine em nós. Temos recebido muitas promessas de vitória. A pergunta é: Será que reivindicaremos essas promessas para nós?
Que aspectos de sua vida revelam a realidade de sua experiência com Deus? Quais são as áreas em que você está lutando? Como você pode fazer a escolha diária de morrer para o eu e viver a vida nova que Cristo nos oferece?
Quinta Ano Bíblico: 1Sm 28–31
Graça barata e legalismo
Em toda a Bíblia, os escritores inspirados enfatizam a necessidade de obediência. Pensar que não importa o que fazemos, desde que Cristo esteja em nosso coração, é um engano. Se Cristo realmente vive em nosso coração, boas ações devem, necessariamente, ser o resultado. Ao mesmo tempo, não é menos fatal pensar que podemos ser salvos pelas nossas próprias obras de obediência.
Paulo escreveu um relatório impressionante de sua vida, realizações e linhagem, antes de conhecer Jesus: ele foi circuncidado ao oitavo dia, era descendente de Israel, era fariseu, tinha zelo e era irrepreensível. Isso demonstra legalismo. Após sua conversão, ele chamou essas coisas de lixo, comparadas com o conhecimento de Cristo. Ele obteve justiça ao aceitar o manto da justiça de Cristo e queria se tornar como Ele.
6. Leia Filipenses 3:3-16. Como Paulo expressa a grande verdade da salvação pela fé e o que isso significa na vida de uma pessoa salva?
Teologicamente, temos que fazer a diferença entre a justiça imputada de Cristo – a justiça que nos justifica – e a obra que o Espírito Santo faz em nós para nos transformar. Mas nunca devemos separá-las no contexto do que significa ser cristão. Precisamos das duas. Ter a primeira sem a segunda é como ter uma moeda com apenas um lado. Isso não existe.
A compreensão de que a obediência vem como um dom nos livra de duas valas: graça barata e legalismo. Primeiro, acreditaremos na importância de obedecer e, segundo, nossa obediência não será meritória, pois a teremos recebido como um dom. Somos tão dependentes de Cristo para obedecer à lei e ser santificados como somos para ser justificados e perdoados diante de Deus. O Senhor está mais do que disposto; Ele está ansioso, não só para nos justificar, mas para nos dar a vitória sobre o pecado e o eu. Como sempre, nossa vontade continua sendo o fator imprevisível: Quão dispostos estamos a Lhe entregar nosso eu, diariamente, “para O conhecer, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-[nos] com Ele na Sua morte” (Fp 3:10)?
Leia novamente o texto para hoje. Onde você vê a realidade do livre-arbítrio humano? Qual foi a intenção de Paulo no verso 16, ao pedir que “andemos de acordo com o que já alcançamos”? Que escolhas podemos fazer para possibilitar essa prática?
Sexta Ano Bíblico: 2Sm 1–4
Estudo adicional
Leia de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 88, 89: “O Processo de Prova”; Obreiros Evangélicos, p. 161: “A Justiça pela fé”; Caminho a Cristo, p. 49-55: “Um Direito Seu”.
“A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso o homem não tem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à Terra como homem, viveu vida santa e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens. Assim obtêm remissão de pecados passados, mediante a paciência de Deus. Mais que isso, Cristo lhes comunica os atributos divinos. Forma o caráter humano segundo a semelhança do caráter de Deus, uma esplêndida estrutura de força e beleza espirituais. Assim, a própria justiça da lei se cumpre no crente em Cristo. Deus pode ser “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3:26; Ellen G. White, (O Desejado de Todas as Nações, p. 762).
Perguntas para reflexão:
1. Leia novamente a citação de Ellen G. White na lição de sábado. Escreva uma paráfrase do que ela está dizendo, e leve para a classe no sábado. Ouça a versão de cada colega e compartilhe a sua própria. Destaque os pontos principais.
2. Quando usamos o manto da justiça de Cristo, nós “que... contemplamos a glória do Senhor, segundo a Sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior” (2Co 3:18, NVI). Descreva o que significa contemplar “a glória do Senhor”.
3. Ao longo dos anos, alguns membros da igreja têm lutado com a questão da segurança de salvação. Como devemos entender o que significa ter segurança? Onde essa segurança deve ser encontrada? Como a imagem do manto de justiça tecido “no tear do Céu”, sem um único filamento de fabricação humana, nos ajuda a entender de onde pode vir nossa segurança? Como podemos saber que não estamos sendo presunçosos, se temos essa segurança?
quinta-feira, 31 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
COMTENTÁRIO DA LIÇÃO 13
Conteúdo
Lição 13 – SOCIEDADE COM JESUS
Siga a lição no twitter: @Ladultos_cpb
Noel José Dias da Costa
Objetivo deste estudo:
Compreender que a confiança em Deus é fonte de saúde e nos prepara a fim de vivermos em equilíbrio em nossa comunidade, atuando de forma cooperativa e construtiva.
Verdade central:
A confiança em Deus produz esperança, essencial para nossa saúde mental e física. A comunhão com Jesus produz um caráter justo e amoroso, capaz de se refletir nos relacionamentos, elevando-nos espiritualmente ao ponto de imitá-Lo na busca de servir a Deus e ao próximo.
Introdução
A sociedade pós-moderna, marcada de um lado pelo extremo relativismo, e de outro pelo endeusamento no ter, como pré-requisito para não correr o risco da exclusão, não tem preenchido o vazio existencial do ser humano. O sofrimento humano tem crescido, desafiando os cientistas preocupados em auxiliar o homem a encontrar o sentido da vida. Os estudos mais consistentes sobre espiritualidade e saúde mental mostram que a fé religiosa é fundamental para mudar esse quadro. Ela proporciona esperança, confiança e sentido à vida das pessoas, e as torna mais confiantes em Deus, cooperativas e perdoadoras.
Este estudo apresenta ingredientes essenciais para o desenvolvimento espiritual e da saúde mental: oração, estudo da Bíblia, adoração, prática do perdão, serviço aos outros, esperança e confiança em Deus.
I. Jesus e a oração
Por que Jesus orava? Ele não veio como Deus ao nosso mundo, com o poder infinito em Suas mãos? De fato, Ele veio ao mundo como ser humano, mas não deixou de ser Deus. Entretanto, para cumprir Sua missão de salvar-nos, Ele deveria usar apenas os recursos que também temos à nossa disposição. Assim, em nenhum momento Ele usou Seu poder divino em benefício próprio. Ele orava constantemente por Si e pelos que veio salvar:
Como alguém identificado conosco, participante de nossas necessidades e fraquezas, dependia inteiramente de Deus, e no lugar oculto de oração buscava força divina, a fim de poder sair fortalecido para o dever e provação (Refletindo a Cristo, [MM 1986], p. 110).
A oração é um importante recurso terapêutico, utilizado inclusive por vários médicos. R. C. Byrd acompanhou por dez meses 393 pacientes admitidos em unidade coronariana, dividindo-os em dois grupos. Os nomes dos pacientes de um dos grupos foram fornecidos a participantes de um grupo que se reunia sistematicamente para interceder por eles através da oração. Em síntese, um grupo de cristãos fora do hospital orou em favor das pessoas de um dos grupos. Os que receberam oração apresentaram menos edema pulmonar, foram entubados com menor frequência, necessitaram de menos antibióticos (NETO, 2010).
Para refletir:
Qual é a quantidade e a qualidade do tempo que você dedica à oração e ao estudo da Bíblia?
II. A importância da comunidade religiosa
Jesus frequentava a sinagoga regularmente (Lc 4:16). Esse exemplo revela a importância da comunidade religiosa para a vida espiritual. Na Bíblia, o povo de Deus sempre é retratado como uma comunidade de pessoas que juntas adoram a Deus, se apoiam e auxiliam mutuamente. O corpo humano é a ilustração usada por Paulo para enfatizar a interdependência e a cooperação dos membros da Igreja (1Co 12:12-31). Como num sistema orgânico, todos temos igual importância no crescimento da Igreja.
Vários benefícios são apresentados cientificamente como derivados de pertencer a uma comunidade religiosa e praticar seus ensinos. Em um trabalho de revisão (NETO, 2010) foi constatado que participar de um grupo religioso pode trazer consequências psicossociais saudáveis, podendo atuar de várias maneiras:
- Favorece a adesão a programas promotores de saúde;
- Promove apoio em momentos de solidão, depressão e morte de alguém próximo;
- O processamento cognitivo e crenças influenciam na maneira de lidar com o estresse;
- A experiência religiosa e o companheirismo servem para bloquear ou inibir o impacto de emoções negativas como a ansiedade, talvez por vias psiconeuroendocrinológicas.
Estudos realizados com frequentadores de clubes onde também há o apoio social não apresentaram os mesmos resultados, demonstrando que a comunidade religiosa oferece a seus membros algo mais do que simplesmente o apoio social.
A convivência com outras pessoas implica em divergências e conflitos, em diferentes escalas. Em si mesmos, eles não são bons nem ruins, mas podem constituir-se em boa oportunidade de crescimento pessoal e coletivo, se Jesus for colocado em primeiro lugar na vida. Ele disse: “... se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará” (Mt 6:14). O perdão deve estar presente em nossas relações como uma dádiva recebida de Deus para ser repartida aos nossos ofensores, pois, como pecadores, somos devedores desse dom.
O perdão reduz a depressão e a ansiedade, aumenta a autoestima e o bem-estar emocional geral. Guardar rancor, ao contrário, só aumenta o sofrimento e debilita a saúde mental e física. Por isso, Deus nos diz através de Paulo: “Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13).
Para refletir:
Como é seu relacionamento com a Igreja local? Você é apenas um frequentador ou “membro do corpo de Cristo”? Explique sua resposta.
III. Serviço
Uma das formas de desenvolver o bem-estar integral é o serviço em favor dos outros. Gestos dessa natureza elevam a autoestima, dão um sentido real à vida e aumentam o senso de dignidade. É impossível ter uma experiência real com Cristo e não sentir o impulso que Ele implanta no coração do salvo para fazer o bem aos outros. As boas obras são o resultado natural da salvação, não um meio de obtê-la (Ef 2:8-9). Mas elas sempre serão o fruto espontâneo da presença de Jesus na vida. É um ato de gratidão que nos faz desviar o foco de nossa esfera de vida, ou problemas, para aqueles necessitados que nos rodeiam. Muitos que enfrentam problemas emocionais conseguem reduzi-los ou superá-los pela simples dedicação de algum tempo em favor de outras pessoas.
Jesus disse que o bem que fazemos a outros, é a Ele que fazemos (Mt 25:40). Deveríamos ter uma disposição constante de repartir com o próximo as bênçãos que recebemos de Deus, como gesto de adoração e gratidão a Ele. Ellen G. White afirma:
“Aquele que se deixar atrair para fora do próprio eu, e que, à semelhança de seu Senhor, se identificar com a humanidade sofredora será abrandado e aperfeiçoado pela prática da simpatia para com os outros. A cortesia, a paciência e a amabilidade caracterizarão essa pessoa, e tornarão sua presença uma contínua alegria e bênção. Seu semblante resplandecerá com o brilho da verdadeira beneficência” (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 325).
IV. Esperança e confiança em Deus
A lição conclui com o apelo para que nossa confiança em Deus seja fortalecida com a lembrança de Seus feitos e a certeza do cumprimento de Suas promessas. Essa atitude aumentará nossa fé e proporcionará saúde mental e física.
A importância da esperança para a saúde foi demonstrada em um estudo longitudinal realizado pelo Departamento Nacional de Saúde dos Estados Unidos (US Nacional Health), que avaliou 2.832 pessoas por mais de 12 anos. Demonstrou-se que os participantes sem esperança desenvolveram um risco aumentado de contrair uma enfermidade fatal do coração em relação aos que tinham mais esperança (ANDA et al, 1993). Na Finlândia realizou-se também um estudo com 2.428 homens, por seis anos, e encontrou-se um número muitíssimo maior de mortalidade por câncer entre os que tinham menos esperança (EVERSON et al, 1996).
Por isso, no momento de sua provação o profeta Jeremias afirmou: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Ele buscou algo que alimentasse a possibilidade de ver dias melhores. E então concluiu: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim, renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade” (Lm 3:21-22).
Podemos esperar no Senhor (Sl 31:24) e receber dEle grandes bênçãos. Mas precisamos confiar nEle, a despeito das adversidades, ou do que, humanamente, elas apresentam. Deus sempre estará no comando do Universo e, se permitirmos, Ele conduzirá nossa vida pelos melhores caminhos. Precisamos de fé e de uma entrega incondicional como experimentaram Abraão, José, Daniel, Jó e Jesus (Mt 26:36-44). O exemplo de nosso Salvador deve ser um incentivo a sermos fiéis a Deus sempre, não importando o que acontecer.
Para refletir:
Como podemos aprender a confiar em Deus quando as coisas não vão bem como desejamos e as orações parecem não ser atendidas como esperamos?
Conclusão
A vida do cristão é de constante aprendizado, que se consolida no relacionamento com Jesus pela oração e estudo da Palavra de Deus. Precisamos dedicar tempo para isso e, tanto quanto possível, junto à natureza. Mas, na proporção em que recebemos Suas bênçãos, devemos reparti-las com nossos semelhantes, atendendo suas necessidades. Assim, permanecendo nEle, cresceremos em fé, aprendendo a viver em comunidade, como membros atuantes do corpo de Cristo, aguardando e apressando Sua vinda e para esse evento preparando-nos cada dia.
Lição 13 – SOCIEDADE COM JESUS
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Noel José Dias da Costa
Objetivo deste estudo:
Compreender que a confiança em Deus é fonte de saúde e nos prepara a fim de vivermos em equilíbrio em nossa comunidade, atuando de forma cooperativa e construtiva.
Verdade central:
A confiança em Deus produz esperança, essencial para nossa saúde mental e física. A comunhão com Jesus produz um caráter justo e amoroso, capaz de se refletir nos relacionamentos, elevando-nos espiritualmente ao ponto de imitá-Lo na busca de servir a Deus e ao próximo.
Introdução
A sociedade pós-moderna, marcada de um lado pelo extremo relativismo, e de outro pelo endeusamento no ter, como pré-requisito para não correr o risco da exclusão, não tem preenchido o vazio existencial do ser humano. O sofrimento humano tem crescido, desafiando os cientistas preocupados em auxiliar o homem a encontrar o sentido da vida. Os estudos mais consistentes sobre espiritualidade e saúde mental mostram que a fé religiosa é fundamental para mudar esse quadro. Ela proporciona esperança, confiança e sentido à vida das pessoas, e as torna mais confiantes em Deus, cooperativas e perdoadoras.
Este estudo apresenta ingredientes essenciais para o desenvolvimento espiritual e da saúde mental: oração, estudo da Bíblia, adoração, prática do perdão, serviço aos outros, esperança e confiança em Deus.
I. Jesus e a oração
Por que Jesus orava? Ele não veio como Deus ao nosso mundo, com o poder infinito em Suas mãos? De fato, Ele veio ao mundo como ser humano, mas não deixou de ser Deus. Entretanto, para cumprir Sua missão de salvar-nos, Ele deveria usar apenas os recursos que também temos à nossa disposição. Assim, em nenhum momento Ele usou Seu poder divino em benefício próprio. Ele orava constantemente por Si e pelos que veio salvar:
Como alguém identificado conosco, participante de nossas necessidades e fraquezas, dependia inteiramente de Deus, e no lugar oculto de oração buscava força divina, a fim de poder sair fortalecido para o dever e provação (Refletindo a Cristo, [MM 1986], p. 110).
A oração é um importante recurso terapêutico, utilizado inclusive por vários médicos. R. C. Byrd acompanhou por dez meses 393 pacientes admitidos em unidade coronariana, dividindo-os em dois grupos. Os nomes dos pacientes de um dos grupos foram fornecidos a participantes de um grupo que se reunia sistematicamente para interceder por eles através da oração. Em síntese, um grupo de cristãos fora do hospital orou em favor das pessoas de um dos grupos. Os que receberam oração apresentaram menos edema pulmonar, foram entubados com menor frequência, necessitaram de menos antibióticos (NETO, 2010).
Para refletir:
Qual é a quantidade e a qualidade do tempo que você dedica à oração e ao estudo da Bíblia?
II. A importância da comunidade religiosa
Jesus frequentava a sinagoga regularmente (Lc 4:16). Esse exemplo revela a importância da comunidade religiosa para a vida espiritual. Na Bíblia, o povo de Deus sempre é retratado como uma comunidade de pessoas que juntas adoram a Deus, se apoiam e auxiliam mutuamente. O corpo humano é a ilustração usada por Paulo para enfatizar a interdependência e a cooperação dos membros da Igreja (1Co 12:12-31). Como num sistema orgânico, todos temos igual importância no crescimento da Igreja.
Vários benefícios são apresentados cientificamente como derivados de pertencer a uma comunidade religiosa e praticar seus ensinos. Em um trabalho de revisão (NETO, 2010) foi constatado que participar de um grupo religioso pode trazer consequências psicossociais saudáveis, podendo atuar de várias maneiras:
- Favorece a adesão a programas promotores de saúde;
- Promove apoio em momentos de solidão, depressão e morte de alguém próximo;
- O processamento cognitivo e crenças influenciam na maneira de lidar com o estresse;
- A experiência religiosa e o companheirismo servem para bloquear ou inibir o impacto de emoções negativas como a ansiedade, talvez por vias psiconeuroendocrinológicas.
Estudos realizados com frequentadores de clubes onde também há o apoio social não apresentaram os mesmos resultados, demonstrando que a comunidade religiosa oferece a seus membros algo mais do que simplesmente o apoio social.
A convivência com outras pessoas implica em divergências e conflitos, em diferentes escalas. Em si mesmos, eles não são bons nem ruins, mas podem constituir-se em boa oportunidade de crescimento pessoal e coletivo, se Jesus for colocado em primeiro lugar na vida. Ele disse: “... se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará” (Mt 6:14). O perdão deve estar presente em nossas relações como uma dádiva recebida de Deus para ser repartida aos nossos ofensores, pois, como pecadores, somos devedores desse dom.
O perdão reduz a depressão e a ansiedade, aumenta a autoestima e o bem-estar emocional geral. Guardar rancor, ao contrário, só aumenta o sofrimento e debilita a saúde mental e física. Por isso, Deus nos diz através de Paulo: “Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13).
Para refletir:
Como é seu relacionamento com a Igreja local? Você é apenas um frequentador ou “membro do corpo de Cristo”? Explique sua resposta.
III. Serviço
Uma das formas de desenvolver o bem-estar integral é o serviço em favor dos outros. Gestos dessa natureza elevam a autoestima, dão um sentido real à vida e aumentam o senso de dignidade. É impossível ter uma experiência real com Cristo e não sentir o impulso que Ele implanta no coração do salvo para fazer o bem aos outros. As boas obras são o resultado natural da salvação, não um meio de obtê-la (Ef 2:8-9). Mas elas sempre serão o fruto espontâneo da presença de Jesus na vida. É um ato de gratidão que nos faz desviar o foco de nossa esfera de vida, ou problemas, para aqueles necessitados que nos rodeiam. Muitos que enfrentam problemas emocionais conseguem reduzi-los ou superá-los pela simples dedicação de algum tempo em favor de outras pessoas.
Jesus disse que o bem que fazemos a outros, é a Ele que fazemos (Mt 25:40). Deveríamos ter uma disposição constante de repartir com o próximo as bênçãos que recebemos de Deus, como gesto de adoração e gratidão a Ele. Ellen G. White afirma:
“Aquele que se deixar atrair para fora do próprio eu, e que, à semelhança de seu Senhor, se identificar com a humanidade sofredora será abrandado e aperfeiçoado pela prática da simpatia para com os outros. A cortesia, a paciência e a amabilidade caracterizarão essa pessoa, e tornarão sua presença uma contínua alegria e bênção. Seu semblante resplandecerá com o brilho da verdadeira beneficência” (Nos Lugares Celestiais, [MM 1968], p. 325).
IV. Esperança e confiança em Deus
A lição conclui com o apelo para que nossa confiança em Deus seja fortalecida com a lembrança de Seus feitos e a certeza do cumprimento de Suas promessas. Essa atitude aumentará nossa fé e proporcionará saúde mental e física.
A importância da esperança para a saúde foi demonstrada em um estudo longitudinal realizado pelo Departamento Nacional de Saúde dos Estados Unidos (US Nacional Health), que avaliou 2.832 pessoas por mais de 12 anos. Demonstrou-se que os participantes sem esperança desenvolveram um risco aumentado de contrair uma enfermidade fatal do coração em relação aos que tinham mais esperança (ANDA et al, 1993). Na Finlândia realizou-se também um estudo com 2.428 homens, por seis anos, e encontrou-se um número muitíssimo maior de mortalidade por câncer entre os que tinham menos esperança (EVERSON et al, 1996).
Por isso, no momento de sua provação o profeta Jeremias afirmou: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Ele buscou algo que alimentasse a possibilidade de ver dias melhores. E então concluiu: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim, renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade” (Lm 3:21-22).
Podemos esperar no Senhor (Sl 31:24) e receber dEle grandes bênçãos. Mas precisamos confiar nEle, a despeito das adversidades, ou do que, humanamente, elas apresentam. Deus sempre estará no comando do Universo e, se permitirmos, Ele conduzirá nossa vida pelos melhores caminhos. Precisamos de fé e de uma entrega incondicional como experimentaram Abraão, José, Daniel, Jó e Jesus (Mt 26:36-44). O exemplo de nosso Salvador deve ser um incentivo a sermos fiéis a Deus sempre, não importando o que acontecer.
Para refletir:
Como podemos aprender a confiar em Deus quando as coisas não vão bem como desejamos e as orações parecem não ser atendidas como esperamos?
Conclusão
A vida do cristão é de constante aprendizado, que se consolida no relacionamento com Jesus pela oração e estudo da Palavra de Deus. Precisamos dedicar tempo para isso e, tanto quanto possível, junto à natureza. Mas, na proporção em que recebemos Suas bênçãos, devemos reparti-las com nossos semelhantes, atendendo suas necessidades. Assim, permanecendo nEle, cresceremos em fé, aprendendo a viver em comunidade, como membros atuantes do corpo de Cristo, aguardando e apressando Sua vinda e para esse evento preparando-nos cada dia.
quarta-feira, 23 de março de 2011
LIÇÃO 13 - SOCIEDADE COM JESUS
Lição 13 19 a 26 de março
Sociedade com Jesus
Sábado à tarde Ano Bíblico: Jz 13–16
Verso para Memorizar: “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim” (Jo 15:4).
Leituras da semana: Mc 1:21-35; Lc 4:31-42; Mt 6:14, 15; 25:34-46; 26:36-44; Sl 31:24
Em anos recentes, pesquisas apontaram os efeitos positivos que religiosidade, fé, espiritualidade, oração, perdão, esperança e frequência à igreja podem ter sobre a saúde, inclusive a saúde mental. Numerosas publicações científicas preeminentes relataram uma conexão entre fé religiosa e bem-estar mental e emocional. Surpresa das surpresas!
Mas isso não é magia; o fator fé se aplica só aos que estão profundamente dedicados a seus princípios religiosos. O psiquiatra Montagu Barker, perito na relação entre religião e saúde mental, afirma que a religião é uma proteção poderosa contra a doença mental, mas só quando os crentes têm forte compromisso com suas convicções. Se não, a religião pode se tornar fonte de culpa e causa de perturbações emocionais, mentais e comportamentais.
Nesta semana, vamos estudar nosso melhor exemplo, Jesus, a fim de aprender como podemos ser fortes na fé. Estudando Sua vida e mantendo íntima relação com Ele, podemos construir mecanismos sólidos para o crescimento espiritual, que, por si sós, podem levar à melhor saúde mental.
Oração e estudo da Bíblia, adoração, prática do perdão, serviço aos outros, esperança e confiança em Deus são caminhos seguros para o desenvolvimento espiritual e a saúde mental. Com Jesus como nosso exemplo, seguramente não podemos errar.
Domingo Ano Bíblico: Jz 17–19
Jesus – Homem de oração
1. Descreva os hábitos de oração de Jesus. Mc 1:21-35; Lc 4:31-42. Que lições você pode aprender desses hábitos?
Jesus foi para a sinagoga naquele sábado em Cafarnaum e ensinou as Escrituras a um grupo grandemente admirado que reconheceu Sua autoridade, e curou um homem endemoninhado. Depois da reunião, Jesus e Seus discípulos foram para a casa de Pedro e André, e lá, Ele curou a sogra de Pedro. Ao pôr do sol, muitos (“toda a cidade” [Mc 1:33]) se reuniram ao redor de Jesus e Lhe levaram todos os tipos de doentes e endemoninhados para ser curados.
“Nunca antes testemunhara Cafarnaum um dia semelhante a esse. O ar estava cheio de vozes de triunfo e de exclamações de livramento. Enquanto o último sofredor não foi socorrido, Jesus não cessou Seu trabalho. Era tarde da noite quando a multidão partiu e se fez silêncio na casa de Simão (Ellen G. White, Exaltai-O [MM 1992], p. 86).
Esse deve ter sido um dia exaustivo para Jesus. Porém, Ele não dormiu até tarde na manhã seguinte. Precisava estar em comunhão com o Pai; então, ergueu-Se antes do amanhecer, foi a um lugar solitário e passou tempo em oração. Jesus, o Filho de Deus, aquele que tinha estado com o Pai antes que fosse criado o mundo (Jo 17:5), aquele que criou o Universo inteiro (Jo 1:3), ainda assim sentia necessidade de oração. O conceito é notável.
Depois de um dia cansativo, tendemos a adiar a oração e comunhão com Deus. Mas é justamente nesses momentos de esgotamento psicológico que a maioria de nós precisa do bálsamo calmante da oração e de tempo com a Palavra de Deus. Jesus sabia disso e costumava manter constante proximidade com o Pai. Se isso era necessário para Jesus, quanto mais deve ser para nós?
A oração é um fator positivo para o bem-estar e a saúde mental. Embora não entendamos como a oração atua nem por que atua, somos aconselhados a orar (Lc 18:1; 21:36; Rm 12:12). Quem, havendo passado tempo em comunhão com o Senhor pela oração e leitura da Palavra, não sentiu o impacto positivo que isso pode ter sobre o espírito e a mente? Não precisamos entender todos os mistérios da oração a fim de saber como é importante ter um relacionamento íntimo com Deus.
Que tipo de vida de oração você tem? Quanto tempo você passa com a Palavra de Deus? Como você pode tornar mais significativo e transformador da vida seu tempo de devoção? Por mais importante que seja o tempo que passamos em oração e leitura da Palavra, só o tempo não é o único elemento. Que outros fatores são necessários?
Segunda Ano Bíblico: Jz 20, 21
Comunidade de adoração e igreja
Jesus ia regularmente à sinagoga aos sábados (Lc 4:16). Seu exemplo deve nos mostrar a importância da comunidade. O conceito de “um cristão solitário” independente do corpo, não é bíblico. Embora existam alguns exemplos ocasionais desse fato na Bíblia, isso não prova que esse é o plano de Deus. Ao longo de todas as Escrituras, vemos o modelo de povo de Deus como uma comunidade, um grupo que trabalha junto para o benefício mútuo e para a igreja como um todo.
2. Qual é nosso papel e lugar na comunidade mais ampla da igreja? 1Co 12:12-31; Ef 4:15, 16
O interessante é também que, recentemente, respeitáveis estudos estão mostrando que aqueles que frequentam a igreja e participam dos cultos (comparados com os que não fazem isso) em base regular:
• têm menor probabilidade de sofrer de abuso de drogas.
• têm maior probabilidade de ser sexualmente responsáveis.
• estão menos envolvidos em comportamentos arriscados.
• têm maior probabilidade de praticar ética relacionada aos negócios e ao trabalho.
• têm maior probabilidade de desfrutar de uma comunidade social mais rica e de grupos de apoio.
• têm maior probabilidade de revelar níveis mais elevados de autoestima e eficácia pessoal.
• têm maior probabilidade de aceitar melhor as perdas (morte de familiares, calamidades, complicações da saúde, etc.).
• têm maior probabilidade de abrigar emoções positivas (amor, perdão, satisfação, etc.).
• têm menor probabilidade de abrigar emoções negativas, como medo, culpa, hostilidade, raiva, etc.).
O envolvimento com uma igreja pode ser grande fonte de bênção. Esse ambiente pode ser terapêutico para as emoções e para o corpo. É verdade que, às vezes, surgem problemas na comunidade, e alguns deles demonstram ira e amargura; mas, frequentemente, os que trabalham seus problemas podem encontrar o apoio da igreja e companheirismo e encorajamento que não poderiam ter em nenhum outro lugar. Pense no que a igreja poderia ser se cada membro levasse ao coração estas palavras de Paulo: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo” (Gl 6:2, NVI).
Qual é seu relacionamento com o corpo de sua igreja local? Você é alguém que mais contribui ou mais recebe? Por que, às vezes, você pode precisar receber? Ao mesmo tempo, se todos fôssemos à igreja com a atitude de doar de nós mesmos quando e onde pudéssemos, que tipo de comunidade teríamos?
Terça Ano Bíblico: Rute
Perdão
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
3. Que mensagem poderosa Jesus nos dá em Mateus 6:14, 15? Que consequências eternas para nós estão nas palavras de Jesus?
Jesus ensinou Seus discípulos a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (v. 12). Então, Ele insistiu (v. 14, 15) que se não estivermos dispostos a perdoar, Deus não nos perdoará.
O pensamento é apavorante. Afinal, todos somos pecadores e, assim, todos precisamos do perdão divino. Dessa forma, todos devemos aprender a perdoar, se quisermos nós mesmos ser perdoados!
O perdão é tão importante porque é fundamental para reparar e manter boas relações. O Senhor sabe como é doloroso o fardo do pecado e como esse fardo deve ser deixado por meio do perdão – o perdão que obtemos de Deus e o perdão que concedemos aos outros.
A experiência do perdão é útil, não só para os que o recebem, mas também para os que o concedem. O sentimento de graça e generosidade experimentado pelos que concedem o perdão os leva para mais perto Deus e contribui para a edificação do caráter.
Um estudo administrado no meio de indivíduos recentemente divorciados mostrou a diferença entre os que estão dispostos e os que estão pouco dispostos a perdoar. Mark Rye, da Universidade de Iowa, recrutou 199 pessoas divorciadas em grupos de recuperação de organizações de solteiros da comunidade e grupos de recuperação de divórcio com base nas igrejas. Não foi surpresa quando os pesquisadores constataram que os que concederam perdão a seus antigos cônjuges desfrutavam níveis mais elevados de saúde mental. Os perdoadores experimentavam níveis mais elevados de bem-estar e satisfação religiosa e níveis mais baixos de ira e depressão.
Essa não é uma experiência isolada. Durante a última década, os estudos são claros. O perdão reduz a depressão e a ansiedade, aumenta a autoestima e o bem-estar emocional geral. Em resumo, o perdão serve para muitas coisas; enquanto isso, alimentar rancores é perigoso para o corpo e para a mente.
Isso é surpreendente? Quem entre nós não experimentou a cura e alívio provenientes de oferecer perdão aos que nos ofenderam?
Como você pode praticar o conselho de Paulo: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 3:13, NVI)? Que escolhas você deve fazer a fim de perdoar aqueles que o ofenderam?
Quarta Ano Bíblico: 1Sm 1–3
Serviço
O esforço missionário ao mundo oferecido pelos adventistas do sétimo dia segurou historicamente dois ramos básicos de ministério: ensino/pregação e cura/ajuda. Eles representam as duas tarefas importantes do ministério de Jesus (veja Mt 9:35 e At 10:38). Além disso, para muitos, ao longo do mundo, os adventistas do sétimo dia são conhecidos por sua obra de saúde e humanitária.
Ao mesmo tempo, em muitos lugares, esses ramos poderosos se tornaram bastante institucionalizados. Como resultado, o membro comum pode não se empenhar diretamente nesses ministérios. Alguns proveem apoio financeiro; outros deixam esses ministérios para os profissionais; e alguns, infelizmente, até os consideram com indiferença. No fim, muitos não se envolvem diretamente na tarefa de ir “por toda parte, fazendo o bem” e, assim, perdem uma tremenda bênção. Por quê? Porque existe uma grande bênção pessoal em ministrar às necessidades de outros. A simples prática de partilhar diretamente com o necessitado ou de ajudar um doente ou simplesmente ouvir atentamente os problemas dos outros resultará em grande bênção para aquele que participa do ato de ministrar. Existe um impulso em nós, não totalmente erradicado por seis mil anos de pecado, que nos faz sentir bem quando servimos aos outros.
4. Qual será o critério com que os filhos de Deus serão julgados? Mt 25:34-46. Que significa isso à luz de Efésios 2:8, 9?
A salvação não pode ser pelas obras. Se fosse, ninguém seria salvo. A graça de Deus manifesta pelo sacrifício de Jesus em nosso favor é o único meio de salvação. Ao mesmo tempo, a aceitação pessoal da graça de Deus produz boas obras, e essas obras revelam a realidade de nossa experiência com Deus. As boas obras que praticamos devem ser resultado direto de saber que já temos a salvação em Jesus, como resultado de Suas obras por nós. As obras são o resultado natural de sermos salvos, não um meio de ser salvos. O importante é que tenhamos sempre em vista essa distinção.
Enquanto isso, existe uma grande bênção emocional e espiritual para os que, por gratidão a Deus pela salvação que têm em Jesus, se doam aos outros. Muitos que enfrentam problemas emocionais se sentiriam muito melhor caso tão-somente dirigissem os pensamentos para fora de si mesmos e para os outros.
Você se sente infeliz, insatisfeito? O mais provável é que você seja muito absorvido em si mesmo. Participe da ajuda aos outros e veja o que acontece.
Quinta Ano Bíblico: 1Sm 4–6
Esperança e confiança em Deus
5. “Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!” (Sl 31:24, NVI). Que motivos temos para esperar no Senhor?
Estudos mostram que a esperança é um fator crítico para a saúde mental. Os reféns que mantêm a atitude de esperança apresentam maior probabilidade de sobrevivência. A esperança é um grande motivador e fonte de resistência mental e física. A maior parte dos tratamentos de depressão têm bons resultados em pacientes convencidos de que sua disposição pode melhorar significativamente e que podem ser ajudados. Realmente, a depressão e a ansiedade afligem frequentemente os que mantêm uma perspectiva pessimista, catastrófica e desesperada sobre a vida. Uma atitude esperançosa pode fazer enorme diferença em toda a nossa perspectiva mental.
Mas existe mais do que a esperança geral, a esperança de que, quaisquer que sejam suas provas no presente, tudo terminará bem. A esperança religiosa transcende o finito e se fixa no eterno. Aponta-nos realidades, verdades e promessas que o mundo, de si mesmo, nunca pode oferecer. É uma esperança encontrada no Deus Criador, o único que pode nos dar aquilo que o mundo jamais poderá nos oferecer.
6. Que lição podemos aprender da confiança de Jesus no Pai, mesmo em ocasiões terríveis? Mt 26:36-44
A passagem nos fala sobre o estado abatido do Salvador. Palavras cuidadosamente escolhidas foram usadas para descrever as emoções angustiosas de Jesus: entristecer-Se, angustiar-Se (triste até à morte). De coração partido e tratado com desatenção por Seus amigos, Ele caiu não só sobre os joelhos, mas sobre o rosto e pediu socorro a Seu Pai. Quando não veio o socorro, Ele pediu novamente. E outra vez. Note que, cada vez que Ele apresentou Seu pedido, Ele pediu que fosse feita a vontade de Deus. Por fim, Jesus pôs toda a confiança no Pai. Não importava o que acontecesse, Ele buscou ser submisso ao Pai. Era assim que Ele agia, e é assim que devemos agir, também.
Uma coisa é confiar no Senhor quando tudo vai bem. Mas como podemos aprender a confiar nEle em circunstâncias adversas? Como podemos aprender a confiar quando as orações não são respondidas como desejamos?
Sexta Ano Bíblico: 1Sm 7–10
Estudo adicional
Precisamos ouvir individualmente Sua voz a nos falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio interior torna mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: ‘Aquietai-vos, e sabei que Eu Sou Deus’ (Sl 46:10). Somente assim se pode encontrar o verdadeiro descanso. E é essa a preparação eficaz para todo trabalho que se faz para Deus. Por entre a turba apressada e a tensão das febris atividades da vida, aquele que assim se refrigera será circundado por uma atmosfera de luz e paz. A vida exalará fragrância, e há de revelar um divino poder que atinge o coração dos homens” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 363).
“Cada raio de luz lançado sobre outros será refletido sobre nosso próprio coração. Cada palavra de bondade e simpatia proferida aos tristes, cada ação que vise aliviar os oprimidos, e cada doação para suprir as necessidades de nossos semelhantes, dados ou feitos para glorificar a Deus, resultarão em bênçãos para o doador. Os que assim trabalham estão obedecendo a uma lei do Céu e receberão a aprovação de Deus. O prazer de fazer o bem aos outros comunica aos sentimentos calor que atravessa os nervos, aviva a circulação do sangue e promove saúde mental e física” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 56).
Perguntas para reflexão
1. Qual tem sido sua experiência com a comunidade da igreja local? Como você pode melhorar essa experiência? Como você pode trabalhar com sua igreja para torná-la um lugar em que todos se sintam bem, onde todos se sintam bem-vindos, onde todos aprendam sobre a salvação e a mensagem da verdade presente que temos para o mundo? Em que áreas sua igreja é forte, e em que áreas deve melhorar?
2. Qual foi sua experiência com respeito a dar e obter perdão? O que você aprendeu pode ajudar aqueles que ainda não conseguiram aprender a perdoar?
3. Suponha que alguém chegasse até você e dissesse: “Sim, eu creio em Deus, em Jesus, na salvação, mas só não sei como andar em fé. Só não sei como confiar em Deus.” Que conselho prático você daria?
Sociedade com Jesus
Sábado à tarde Ano Bíblico: Jz 13–16
Verso para Memorizar: “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim” (Jo 15:4).
Leituras da semana: Mc 1:21-35; Lc 4:31-42; Mt 6:14, 15; 25:34-46; 26:36-44; Sl 31:24
Em anos recentes, pesquisas apontaram os efeitos positivos que religiosidade, fé, espiritualidade, oração, perdão, esperança e frequência à igreja podem ter sobre a saúde, inclusive a saúde mental. Numerosas publicações científicas preeminentes relataram uma conexão entre fé religiosa e bem-estar mental e emocional. Surpresa das surpresas!
Mas isso não é magia; o fator fé se aplica só aos que estão profundamente dedicados a seus princípios religiosos. O psiquiatra Montagu Barker, perito na relação entre religião e saúde mental, afirma que a religião é uma proteção poderosa contra a doença mental, mas só quando os crentes têm forte compromisso com suas convicções. Se não, a religião pode se tornar fonte de culpa e causa de perturbações emocionais, mentais e comportamentais.
Nesta semana, vamos estudar nosso melhor exemplo, Jesus, a fim de aprender como podemos ser fortes na fé. Estudando Sua vida e mantendo íntima relação com Ele, podemos construir mecanismos sólidos para o crescimento espiritual, que, por si sós, podem levar à melhor saúde mental.
Oração e estudo da Bíblia, adoração, prática do perdão, serviço aos outros, esperança e confiança em Deus são caminhos seguros para o desenvolvimento espiritual e a saúde mental. Com Jesus como nosso exemplo, seguramente não podemos errar.
Domingo Ano Bíblico: Jz 17–19
Jesus – Homem de oração
1. Descreva os hábitos de oração de Jesus. Mc 1:21-35; Lc 4:31-42. Que lições você pode aprender desses hábitos?
Jesus foi para a sinagoga naquele sábado em Cafarnaum e ensinou as Escrituras a um grupo grandemente admirado que reconheceu Sua autoridade, e curou um homem endemoninhado. Depois da reunião, Jesus e Seus discípulos foram para a casa de Pedro e André, e lá, Ele curou a sogra de Pedro. Ao pôr do sol, muitos (“toda a cidade” [Mc 1:33]) se reuniram ao redor de Jesus e Lhe levaram todos os tipos de doentes e endemoninhados para ser curados.
“Nunca antes testemunhara Cafarnaum um dia semelhante a esse. O ar estava cheio de vozes de triunfo e de exclamações de livramento. Enquanto o último sofredor não foi socorrido, Jesus não cessou Seu trabalho. Era tarde da noite quando a multidão partiu e se fez silêncio na casa de Simão (Ellen G. White, Exaltai-O [MM 1992], p. 86).
Esse deve ter sido um dia exaustivo para Jesus. Porém, Ele não dormiu até tarde na manhã seguinte. Precisava estar em comunhão com o Pai; então, ergueu-Se antes do amanhecer, foi a um lugar solitário e passou tempo em oração. Jesus, o Filho de Deus, aquele que tinha estado com o Pai antes que fosse criado o mundo (Jo 17:5), aquele que criou o Universo inteiro (Jo 1:3), ainda assim sentia necessidade de oração. O conceito é notável.
Depois de um dia cansativo, tendemos a adiar a oração e comunhão com Deus. Mas é justamente nesses momentos de esgotamento psicológico que a maioria de nós precisa do bálsamo calmante da oração e de tempo com a Palavra de Deus. Jesus sabia disso e costumava manter constante proximidade com o Pai. Se isso era necessário para Jesus, quanto mais deve ser para nós?
A oração é um fator positivo para o bem-estar e a saúde mental. Embora não entendamos como a oração atua nem por que atua, somos aconselhados a orar (Lc 18:1; 21:36; Rm 12:12). Quem, havendo passado tempo em comunhão com o Senhor pela oração e leitura da Palavra, não sentiu o impacto positivo que isso pode ter sobre o espírito e a mente? Não precisamos entender todos os mistérios da oração a fim de saber como é importante ter um relacionamento íntimo com Deus.
Que tipo de vida de oração você tem? Quanto tempo você passa com a Palavra de Deus? Como você pode tornar mais significativo e transformador da vida seu tempo de devoção? Por mais importante que seja o tempo que passamos em oração e leitura da Palavra, só o tempo não é o único elemento. Que outros fatores são necessários?
Segunda Ano Bíblico: Jz 20, 21
Comunidade de adoração e igreja
Jesus ia regularmente à sinagoga aos sábados (Lc 4:16). Seu exemplo deve nos mostrar a importância da comunidade. O conceito de “um cristão solitário” independente do corpo, não é bíblico. Embora existam alguns exemplos ocasionais desse fato na Bíblia, isso não prova que esse é o plano de Deus. Ao longo de todas as Escrituras, vemos o modelo de povo de Deus como uma comunidade, um grupo que trabalha junto para o benefício mútuo e para a igreja como um todo.
2. Qual é nosso papel e lugar na comunidade mais ampla da igreja? 1Co 12:12-31; Ef 4:15, 16
O interessante é também que, recentemente, respeitáveis estudos estão mostrando que aqueles que frequentam a igreja e participam dos cultos (comparados com os que não fazem isso) em base regular:
• têm menor probabilidade de sofrer de abuso de drogas.
• têm maior probabilidade de ser sexualmente responsáveis.
• estão menos envolvidos em comportamentos arriscados.
• têm maior probabilidade de praticar ética relacionada aos negócios e ao trabalho.
• têm maior probabilidade de desfrutar de uma comunidade social mais rica e de grupos de apoio.
• têm maior probabilidade de revelar níveis mais elevados de autoestima e eficácia pessoal.
• têm maior probabilidade de aceitar melhor as perdas (morte de familiares, calamidades, complicações da saúde, etc.).
• têm maior probabilidade de abrigar emoções positivas (amor, perdão, satisfação, etc.).
• têm menor probabilidade de abrigar emoções negativas, como medo, culpa, hostilidade, raiva, etc.).
O envolvimento com uma igreja pode ser grande fonte de bênção. Esse ambiente pode ser terapêutico para as emoções e para o corpo. É verdade que, às vezes, surgem problemas na comunidade, e alguns deles demonstram ira e amargura; mas, frequentemente, os que trabalham seus problemas podem encontrar o apoio da igreja e companheirismo e encorajamento que não poderiam ter em nenhum outro lugar. Pense no que a igreja poderia ser se cada membro levasse ao coração estas palavras de Paulo: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo” (Gl 6:2, NVI).
Qual é seu relacionamento com o corpo de sua igreja local? Você é alguém que mais contribui ou mais recebe? Por que, às vezes, você pode precisar receber? Ao mesmo tempo, se todos fôssemos à igreja com a atitude de doar de nós mesmos quando e onde pudéssemos, que tipo de comunidade teríamos?
Terça Ano Bíblico: Rute
Perdão
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
3. Que mensagem poderosa Jesus nos dá em Mateus 6:14, 15? Que consequências eternas para nós estão nas palavras de Jesus?
Jesus ensinou Seus discípulos a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (v. 12). Então, Ele insistiu (v. 14, 15) que se não estivermos dispostos a perdoar, Deus não nos perdoará.
O pensamento é apavorante. Afinal, todos somos pecadores e, assim, todos precisamos do perdão divino. Dessa forma, todos devemos aprender a perdoar, se quisermos nós mesmos ser perdoados!
O perdão é tão importante porque é fundamental para reparar e manter boas relações. O Senhor sabe como é doloroso o fardo do pecado e como esse fardo deve ser deixado por meio do perdão – o perdão que obtemos de Deus e o perdão que concedemos aos outros.
A experiência do perdão é útil, não só para os que o recebem, mas também para os que o concedem. O sentimento de graça e generosidade experimentado pelos que concedem o perdão os leva para mais perto Deus e contribui para a edificação do caráter.
Um estudo administrado no meio de indivíduos recentemente divorciados mostrou a diferença entre os que estão dispostos e os que estão pouco dispostos a perdoar. Mark Rye, da Universidade de Iowa, recrutou 199 pessoas divorciadas em grupos de recuperação de organizações de solteiros da comunidade e grupos de recuperação de divórcio com base nas igrejas. Não foi surpresa quando os pesquisadores constataram que os que concederam perdão a seus antigos cônjuges desfrutavam níveis mais elevados de saúde mental. Os perdoadores experimentavam níveis mais elevados de bem-estar e satisfação religiosa e níveis mais baixos de ira e depressão.
Essa não é uma experiência isolada. Durante a última década, os estudos são claros. O perdão reduz a depressão e a ansiedade, aumenta a autoestima e o bem-estar emocional geral. Em resumo, o perdão serve para muitas coisas; enquanto isso, alimentar rancores é perigoso para o corpo e para a mente.
Isso é surpreendente? Quem entre nós não experimentou a cura e alívio provenientes de oferecer perdão aos que nos ofenderam?
Como você pode praticar o conselho de Paulo: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 3:13, NVI)? Que escolhas você deve fazer a fim de perdoar aqueles que o ofenderam?
Quarta Ano Bíblico: 1Sm 1–3
Serviço
O esforço missionário ao mundo oferecido pelos adventistas do sétimo dia segurou historicamente dois ramos básicos de ministério: ensino/pregação e cura/ajuda. Eles representam as duas tarefas importantes do ministério de Jesus (veja Mt 9:35 e At 10:38). Além disso, para muitos, ao longo do mundo, os adventistas do sétimo dia são conhecidos por sua obra de saúde e humanitária.
Ao mesmo tempo, em muitos lugares, esses ramos poderosos se tornaram bastante institucionalizados. Como resultado, o membro comum pode não se empenhar diretamente nesses ministérios. Alguns proveem apoio financeiro; outros deixam esses ministérios para os profissionais; e alguns, infelizmente, até os consideram com indiferença. No fim, muitos não se envolvem diretamente na tarefa de ir “por toda parte, fazendo o bem” e, assim, perdem uma tremenda bênção. Por quê? Porque existe uma grande bênção pessoal em ministrar às necessidades de outros. A simples prática de partilhar diretamente com o necessitado ou de ajudar um doente ou simplesmente ouvir atentamente os problemas dos outros resultará em grande bênção para aquele que participa do ato de ministrar. Existe um impulso em nós, não totalmente erradicado por seis mil anos de pecado, que nos faz sentir bem quando servimos aos outros.
4. Qual será o critério com que os filhos de Deus serão julgados? Mt 25:34-46. Que significa isso à luz de Efésios 2:8, 9?
A salvação não pode ser pelas obras. Se fosse, ninguém seria salvo. A graça de Deus manifesta pelo sacrifício de Jesus em nosso favor é o único meio de salvação. Ao mesmo tempo, a aceitação pessoal da graça de Deus produz boas obras, e essas obras revelam a realidade de nossa experiência com Deus. As boas obras que praticamos devem ser resultado direto de saber que já temos a salvação em Jesus, como resultado de Suas obras por nós. As obras são o resultado natural de sermos salvos, não um meio de ser salvos. O importante é que tenhamos sempre em vista essa distinção.
Enquanto isso, existe uma grande bênção emocional e espiritual para os que, por gratidão a Deus pela salvação que têm em Jesus, se doam aos outros. Muitos que enfrentam problemas emocionais se sentiriam muito melhor caso tão-somente dirigissem os pensamentos para fora de si mesmos e para os outros.
Você se sente infeliz, insatisfeito? O mais provável é que você seja muito absorvido em si mesmo. Participe da ajuda aos outros e veja o que acontece.
Quinta Ano Bíblico: 1Sm 4–6
Esperança e confiança em Deus
5. “Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!” (Sl 31:24, NVI). Que motivos temos para esperar no Senhor?
Estudos mostram que a esperança é um fator crítico para a saúde mental. Os reféns que mantêm a atitude de esperança apresentam maior probabilidade de sobrevivência. A esperança é um grande motivador e fonte de resistência mental e física. A maior parte dos tratamentos de depressão têm bons resultados em pacientes convencidos de que sua disposição pode melhorar significativamente e que podem ser ajudados. Realmente, a depressão e a ansiedade afligem frequentemente os que mantêm uma perspectiva pessimista, catastrófica e desesperada sobre a vida. Uma atitude esperançosa pode fazer enorme diferença em toda a nossa perspectiva mental.
Mas existe mais do que a esperança geral, a esperança de que, quaisquer que sejam suas provas no presente, tudo terminará bem. A esperança religiosa transcende o finito e se fixa no eterno. Aponta-nos realidades, verdades e promessas que o mundo, de si mesmo, nunca pode oferecer. É uma esperança encontrada no Deus Criador, o único que pode nos dar aquilo que o mundo jamais poderá nos oferecer.
6. Que lição podemos aprender da confiança de Jesus no Pai, mesmo em ocasiões terríveis? Mt 26:36-44
A passagem nos fala sobre o estado abatido do Salvador. Palavras cuidadosamente escolhidas foram usadas para descrever as emoções angustiosas de Jesus: entristecer-Se, angustiar-Se (triste até à morte). De coração partido e tratado com desatenção por Seus amigos, Ele caiu não só sobre os joelhos, mas sobre o rosto e pediu socorro a Seu Pai. Quando não veio o socorro, Ele pediu novamente. E outra vez. Note que, cada vez que Ele apresentou Seu pedido, Ele pediu que fosse feita a vontade de Deus. Por fim, Jesus pôs toda a confiança no Pai. Não importava o que acontecesse, Ele buscou ser submisso ao Pai. Era assim que Ele agia, e é assim que devemos agir, também.
Uma coisa é confiar no Senhor quando tudo vai bem. Mas como podemos aprender a confiar nEle em circunstâncias adversas? Como podemos aprender a confiar quando as orações não são respondidas como desejamos?
Sexta Ano Bíblico: 1Sm 7–10
Estudo adicional
Precisamos ouvir individualmente Sua voz a nos falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio interior torna mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: ‘Aquietai-vos, e sabei que Eu Sou Deus’ (Sl 46:10). Somente assim se pode encontrar o verdadeiro descanso. E é essa a preparação eficaz para todo trabalho que se faz para Deus. Por entre a turba apressada e a tensão das febris atividades da vida, aquele que assim se refrigera será circundado por uma atmosfera de luz e paz. A vida exalará fragrância, e há de revelar um divino poder que atinge o coração dos homens” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 363).
“Cada raio de luz lançado sobre outros será refletido sobre nosso próprio coração. Cada palavra de bondade e simpatia proferida aos tristes, cada ação que vise aliviar os oprimidos, e cada doação para suprir as necessidades de nossos semelhantes, dados ou feitos para glorificar a Deus, resultarão em bênçãos para o doador. Os que assim trabalham estão obedecendo a uma lei do Céu e receberão a aprovação de Deus. O prazer de fazer o bem aos outros comunica aos sentimentos calor que atravessa os nervos, aviva a circulação do sangue e promove saúde mental e física” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 56).
Perguntas para reflexão
1. Qual tem sido sua experiência com a comunidade da igreja local? Como você pode melhorar essa experiência? Como você pode trabalhar com sua igreja para torná-la um lugar em que todos se sintam bem, onde todos se sintam bem-vindos, onde todos aprendam sobre a salvação e a mensagem da verdade presente que temos para o mundo? Em que áreas sua igreja é forte, e em que áreas deve melhorar?
2. Qual foi sua experiência com respeito a dar e obter perdão? O que você aprendeu pode ajudar aqueles que ainda não conseguiram aprender a perdoar?
3. Suponha que alguém chegasse até você e dissesse: “Sim, eu creio em Deus, em Jesus, na salvação, mas só não sei como andar em fé. Só não sei como confiar em Deus.” Que conselho prático você daria?
domingo, 20 de março de 2011
BOA SEMANA
Nova Semana!
Cada dia nasce uma nova Esperança.
Esperança de vida,
Esperança de saúde,
Esperança de novo trabalho,
Esperança de uma nova casa,
Esperança de novas idéias,
Esperança de novos caminhos,
Esperança de objetivos a alcançar,
Esperança de novos amigos,
Enfim...
Esperança que Breve, Muito em Breve
Jesus Voltará e nos levará pra um lugar
Calmo, Sereno e Tranquilo,
Onde Ele estará para sempre conosco.
Que essa Esperança não se apague em nossos corações.
Cada dia nasce uma nova Esperança.
Esperança de vida,
Esperança de saúde,
Esperança de novo trabalho,
Esperança de uma nova casa,
Esperança de novas idéias,
Esperança de novos caminhos,
Esperança de objetivos a alcançar,
Esperança de novos amigos,
Enfim...
Esperança que Breve, Muito em Breve
Jesus Voltará e nos levará pra um lugar
Calmo, Sereno e Tranquilo,
Onde Ele estará para sempre conosco.
Que essa Esperança não se apague em nossos corações.
sexta-feira, 18 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
LIÇÃO 12
Lição 12
A natureza como fonte de saúde
Sábado à tarde Ano Bíblico: Js 18–21
Verso para Memorizar: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite” (Salmo 19:1, 2).
Leituras da semana: Gn 1:27–2:25; Gn 3; Jr 10:12, 13; Sl 19:1-7; Mt 6:25-34; Sl 104
Deus criou Adão e Eva à Sua própria imagem. Que herança poderia ser mais perfeita? Então, Ele os colocou no Jardim do Éden. Que ambiente poderia ser mais perfeito? Tanto a hereditariedade como o ambiente, então, foram divinamente equilibrados para produzir e preservar saúde mental e física perfeitas.
Porém, o pecado arruinou tudo – e já na segunda geração, inveja, ódio e violência contaminaram o mundo. O ambiente natural também sofreu os resultados iniciais do pecado, e quando o pecado se tornou intolerável, o Dilúvio mudou para sempre a imagem da Terra.
Ainda assim, permanecem muita bondade e beleza no mundo natural. A natureza ainda provê recursos suficientes para satisfazer às nossas necessidades básicas. Ela também pode prover alegria, felicidade e bem-estar para compensar parcialmente a miséria causada pelo pecado.
Deste modo, apesar de suas convulsões às vezes violentas e mortais, a natureza pode ser uma fonte de saúde mental e física. Pode também se tornar um meio para nos aproximar sempre mais perto do Criador, fonte de toda bondade: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1:17).
Domingo Ano Bíblico: Js 22–24
Ambiente perfeito
Hoje, vivendo como em um mundo danificado e corrompido pelo pecado, só podemos imaginar como deve ter sido para nossos primeiros pais no Éden. Sem pecado, sem sofrimento, sem morte – nada havia para lhes trazer as tristezas e dores que todos conhecemos tão bem. De certo modo, estamos tão acostumados a essas realidades, por serem tão comuns, que nos esquecemos de que todas elas são intrusas, coisas que não existiam na criação original, que nunca deveriam existir, coisas que, conforme nos foi prometido, um dia, deixarão para sempre de existir.
1. Que descrição faz a Bíblia sobre a vida e o ambiente no Éden? Que diferenças existem sobre o que conhecemos hoje? Gn 1:27–2:25
O casal recém-criado foi colocado em um jardim que o próprio Deus havia plantado (Gn 2:8). Embora o relato bíblico seja breve, quando pensamos na maravilhosa abundância que a natureza nos fornece hoje, podemos imaginar a luxuriante abundância que deve ter vindo desse primeiro jardim. Os sentidos de Adão e Eva estavam expostos a visões, sons, paladares, sentimentos e aromas que certamente traziam muita satisfação e bem-estar a nossos primeiros pais. Era um verdadeiro Paraíso.
Não existe dúvida de que o ambiente era o melhor para satisfazer os seres humanos recém-criados. Suas necessidades físicas, emocionais e mentais eram mais que supridas. Estados mentais como incerteza, ansiedade e preocupação eram completamente desconhecidos, porque ali não havia nada para provocá-los.
“O Criador escolheu para nossos primeiros pais o ambiente que mais convinha a sua saúde e felicidade. Não os colocou num palácio, nem os rodeou dos adornos e luxos artificiais que tantos lutam hoje em dia por obter. ... No jardim que Deus preparou para servir de lar a Seus filhos, graciosos arbustos e flores delicadas saudavam por toda parte o olhar. Havia árvores de toda variedade, muitas delas carregadas de aromáticos e deliciosos frutos. Em seus ramos gorjeavam os pássaros seus cânticos de louvor. À sua sombra, livres de temor, brincavam juntas as criaturas da Terra” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 261).
Tente visualizar como deve ter sido o Éden. Pense nas cenas, os aromas, os sabores, tudo projetado para apelar aos nossos sentidos. Isso nos mostra que, em princípio, nosso corpo físico é bom e foi feito para desfrutarmos a vida.
Segunda Ano Bíblico: Jz 1–3
O pecado e a natureza
Embora a natureza apresente em nossos dias muita maravilha e beleza, hoje, ela é uma espada de dois gumes. Existem beleza e maravilha, mas também existem terremotos, pragas, enfermidades e fome. Alguma coisa saiu terrivelmente errada.
2. Leia a história da queda em Gênesis 3. Que mudanças imediatas sobrevieram tanto aos seres humanos como à natureza em resultado do pecado?
O pecado trouxe consequências físicas e espirituais imediatas à vida humana. A natureza também sofreu os efeitos do pecado. Efeitos devastadores sobrevieram à criação em pelo menos três aspectos:
1. O solo foi amaldiçoado (Gn 3:17). Depois de sair do Jardim do Éden, Adão e Eva encontraram obstáculos imediatos para trabalhar a terra. O solo começou a produzir espinhos e cardos indesejáveis. Mais provavelmente, também, as pragas começaram a interferir no crescimento saudável. Depois da devastação do Dilúvio, as coisas só ficaram piores.
2. Os seres humanos experimentaram mudanças significativas. A fadiga e dor se tornaram uma realidade. Mudou a relação entre o homem e a mulher. O capítulo parece sugerir que, originalmente, Eva não teria dor no parto. Também mudou a relação entre Adão e a Terra, e o trabalho passou a ser muito mais difícil que antes. Não sabemos como a consciência da morte iminente afetou o primeiro casal, mas deve ter mudado completamente sua perspectiva na vida.
3. O pecado humano afetou o comportamento dos animais. Ódio, inveja, egoísmo, arrogância, etc., causaram agressão contra os seres humanos e os animais. Outras maneiras antes desconhecidas de prejudicar o ambiente (talvez comparáveis ao que estamos testemunhando hoje) podem ter acontecido. Os animais começaram a se matar uns aos outros em busca de alimento e poder. Como é descrito em Gênesis 3–6, corrupção e violência aumentaram a ponto de Deus Se arrepender por ter feito todas as criaturas (Gn 6:5-7).
A verdadeira extensão de todas essas transformações não nos é revelada, mas podemos supor que ocorreram profundas mudanças. Entretanto, Deus, em Sua infinita misericórdia, preservou grande parte da magnífica criação original para benefício dos seres humanos.
Pesquise as maravilhas da natureza em seu ambiente. Que lembranças da criação original parecem permanecer? Que esperança você pode tirar desses remanescentes que lhe apontam as promessas de um mundo melhor?
Terça Ano Bíblico: Jz 4, 5
Dons de Deus pela natureza
O mundo natural apresenta um testemunho poderoso não só a respeito da existência de Deus mas também de Seu poder. Infelizmente, como Paulo advertiu, os seres humanos (sem dúvida inspirados por Satanás) abandonaram o Deus vivo e adoraram a criação em vez de seu Criador (veja Rm 1:19-25).
3. Leia Jeremias 10:12, 13. Que quadro é apresentado do poder criador de Deus e Seu envolvimento presente nos fenômenos naturais? Que podemos aprender sobre o caráter de Deus por meio de Suas obras criadas?
Evidentemente, como todos sabemos, às vezes, a natureza se rebela contra nós, espalhando terror por terremotos, vulcões, inundações, etc. Por que essas tragédias acontecem e quando e onde ocorrem são perguntas para as quais não temos respostas hoje. O que sabemos, porém, é que os primeiros capítulos do livro de Jó revelam a realidade do grande conflito entre Deus e Satanás, e que Satanás pode usar as forças da natureza para maus propósitos. Apesar dessas calamidades terríveis, a bondade de Deus ainda pode ser vista no mundo natural.
4. Qual é a mensagem básica do Salmo 19:1-6? Que se pode aprender sobre a fidelidade de Deus?
Tradicionalmente, a natureza é considerada pelos adventistas do sétimo dia como o segundo livro de Deus. A observação e o estudo do mundo natural, quando feitos com humildade e em sinceridade quanto à influência do Espírito Santo, aprofundarão a fé e a confiança em Deus. Também proverão compreensão adicional sobre o amor de Deus por Suas criaturas. Essa pode ser uma grande fonte de conforto mental e espiritual. Às vezes, quando tudo o mais falha, a beleza da natureza, e o que ela nos diz sobre Deus, pode ser uma fonte de grande conforto e esperança.
Se enquanto você estivesse testemunhando a alguém sobre a bondade de Deus (especialmente revelada pela natureza), a pessoa perguntasse sobre tsunamis, terremotos, fomes e coisas semelhantes, como você responderia? Que nos diz a realidade desses desastres naturais sobre os limites do que a natureza pode nos ensinar sobre Deus?
Quarta Ano Bíblico: Jz 6–8
Comunhão com Deus na natureza
“Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem” (Mt 6:28, NVI).
Certo jovem, que sempre fora ateu, converteu-se com pouco mais de vinte anos. Logo após seu novo nascimento, ele viveu vários meses em um ambiente rural e, frequentemente, vagava pelos bosques, admirando as maravilhas do Deus que criara tal beleza. Claro, ele havia visto antes coisas maravilhosas do mundo natural, mas só então ele era capaz de ver o caráter do Senhor que havia criado tudo isso. Ele disse: “Foi como se meus olhos fossem abertos pela primeira vez em toda a minha vida!” Foi nesse tempo que esse novo cristão veio a conhecer verdadeiramente o Senhor.
5. Que disse Jesus que podemos aprender ao estudar a natureza? Mt 6:25-34
Inquestionavelmente, podemos realmente aprender muitas lições espirituais valiosas do estudo do mundo criado. Mas a natureza pode também nos ajudar sob o aspecto espiritual em outro modo. Lucas 5:16 diz que Jesus “Se retirava para lugares solitários e orava”, algo que Ellen White disse que Jesus fazia frequentemente. Às vezes, também nós precisamos nos afastar de tudo e estar a sós com Deus em um ambiente natural. A beleza, o conforto, a paz, o sossego que frequentemente achamos no mundo natural pode falar ao nosso coração e mente em maneiras que nada mais faz. Pode não haver qualquer revelação súbita de uma nova verdade; pode não haver nenhum novo entendimento de uma doutrina ou um texto. O que pode haver, em vez disso, é o reconhecimento não expresso do amor e poder daquele que criou tudo isso. Por mais que experimentemos individualmente o Senhor desse modo, não existe dúvida de que o tempo a sós em meio à natureza, em comunhão com Deus, pode trazer cura e paz para nosso corpo e mente.
“Todos quantos se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranquila para comunhão com o próprio coração, com a natureza e com Deus. Neles se deve revelar uma vida não em harmonia com o mundo, seus costumes e práticas; é-lhes necessário experiência pessoal em obter o conhecimento da vontade de Deus. Devemos, individualmente, ouvi-Lo falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e, em sossego, esperamos diante dEle, o silêncio do coração torna mais distinta a voz de Deus” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 58).
Quinta Ano Bíblico: Jz 9, 10
Salmo 104
No século 19, uma crença popular conhecida como deísmo declarava que Deus criou o mundo mas o abandonou à própria sorte. Em outros palavras, de acordo com essa posição, Deus existe mas não quer Se envolver em nada que existe.
No entanto, essa crença não é o que a Bíblia ensina. Deus não acabou de criar o mundo como um relógio e o deixou funcionando, acontecesse o que acontecesse. De acordo com a Bíblia, Ele está intimamente envolvido com tudo o que ocorre aqui. Afinal, que é a cruz senão Deus envolvido íntima e diretamente nos negócios humanos?
6. Qual é o papel de Deus na criação e no mundo natural? Sl 104
Talvez o mais impressionante no Salmo 104 seja o entusiasmo e excitamento que provêm das palavras. O salmista se regozija no poder criador e mantenedor de Deus. Você quase pode ouvi-lo exclamando estas palavras em louvor e adoração. Ele via a realidade de Deus no desenrolar diário da função do mundo natural.
O Deus apresentado nesse salmo não é o Deus dos deístas, qualquer que seja sua crença. Ele Se envolve no que acontece aqui. Sem dúvida, quaisquer que fossem as dificuldades pessoais do salmista, ele encontrava conforto e esperança no poder de Deus. Certo, a contemplação dos pássaros em seus ninhos ou dos leões em busca de sua presa não resolveria as lutas diárias com que ele estivesse envolvido, mas ele podia ver coisas da natureza que nos falam da bondade e do poder de Deus, e que nos dão esperança.
A natureza também pode ser fonte de cura para o corpo, para a mente e para o espírito. Em muitos casos, ar fresco, luz solar, água e alimentação saudável podem nos fazer bem tanto física como mentalmente. Os remédios naturais continuam sendo um meio poderoso de saúde e cura.
Alguns médicos, também, aconselham frequentemente os pacientes a se afastar do trabalho e do estresse e encontrar descanso e relaxamento em um ambiente natural em algum lugar. Algumas pesquisas mostram como a boa natureza e o ambiente natural podem nos fazer bem tanto física como mentalmente. Afinal, Deus pôs nossos primeiros pais em um jardim, não em uma praça da cidade. Alguma coisa em nós se identifica melhor com um campo de lírios que com um estacionamento de carros.
A natureza é um dos grandes dons de Deus. Devemos fazer tudo o que pudermos para aproveitá-la. Como você pode se beneficiar melhor do que Deus nos deu por meio da natureza?
Sexta Ano Bíblico: Jz 11, 12
Estudo adicional
O lar de nossos primeiros pais deveria ser um modelo para outros lares, ao saírem seus filhos para ocuparem a Terra. Aquele lar, embelezado pela mão do próprio Deus, não era um suntuoso palácio. Os homens, em seu orgulho, deleitam-se com edifícios magnificentes e custosos, e gloriam-se com as obras de suas mãos. Mas Deus colocou Adão em um jardim. Essa era a sua morada. O céu azul era a sua cúpula; a terra, com suas delicadas flores e tapete de relva viva, era seu pavimento; e os ramos folhudos das formosas árvores eram seu teto. De suas paredes pendiam os mais magnificentes adornos - obra do grande e magistral Artífice. No ambiente em que vivia o santo par havia uma lição para todos os tempos; a lição de que a verdadeira felicidade é encontrada, não na satisfação do orgulho e luxo, mas na comunhão com Deus mediante Suas obras criadas. Se os homens dessem menos atenção às coisas artificiais, e cultivassem maior simplicidade, estariam em muito melhores condições de corresponderem com o propósito de Deus em Sua criação (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 49, 50).
“O contato constante com o mistério da vida e o encanto da natureza, bem como a ternura suscitada com o servir a estas belas coisas da criação de Deus, propendem a despertar a mente, purificar e elevar o caráter” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 143).
Perguntas para reflexão
1. Como podemos nos certificar de não cruzar a linha entre ser amante da natureza e ser adorador dela? Por que isso nem sempre é uma distinção fácil? Por mais maravilhosa que seja a natureza, sempre devemos nos lembrar de que, no fim, ela não nos pode salvar. Só Deus, que criou a natureza, pode fazer isso. Por que é importante sempre manter em mente essa verdade decisiva?
2.
2. Como adventistas do sétimo dia, o que devemos dizer com respeito a toda a questão do meio ambiente? Em nosso ensino, que aspectos podem ser úteis e necessários nessa questão importante? Ao mesmo tempo, como devemos responder à ideia seguinte: “Bem, nós sabemos que o Senhor vem logo, todo este mundo será destruído e, em seguida, transformado. Então o ambiente é realmente tão importante assim?”
A natureza como fonte de saúde
Sábado à tarde Ano Bíblico: Js 18–21
Verso para Memorizar: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite” (Salmo 19:1, 2).
Leituras da semana: Gn 1:27–2:25; Gn 3; Jr 10:12, 13; Sl 19:1-7; Mt 6:25-34; Sl 104
Deus criou Adão e Eva à Sua própria imagem. Que herança poderia ser mais perfeita? Então, Ele os colocou no Jardim do Éden. Que ambiente poderia ser mais perfeito? Tanto a hereditariedade como o ambiente, então, foram divinamente equilibrados para produzir e preservar saúde mental e física perfeitas.
Porém, o pecado arruinou tudo – e já na segunda geração, inveja, ódio e violência contaminaram o mundo. O ambiente natural também sofreu os resultados iniciais do pecado, e quando o pecado se tornou intolerável, o Dilúvio mudou para sempre a imagem da Terra.
Ainda assim, permanecem muita bondade e beleza no mundo natural. A natureza ainda provê recursos suficientes para satisfazer às nossas necessidades básicas. Ela também pode prover alegria, felicidade e bem-estar para compensar parcialmente a miséria causada pelo pecado.
Deste modo, apesar de suas convulsões às vezes violentas e mortais, a natureza pode ser uma fonte de saúde mental e física. Pode também se tornar um meio para nos aproximar sempre mais perto do Criador, fonte de toda bondade: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1:17).
Domingo Ano Bíblico: Js 22–24
Ambiente perfeito
Hoje, vivendo como em um mundo danificado e corrompido pelo pecado, só podemos imaginar como deve ter sido para nossos primeiros pais no Éden. Sem pecado, sem sofrimento, sem morte – nada havia para lhes trazer as tristezas e dores que todos conhecemos tão bem. De certo modo, estamos tão acostumados a essas realidades, por serem tão comuns, que nos esquecemos de que todas elas são intrusas, coisas que não existiam na criação original, que nunca deveriam existir, coisas que, conforme nos foi prometido, um dia, deixarão para sempre de existir.
1. Que descrição faz a Bíblia sobre a vida e o ambiente no Éden? Que diferenças existem sobre o que conhecemos hoje? Gn 1:27–2:25
O casal recém-criado foi colocado em um jardim que o próprio Deus havia plantado (Gn 2:8). Embora o relato bíblico seja breve, quando pensamos na maravilhosa abundância que a natureza nos fornece hoje, podemos imaginar a luxuriante abundância que deve ter vindo desse primeiro jardim. Os sentidos de Adão e Eva estavam expostos a visões, sons, paladares, sentimentos e aromas que certamente traziam muita satisfação e bem-estar a nossos primeiros pais. Era um verdadeiro Paraíso.
Não existe dúvida de que o ambiente era o melhor para satisfazer os seres humanos recém-criados. Suas necessidades físicas, emocionais e mentais eram mais que supridas. Estados mentais como incerteza, ansiedade e preocupação eram completamente desconhecidos, porque ali não havia nada para provocá-los.
“O Criador escolheu para nossos primeiros pais o ambiente que mais convinha a sua saúde e felicidade. Não os colocou num palácio, nem os rodeou dos adornos e luxos artificiais que tantos lutam hoje em dia por obter. ... No jardim que Deus preparou para servir de lar a Seus filhos, graciosos arbustos e flores delicadas saudavam por toda parte o olhar. Havia árvores de toda variedade, muitas delas carregadas de aromáticos e deliciosos frutos. Em seus ramos gorjeavam os pássaros seus cânticos de louvor. À sua sombra, livres de temor, brincavam juntas as criaturas da Terra” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 261).
Tente visualizar como deve ter sido o Éden. Pense nas cenas, os aromas, os sabores, tudo projetado para apelar aos nossos sentidos. Isso nos mostra que, em princípio, nosso corpo físico é bom e foi feito para desfrutarmos a vida.
Segunda Ano Bíblico: Jz 1–3
O pecado e a natureza
Embora a natureza apresente em nossos dias muita maravilha e beleza, hoje, ela é uma espada de dois gumes. Existem beleza e maravilha, mas também existem terremotos, pragas, enfermidades e fome. Alguma coisa saiu terrivelmente errada.
2. Leia a história da queda em Gênesis 3. Que mudanças imediatas sobrevieram tanto aos seres humanos como à natureza em resultado do pecado?
O pecado trouxe consequências físicas e espirituais imediatas à vida humana. A natureza também sofreu os efeitos do pecado. Efeitos devastadores sobrevieram à criação em pelo menos três aspectos:
1. O solo foi amaldiçoado (Gn 3:17). Depois de sair do Jardim do Éden, Adão e Eva encontraram obstáculos imediatos para trabalhar a terra. O solo começou a produzir espinhos e cardos indesejáveis. Mais provavelmente, também, as pragas começaram a interferir no crescimento saudável. Depois da devastação do Dilúvio, as coisas só ficaram piores.
2. Os seres humanos experimentaram mudanças significativas. A fadiga e dor se tornaram uma realidade. Mudou a relação entre o homem e a mulher. O capítulo parece sugerir que, originalmente, Eva não teria dor no parto. Também mudou a relação entre Adão e a Terra, e o trabalho passou a ser muito mais difícil que antes. Não sabemos como a consciência da morte iminente afetou o primeiro casal, mas deve ter mudado completamente sua perspectiva na vida.
3. O pecado humano afetou o comportamento dos animais. Ódio, inveja, egoísmo, arrogância, etc., causaram agressão contra os seres humanos e os animais. Outras maneiras antes desconhecidas de prejudicar o ambiente (talvez comparáveis ao que estamos testemunhando hoje) podem ter acontecido. Os animais começaram a se matar uns aos outros em busca de alimento e poder. Como é descrito em Gênesis 3–6, corrupção e violência aumentaram a ponto de Deus Se arrepender por ter feito todas as criaturas (Gn 6:5-7).
A verdadeira extensão de todas essas transformações não nos é revelada, mas podemos supor que ocorreram profundas mudanças. Entretanto, Deus, em Sua infinita misericórdia, preservou grande parte da magnífica criação original para benefício dos seres humanos.
Pesquise as maravilhas da natureza em seu ambiente. Que lembranças da criação original parecem permanecer? Que esperança você pode tirar desses remanescentes que lhe apontam as promessas de um mundo melhor?
Terça Ano Bíblico: Jz 4, 5
Dons de Deus pela natureza
O mundo natural apresenta um testemunho poderoso não só a respeito da existência de Deus mas também de Seu poder. Infelizmente, como Paulo advertiu, os seres humanos (sem dúvida inspirados por Satanás) abandonaram o Deus vivo e adoraram a criação em vez de seu Criador (veja Rm 1:19-25).
3. Leia Jeremias 10:12, 13. Que quadro é apresentado do poder criador de Deus e Seu envolvimento presente nos fenômenos naturais? Que podemos aprender sobre o caráter de Deus por meio de Suas obras criadas?
Evidentemente, como todos sabemos, às vezes, a natureza se rebela contra nós, espalhando terror por terremotos, vulcões, inundações, etc. Por que essas tragédias acontecem e quando e onde ocorrem são perguntas para as quais não temos respostas hoje. O que sabemos, porém, é que os primeiros capítulos do livro de Jó revelam a realidade do grande conflito entre Deus e Satanás, e que Satanás pode usar as forças da natureza para maus propósitos. Apesar dessas calamidades terríveis, a bondade de Deus ainda pode ser vista no mundo natural.
4. Qual é a mensagem básica do Salmo 19:1-6? Que se pode aprender sobre a fidelidade de Deus?
Tradicionalmente, a natureza é considerada pelos adventistas do sétimo dia como o segundo livro de Deus. A observação e o estudo do mundo natural, quando feitos com humildade e em sinceridade quanto à influência do Espírito Santo, aprofundarão a fé e a confiança em Deus. Também proverão compreensão adicional sobre o amor de Deus por Suas criaturas. Essa pode ser uma grande fonte de conforto mental e espiritual. Às vezes, quando tudo o mais falha, a beleza da natureza, e o que ela nos diz sobre Deus, pode ser uma fonte de grande conforto e esperança.
Se enquanto você estivesse testemunhando a alguém sobre a bondade de Deus (especialmente revelada pela natureza), a pessoa perguntasse sobre tsunamis, terremotos, fomes e coisas semelhantes, como você responderia? Que nos diz a realidade desses desastres naturais sobre os limites do que a natureza pode nos ensinar sobre Deus?
Quarta Ano Bíblico: Jz 6–8
Comunhão com Deus na natureza
“Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem” (Mt 6:28, NVI).
Certo jovem, que sempre fora ateu, converteu-se com pouco mais de vinte anos. Logo após seu novo nascimento, ele viveu vários meses em um ambiente rural e, frequentemente, vagava pelos bosques, admirando as maravilhas do Deus que criara tal beleza. Claro, ele havia visto antes coisas maravilhosas do mundo natural, mas só então ele era capaz de ver o caráter do Senhor que havia criado tudo isso. Ele disse: “Foi como se meus olhos fossem abertos pela primeira vez em toda a minha vida!” Foi nesse tempo que esse novo cristão veio a conhecer verdadeiramente o Senhor.
5. Que disse Jesus que podemos aprender ao estudar a natureza? Mt 6:25-34
Inquestionavelmente, podemos realmente aprender muitas lições espirituais valiosas do estudo do mundo criado. Mas a natureza pode também nos ajudar sob o aspecto espiritual em outro modo. Lucas 5:16 diz que Jesus “Se retirava para lugares solitários e orava”, algo que Ellen White disse que Jesus fazia frequentemente. Às vezes, também nós precisamos nos afastar de tudo e estar a sós com Deus em um ambiente natural. A beleza, o conforto, a paz, o sossego que frequentemente achamos no mundo natural pode falar ao nosso coração e mente em maneiras que nada mais faz. Pode não haver qualquer revelação súbita de uma nova verdade; pode não haver nenhum novo entendimento de uma doutrina ou um texto. O que pode haver, em vez disso, é o reconhecimento não expresso do amor e poder daquele que criou tudo isso. Por mais que experimentemos individualmente o Senhor desse modo, não existe dúvida de que o tempo a sós em meio à natureza, em comunhão com Deus, pode trazer cura e paz para nosso corpo e mente.
“Todos quantos se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranquila para comunhão com o próprio coração, com a natureza e com Deus. Neles se deve revelar uma vida não em harmonia com o mundo, seus costumes e práticas; é-lhes necessário experiência pessoal em obter o conhecimento da vontade de Deus. Devemos, individualmente, ouvi-Lo falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e, em sossego, esperamos diante dEle, o silêncio do coração torna mais distinta a voz de Deus” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 58).
Quinta Ano Bíblico: Jz 9, 10
Salmo 104
No século 19, uma crença popular conhecida como deísmo declarava que Deus criou o mundo mas o abandonou à própria sorte. Em outros palavras, de acordo com essa posição, Deus existe mas não quer Se envolver em nada que existe.
No entanto, essa crença não é o que a Bíblia ensina. Deus não acabou de criar o mundo como um relógio e o deixou funcionando, acontecesse o que acontecesse. De acordo com a Bíblia, Ele está intimamente envolvido com tudo o que ocorre aqui. Afinal, que é a cruz senão Deus envolvido íntima e diretamente nos negócios humanos?
6. Qual é o papel de Deus na criação e no mundo natural? Sl 104
Talvez o mais impressionante no Salmo 104 seja o entusiasmo e excitamento que provêm das palavras. O salmista se regozija no poder criador e mantenedor de Deus. Você quase pode ouvi-lo exclamando estas palavras em louvor e adoração. Ele via a realidade de Deus no desenrolar diário da função do mundo natural.
O Deus apresentado nesse salmo não é o Deus dos deístas, qualquer que seja sua crença. Ele Se envolve no que acontece aqui. Sem dúvida, quaisquer que fossem as dificuldades pessoais do salmista, ele encontrava conforto e esperança no poder de Deus. Certo, a contemplação dos pássaros em seus ninhos ou dos leões em busca de sua presa não resolveria as lutas diárias com que ele estivesse envolvido, mas ele podia ver coisas da natureza que nos falam da bondade e do poder de Deus, e que nos dão esperança.
A natureza também pode ser fonte de cura para o corpo, para a mente e para o espírito. Em muitos casos, ar fresco, luz solar, água e alimentação saudável podem nos fazer bem tanto física como mentalmente. Os remédios naturais continuam sendo um meio poderoso de saúde e cura.
Alguns médicos, também, aconselham frequentemente os pacientes a se afastar do trabalho e do estresse e encontrar descanso e relaxamento em um ambiente natural em algum lugar. Algumas pesquisas mostram como a boa natureza e o ambiente natural podem nos fazer bem tanto física como mentalmente. Afinal, Deus pôs nossos primeiros pais em um jardim, não em uma praça da cidade. Alguma coisa em nós se identifica melhor com um campo de lírios que com um estacionamento de carros.
A natureza é um dos grandes dons de Deus. Devemos fazer tudo o que pudermos para aproveitá-la. Como você pode se beneficiar melhor do que Deus nos deu por meio da natureza?
Sexta Ano Bíblico: Jz 11, 12
Estudo adicional
O lar de nossos primeiros pais deveria ser um modelo para outros lares, ao saírem seus filhos para ocuparem a Terra. Aquele lar, embelezado pela mão do próprio Deus, não era um suntuoso palácio. Os homens, em seu orgulho, deleitam-se com edifícios magnificentes e custosos, e gloriam-se com as obras de suas mãos. Mas Deus colocou Adão em um jardim. Essa era a sua morada. O céu azul era a sua cúpula; a terra, com suas delicadas flores e tapete de relva viva, era seu pavimento; e os ramos folhudos das formosas árvores eram seu teto. De suas paredes pendiam os mais magnificentes adornos - obra do grande e magistral Artífice. No ambiente em que vivia o santo par havia uma lição para todos os tempos; a lição de que a verdadeira felicidade é encontrada, não na satisfação do orgulho e luxo, mas na comunhão com Deus mediante Suas obras criadas. Se os homens dessem menos atenção às coisas artificiais, e cultivassem maior simplicidade, estariam em muito melhores condições de corresponderem com o propósito de Deus em Sua criação (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 49, 50).
“O contato constante com o mistério da vida e o encanto da natureza, bem como a ternura suscitada com o servir a estas belas coisas da criação de Deus, propendem a despertar a mente, purificar e elevar o caráter” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 143).
Perguntas para reflexão
1. Como podemos nos certificar de não cruzar a linha entre ser amante da natureza e ser adorador dela? Por que isso nem sempre é uma distinção fácil? Por mais maravilhosa que seja a natureza, sempre devemos nos lembrar de que, no fim, ela não nos pode salvar. Só Deus, que criou a natureza, pode fazer isso. Por que é importante sempre manter em mente essa verdade decisiva?
2.
2. Como adventistas do sétimo dia, o que devemos dizer com respeito a toda a questão do meio ambiente? Em nosso ensino, que aspectos podem ser úteis e necessários nessa questão importante? Ao mesmo tempo, como devemos responder à ideia seguinte: “Bem, nós sabemos que o Senhor vem logo, todo este mundo será destruído e, em seguida, transformado. Então o ambiente é realmente tão importante assim?”
sábado, 12 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
DIGA NÃO AO PRIMEIRO GOLE
BEBIDAS ALCOÓLICAS
Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a conseqüências irreversíveis.
A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho, por isso diga NÃO ao primeiro gole.
quarta-feira, 9 de março de 2011
REFLEXÃO
"Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação" (Habacuque 3:17, 18).
terça-feira, 8 de março de 2011
COMENTÁRIOS - LIBERTAÇÃO DOS VÍCIOS
Estudo nº 11 – Libertação dos Vícios
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks
Verso para memorizar: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).
Introdução de sábado à tarde
Vício, que vem da palavra latina “vitium”, significa “falha”, “deformidade”, “imperfeição” ou “defeito”, que gerou um hábito repetitivo que causa algum mal ao viciado, aos que com ele convivem, ou à sociedade. É algo costumeiro, do qual a pessoa viciada se tornou dependente. A pessoa pode gostar do vício ou não, mas encontra dificuldades de se livrar dele. Às vezes sem ajuda isso é até impossível. Um vício é uma mistura do sentimento de amor à necessidade e ao prazer. É um hábito nocivo. O oposto de vício é a virtude, qualidade moral particular que predispõe a pessoa a praticar o bem, uma verdadeira inclinação para ser correto.
Os vícios podem se formar por hábito ou repetição de qualquer coisa, por dependência psicológica, por dependência química e outras formas. A dependência química está vinculada a qualquer substância psicoativa, droga que altere o comportamento e que cause dependência (álcool, chimarrão, café, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou "faixa preta", etc.). A dependência se caracteriza por o indivíduo sentir que a droga é tão necessária (ou mais!) em sua vida quanto alimento, água, repouso e segurança.
Há hoje uma quantidade inumerável de possibilidades de vícios. Por exemplo: bebidas, álcool, drogas, cigarro, computador, internet, video-games, orkut e similares, futebol, coca cola, bebidas doces, masturbação, mascar chiclete, assistir a filmes pornográficos, ouvir som muito alto, tomar chimarrão e uma infinidade de outros vícios, todos nocivos. Há até o vício do trabalho, chamado workaholic, uma expressão em inglês que designa uma pessoa viciada em trabalho ou outra atividade. É uma variação da palavra alcoholic (alcoólatra). Existe o vício virtual, popular nerdismo – uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais inadequadas para a sua idade; fascínio por tecnologia em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelos seus pares. Aliás, há vícios modernos vinculados à tecnologia. São vícios caracterizados pelo uso constante de computadores, mini-games, vídeo-games, fliperamas, Pumps, Brick Games, Tamagotchis entre outros, com o intuito de chapar o côco. O que no começo é apenas um lazer, depois de um tempo torna-se um vício mortal. Os lugares onde mais se traficam drogas virtuais são em Lan Houses , botecos de esquina (com fliperamas), Shopping Centers e em qualquer outro lugar que tiver drogas gamísticas.
A internet, segundo a revista científica britânica "New Scientist", cedeu espaço para uma nova onde de vícios, bem curiosos, mas escravizantes, como:
Ego-navegação: quando você checa seu nome e informações na internet com frequência em busca do número de ocorrências.
Indiscrição blogueira: revelar na internet segredos de informação pessoal que para o bem de todos seria melhor manter em caráter privado.
Blackberrymania: a maldição do executivo moderno de não conseguir parar de checar o blackberry, mesmo no funeral da avó. O blackberry é um popular aparelho que pode ser usado para tirar fotos, telefonar, enviar e-mails e navegar na internet.
Espionagem em buscadores: define-se como o ato de "espionar na internet antigos amigos, colegas e namorados".
Cibercondria: você está com dor de cabeça e uma erupção diferente ao mesmo tempo? Uma exaustiva pesquisa on-line diz que você pode estar com câncer.
Fotobisbilhotice: ato de vasculhar o álbum de fotos de alguém que nunca viu na vida.
Wikipedimania: excessiva dedicação a contribuir com a enciclopédia online colaborativa Wikipédia. A Wikipédia tem inclusive uma página onde o usuário pode verificar se já está viciado: http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Are-You-a-Wikipediholic-Test.
Chicletepod: baixar uma canção "tão chiclete que seria possível envolvê-la em plástico e vendê-la numa loja de conveniência". As vítimas desta síndrome são especialmente vulneráveis aos maiores sucessos do soft-rock dos anos 1970.
Há alguns vícios bem bizarros, como os que seguem:
Tanorexia: vício em bronzeamento;
Nomophobia: medo de estar fora do alcance do celular;
Vício em branqueamento de dentes: exigência imposta pelos estereótipos modernos de beleza indicando a necessidade de dentes absolutamente brancos, praticamente azuis;
Vício em cirurgias estéticas (exemplo de Mickael Jackson);
Vigorexia: vício em exercícios físicos para ter músculos grandes.
O estudo dessa lição, portanto, é essencial. Só por um milagre você não seria viciado em ao menos uma ou duas coisas. E se não for, graças a DEUS, pois outro poder não há para livrar de tantas possibilidades. Esse estudo servirá para qualificá-lo na ajuda a outros, dependentes e escravos de satanás.
- Primeiro dia: Bebidas alcoólicas
A bebida alcoólica é perfeita para satanás dominar a sociedade. Ele vai conquistando as pessoas com pequenas doses, chamadas beber socialmente, ou com moderação. Mas esse é o início da história, pois em muitas pessoas ela segue adiante. Não são poucas as pessoas que se tornam alcoólatras, dependentes de álcool. E também não é desprezível o número daquelas pessoas que chegaram ao extremo, isto é, que irão beber até morrer, pois não podem mais largar esse vício. Ao contrário do cigarro, a dependência de álcool é vitalícia. Quem quiser parar de beber álcool deverá manter-se longe dele enquanto viver. Mesmo décadas depois de ter parado de beber, se ingerir apenas um gole, irá continuar até cair no chão. Portanto, toda bebida alcoólica é uma poderosa arma à disposição de satanás para dominar as pessoas, que consegue fácil, pois por trás dela há uma indústria sedenta por dinheiro, pouco se importando com as consequências. E o homem pós-moderno, que quer viver o dia de hoje, quer prazer sem medir as consequências, é vítima preferencial do álcool.
O custo social do álcool na saúde é enorme. Por exemplo: baixo peso ao nascimento, câncer bucal e orofaríngeo, câncer esofágico, câncer hepático, depressão unipolar e outras desordens psiquiátricas relacionadas ao consumo do álcool, epilepsia, hipertensão arterial, isquemia miocárdica, doença cérebro-vascular, diabetes, cirrose hepática, acidentes com veículos e máquinas automotoras, quedas, intoxicações, danos auto-infligidos e homicídios. Para aqueles países com economias de mercado de pobreza intermediária, entre os quais o Brasil, o álcool é o mais importante fator causal de doença e morte, podendo o impacto deletério total, dentro de uma escala percentual, ser considerado em patamares situados entre valores que variam de 8% até 14,9% do total de problemas de saúde dessas nações. O Brasil, portanto, tem no consumo do álcool o responsável por mais de 10% de seus problemas totais de saúde. Dentre os principais problemas de saúde pública no Brasil da atualidade, o mais grave é o consumo de álcool, posto ser este o fator determinante de mais de 10% de toda a morbidade e mortalidade ocorrida neste país. Fonte:
O Brasil está na faixa mais alta de consumo de álcool, por tanto, um dos países onde mais é ingerido. Por isso, aqui mais de 8% das mortes totais e mais de 50% das mortes no trânsito são causadas pelo álcool. Mas não temos pesquisas suficientes para expor melhor o problema, portanto, há muita subjetividade do tipo “eu acho”, como: “: o que pode haver de mal em beber? Todo mundo bebe um pouquinho.”
Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) traz um dado positivo: 48 % dos brasileiros não bebem (um bom percentual). Na Europa apenas 10% não bebem álcool. Mas a descoberta negativa é que 24% dos brasileiros bebem excessivamente. Esse grupo consome mais de 80% de todo o álcool e é responsável pelo custo social que decorre desse hábito. E mais de 70% desse consumo é por meio da cerveja. O consumo de álcool, que aumenta todos os anos, já chama a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estuda criar medidas como as do combate ao tabaco. E já tem recomenda-ções nesse sentido, mas no Brasil o ministério da saúde até hoje nada fez. A nossa lei seca para o trânsito é letra morta, um fracasso, e muitas mortes. (Fonte dessas informações:
Algumas estatísticas assustadoras em relação ao consumo de álcool:
ð cerca de 15% a 66% de todos os homicídios e agressões envolveu álcool;
ð álcool está presente em até 50% dos casos de estupro;
ð no Brasil, 52% da violência doméstica estavam ligados ao álcool;
ð no mínimo 2,3 milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido a problemas relacionados ao álcool;
ð no Rio de Janeiro os acidentes de trânsito com vítimas fatais chegam a incrível marca de 75%, segundo a FAPESP, e em São Paulo esse índice é de 42,7% segundo a Folha de São Paulo – esse percentual varia segundo a região;
ð segundo o Ministério da Saúde, 12,3% dos brasileiros são dependentes de bebida alcoólica, contra 9% de tabaco e 1% de maconha;
ð os pesquisadores da UNICAMP alertam para os malefícios para a saúde do indivíduo em caso de uso prolongado de bebida alcoólica: cirrose hepática; dependência de álcool; doenças cerebrovasculares; neoplasias de lábio, cavidade oral, faringe, laringe, esôfago e fígado; gastrite; varizes esofagianas; pancreatites aguda ou crônica; diabetes mellitus; tuberculose; pneumonia e influenza; risco de coma alcoólico; Síndrome de Abstinência Alcoólica; Síndrome de Wernicke-Korsakoff. O abuso de álcool determina mortalidade precoce. Na Suécia, perto de 25% dos óbitos de menores de 50 anos foram atribuídos ao álcool.
Fonte: http://www.umavisaodomundo.com/2008/06/maleficios-causados-excesso-alcool.html
Nós, que somos o povo de DEUS, temos o dever de dar bom testemunho ao mundo dependente do álcool, portanto, escravo de algo tão nocivo. O mundo ficou cego. Aquilo que é mau acha bom e imprescindível, e aquilo que é bom, detesta. O estilo de vida saudável que nos é recomendado pelo Espírito de Profecia, que alguns de nós segue, deve (ou deveria) ser um destaque na mídia global. Os jornais, as revistas, a televisão deveria ter motivos para estar sempre de olho no povo de DEUS, pela diferença na qualidade de vida, por ser um povo feliz e por ter um exemplo de vida a ser seguido. Essa, no entanto, não é a realidade em geral, não sejamos hipócritas. Falta muito entre o povo de DEUS para sermos exemplo a ser seguido. Não basta na média sermos apenas um pouco melhores que o mundo. E a saúde é para ser o braço direito da proclamação do Alto Clamor, segundo Ellen G. White. E ela será. Muitos já estão fazendo a reforma em sua saúde. Há um programa de 40 madrugadas muito importante a esse respeito. Ele não deve ser apenas lido e esquecido; ele deve resultar em ações práticas de mudança no estilo de vida. Estes que o fizerem certamente serão instrumentos nas mãos de DEUS, durante o Alto Clamor, que se aproxima.
- Segunda: Vício de sexo
Além da bebida, satanás tem muitas outras poderosas armas para escravizar as pessoas. Uma outra maneira é por meio do sexo. DEUS nos criou homem e mulher. Deve-se casar e se tornar uma só carne, ou seja, tão unidos pelo amor que, em sua intimidade, podiam ser capazes, não de criar vida como DEUS faz, mas de gerar vida. A intimidade sexual é a segunda maneira em que mais nos aproximamos de DEUS; óbvio, quando é puro. Por ela somos capazes de trazer uma nova vida ao mundo. É a possibilidade mais íntima possível entre seres humanos, e é pelo poderoso amor de DEUS. A mais íntima possível, a primeira, é o sábado, quando nesse dia nos desligamos de tudo o mais e nos ligamos a DEUS.
Em nosso lar é bonito. Aos poucos dividimos as tarefas. Como sou professor em uma Universidade , e leciono para curso de Administração, estudo muito, e tenho pouco tempo para questões burocráticas da vida. E nem gosto delas. A minha esposa gosta, portanto, os pagamentos e assuntos bancários, é tudo com ela. Temos as nossas contas bancárias em conjunto, aliás, tudo é em conjunto. Confiamos um no outro, e vivemos felizes assim. Cada um faz o que gosta, e no somatório, tudo é feito com prazer. Já estamos casados há 32 anos, e cada vez nos sentimos mais unidos. O momento mais prazeroso é a sexta-feira à noite, isso quando estou em casa, pois viajo muito para dar palestras sobre profecia aplicada. A tal ponto somos íntimos que, se DEUS nos castigar determinando que devemos ficar juntos sem mesmo sermos fisicamente transformados, só no intelecto, e termos a vida eterna, passaríamos a eternidade agradecendo pelo castigo. DEUS jamais conseguiria nos castigar dessa maneira, pois seria recebido como uma bênção. Agora, imagine, como nós ficaremos felizes um com o outro, quando formos por completo transformados!
DEUS tinha razão quando disse por meio de seu escritos: “Alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Prov. 5:18). Isso é verdade. Há 32 anos que estamos fortalecendo a nossa dependência um do outro, e aumentando a nossa felicidade. Reconhecemos que isso vem de DEUS; Ele sabe o que faz. Lembro bem que, quando ainda solteiro, orava para que DEUS escolhesse a minha esposa. E assim foi. Tive apenas uma namorada, essa com quem casei. Periodicamente paro para pensar como DEUS nunca erra. O casamento não é algo que possa ser tratado com leviandade, não é uma escolha que podemos fazer por impulso ou sem sabedoria. DEUS tem que fazer parte, daí não há como dar errado. O meu grande desejo é viver com a minha esposa por toda a eternidade, mesmo que ali sejamos anjos.
Mas no mundo não é assim. Cada vez mais a ênfase é no sexo livre e sem compromisso. Há em muitas pessoas uma compulsão por sexo, incentivada por filmes pornográficos, revistas e sites da internet, medicamentos para aumentar o prazer sexual, uma quantidade de produtos e artigos de vestuário para o mesmo fim, e muito mais. Tudo com dois objetivos: uns querem ganhar dinheiro com isso, outros querem prazer sem compromisso. Os dois estão voltados para o “eu”: uns para ter mais, outros para ser mais. “A compulsão sexual é uma dependência”, define o psiquiatra Aderbal Vieira Júnior, coordenador do Ambulatório de Tratamento do Sexo Patológico, do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp. "O 'vício' em sexo é uma variante daquele em drogas ou em jogo; o funcionamento é o mesmo, afirma. Para o psiquiatra, o sexo patológico é diagnosticado quando a pessoa perde a liberdade por não conseguir controlar os seus impulsos” (http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI156741-EI1517,00.html). Aliás, os jornais de qualquer tipo estão repletos de notícias em que alguém mata o parceiro, por ciúmes. E o que dizer da pedofilia? Dias atrás, em nossa cidade, um pai abusou sexualmente de sua filha de 30 dias. Esse é um mundo pornográfico, que impulsiona a esse tipo de comportamento.
O nosso melhor exemplo humano para nos precavermos contra esse tipo de vício é José, aquele do Egito. Ou seja, evite a primeira vez, pois, se experimentar algo errado, vai querer mais, e já se tornou dependente. Do mesmo endereço acima, vamos transcrever o relato como uma jovem senhora se tornou dependente de sexo, mesmo sendo casada. Perceba o seguinte: tudo começa por apenas uma idéia acariciada, que parece atraente e inocente. Do mesmo modo também Lúcifer caiu, com uma idéia de ser como DEUS, que foi cultivada até que se tornou uma obsessão, ficou dependente dela, e fez o que sabemos. O nome da mulher foi alterado.
“A advogada Ângela, de 37 anos, começou as suas "escapadas" via internet. "Depois do trabalho, entrava em bate-papos por distração", conta. Com o tempo, passou a marcar encontros com os homens que conhecia on-line. "No começo, levava um tempo para me acertar com eles, até ir para a cama. Só que esse tempo foi diminuindo e passei a marcar encontros só para sexo fácil, rápido, sem vínculos ou armadilhas", relata a advogada. As "escapadas", como diz, que ocorriam uma ou duas vezes por semana, começaram a atropelar a sua vida. "Para uma pessoa que é casada, trabalha, tem responsabilidade e rotina, dedicar-se a isso exige um esforço significativo. Perdia noites de sono na internet, à busca de pessoas disponíveis, desmarcava compromissos e sem querer afastei-me do meu marido e da minha vida. Eu considerava que tinha um casamento bacana, uma vida sexual legal com o meu marido, mas, mesmo assim, tinha outra vida, cheia de riscos", declara.”
Deu para entender? Essa mulher não queria trair seu marido, estava satisfeita com ele, porém, ela só queria “se distrair”, e levada pela curiosidade, foi cada vez mais longe. Satanás é astuto; ele pega a pessoa por algo quase insignificante, quase inocente, como um bate-papo na internet. É só um bate-papo com outra pessoa cujas intenções não conhecemos. E vai avançando até que não haja mais retorno. E nesse assunto, de sexo, o afastamento pode ser para uma distância que a pessoa nem queira mais retornar. A todos nós, o exemplo de vida é José. Não deixe sequer que um pensamento imoral se prolongue em sua mente.
- Terça: Jogo
Há uma avalanche de oportunidades de jogo à disposição nesses dias finais. No Brasil, que saiba, em loterias há pelo menos sete: Loteria, Loteca, MegaSena, LotoMania, LotoFácil, DuplaSena, Quina. Essas que encontrei na internet. Mas há ainda os caça-níqueis e cassinos, proibidos em nosso país. Há outros jogos que envolvem apostas, como os bingos, jogo do bicho, rifas, ação entre amigos, boliche, corridas de automóveis, rinhas de galo e outras, corridas de cavalos, etc., tudo incluindo apostas para ganhar mais. O alerta que se deve dar nesse estudo da lição não é só contra o jogo que nós, do povo de DEUS, geralmente não participamos, mas daquelas modalidades que muitos, inocentemente, participam. Deixou para Ellen G. White alertar sobre algo que havia naqueles tempos, e que ainda ocorre hoje:
“Vemos as igrejas dos nossos dias incentivando festejos, glutonaria e dissipação por meio de ceias, quermesses, danças e festivais realizados com o fim de ajuntar meios para a tesouraria da igreja. Eis um método inventado por mentes carnais para conseguir recursos sem sacrifício. ...
“Tal exemplo faz certa impressão na mente da juventude. Notam que os bingos, quermesses e jogos são aceitos pela igreja, e pensam haver algo fascinante nessa maneira de obter recursos. O jovem está rodeado de tentações. Entra na pista de boliche, no salão de jogo, para ver o esporte. Vê que o dinheiro é embolsado pelo que ganha. Isso parece tentador. Parece um modo mais fácil de obter dinheiro que pelo trabalho árduo, que requer perseverante energia e economia estrita. Imagina não haver nisso nenhum mal, pois se tem recorrido a jogos semelhantes visando a obter recursos em benefício da igreja. Então, por que não deveria ele ajudar a si mesmo dessa maneira?
“Dispõe de uns poucos meios que aventura investir, pensando que eles podem trazer uma boa quantia. Quer ganhe ou perca, está na estrada descendente que conduz à ruína. Mas foi o exemplo da igreja que o levou ao caminho falso” (Conselhos sobre Mordomia, 201).
A Bíblia não condena nem aprova, diz o redator da lição. Não posso partilhar desse pensamento, pois é o contrário. Assim como nada consta na Bíblia sobre usar crack, sabemos que devemos evitar pois consta na Bíblia que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, e que devemos preservar a sua saúde. Do mesmo modo a Bíblia é farta em princípios de vida quanto a como obter o sustento e até como enriquecer, que é sempre pelo trabalho, nunca por meio da chamada sorte. Portanto, a Bíblia não contém todas as proibições nem todas as coisas lícitas, mas nos apresenta suficientes princípios de vida para sabermos distinguir o que convém do que não convém. Isso se chama sabedoria espiritual. E nós, do povo de DEUS, devemos possuir essa sabedoria, aplicá-la em nossa vida e ensiná-la a outros, principalmente pelo exemplo prático.
- Quarta: O amor do dinheiro
Numa das crises econômicas em que as ações das bolsas de valores caem muito, um empresário inglês perdeu, em um dia, US$500 milhões. Ele não suportou o volume dessa perda, e se suicidou. Duas semanas depois a bolsa se havia recuperado, mas o homem não ressuscitou mesmo assim. Tivesse esperado uns dias, teria aquele dinheiro de volta, mas por amar demais as riquezas, precipitou-se e perdeu tudo.
O deus desse mundo é o amor ao dinheiro. É por meio desse deus que satanás está unindo as igrejas. A idéia é salvar o mundo de sua tendência catastrófica para viabilizar a globalização dos negócios em um ambiente de paz e segurança. Assim ele consegue apoio dos gananciosos para a santificação do domingo. Disso estão participando desde políticos a empresários, incluindo muitos religiosos, cientistas e outras pessoas influentes. Todo o esquema da unidade das religiões e filosofias do mundo está em torno dessa idéia: garantir as condições para que se possa continuar negociando nesse terceiro milênio e ganhar muito dinheiro.
O amor ao dinheiro chama-se ganância. E as últimas crises econômicas, para quem entende do assunto, deixam bem claro que têm sido motivadas, em grande parte, pela ganância. A crise de 2008, que já passou, fez quebrar alguns grandes bancos porque milhões de famílias americanas resolveram negar os princípios de seus ancestrais, pelos quais esse país se tornou uma grande e poderosa nação, e gastaram mais que ganhavam. E os bancos, também gananciosos, emprestaram muitas vezes sem garantia real de pagamento. A gastança estimulou o mercado global, e outros países, principalmente a China, venderam para os consumidores americanos, que depois, de tão endividados, não conseguiram pagar as prestações de aquisições de grande valor, como apartamentos e casas. Os bancos que fizeram esses empréstimos não receberam o dinheiro de volta, e o volume era tão alto que os acionistas resolveram se desfazer das ações desses bancos, que, por sua vez, já haviam vendido as hipotecas a outros bancos da Europa e da Ásia. Para evitar uma quebradeira global e uma depressão econômica (crise aguda com muito desemprego e fome), os governos gastaram quase US$12 trilhões. Agora o que acontece no mundo são governos de países ricos endividados, por essa causa e mais outras, como a guerra e os gastos inúteis. A situação financeira no mundo está bem ruim, embora não perceba quem não estiver atento. O desfecho, como o decreto dominical, virá em meio a um cenário de grave crise econômica, certamente uma depressão. E essa crise se desencadeará por causa do incontrolável amor ao dinheiro, seja por parte das pessoas, seja por parte das empresas e corporações, seja também por parte dos governos. Essa é uma via a evitar por parte daqueles que honestamente desejam ser salvos.
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