segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SEMANA DA FIDELIDADE

"TUDO DE MIM..
Reavivamento e reforma"
"Dever é dever, e deve ser realizado por amor a ele. Mas o Senhor tem compaixão de nós, na nossa condição caída, e acompanha Suas ordens de promessas. Ele convida Seu povo a prová-lo, declarando que recompensa a obediência com mais ricas bênçãos".

Review and Herald, 3 de dezembro de 1901

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

REFLEXÃO

"Perdemos muitas e ricas bênçãos porque negligenciamos buscar o Senhor com coração humilde. Quando formos a Ele com coração sincero, pedindo-Lhe que revele nossos defeitos, Ele nos mostrará um quadro verdadeiro de nós mesmos, refletido no espelho de Sua Palavra. Então, tendo nos visto como Deus nos vê, não saímos esquecidos de que tipo de pessoas somos. Vamos estudar cuidadosamente os traços defeituosos de nosso caráter e buscar graça para torná-los semelhantes ao padrão apresentado na Palavra de Deus".

Ellen G. White, The Lake Union Herald, 3 de novembro de 1909

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

REFLEXÃO

Se Deus cuida de um pardal... como Ele cuidará daqueles que foram comprados pelo sangue de Cristo? Uma pessoa vale mais que todo o mundo. Por uma única pessoa Jesus teria passsado pela agonia do Calvário para que fosse salva para Seu reino. 'Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais".

Ellen G. White, Review and Herald, 3 de maio de 1892


Citação da Lição da Escola Sabatina, 1º Trimestre de2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SAUDAÇÃO DE FELIZ SÁBADO



LIÇÃO 9 - AUTOESTIMA - COMENTÁRIO 1

LIÇÃO 09    Autoestima - Comentário

Introdução de sábado à tarde
O que é autoestima? Em psicologia, é a avaliação genérica, ou subjetiva, que um indivíduo faz de si mesmo, se é positiva ou se é negativa. Isso em psicologia. A autoavaliação é do tipo: “eu sou bonita(o) ou eu sou feia(o)”; “eu sou competente ou eu sou incompetente”; “eu sou atraente ou eu sou rejeitado”; “eu sou benquisto ou eu sou malquisto”, e assim por diante. Expressa-se também por meio de comportamento, do tipo: confia em si ou não confia em si; age com prontidão ou tende a recuar.
O conhecimento que uma pessoa pode ter sobre si mesma tem dois componentes: a autoimagem (como a pessoa se descreve) e a autoestima (também autoconfiança ou autoaceitação – é como a pessoa se avalia ou se valoriza). Tem a ver com a competência pessoal, a capacidade de fazer alguma coisa e conceitos sobre as próprias qualidades pessoais. A autoestima, a autoconfiança e a autoaceitação são palavras que se complementam para formar a imagem que uma pessoa faz de si mesma.
“F. Potreck-Rose e G. Jacob (2006) propõem uma abordagem psicoterapêutica para a baixa autoestima baseada no que elas chamam de "os quatro pilares da autoestima":
1. Autoaceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser "um consigo mesmo" e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas;
4. Rede social: estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas.” (Potreck-Rose, Friederike & Jacob, Gitta (2006). Selbstzuwendung, Selbstvertrauen, Selbstakzeptanz - Psychoterapeutische Interventionen zum Aufbau von Selbstwertgefühl. Stuttgart: Clett-Kota., disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoestima)
A Bíblia contém, no entanto, o conceito completo de autoestima. Inclui o que se descreveu acima, e mais dois componentes: a origem dos seres humanos, ou seja, criaturas trazidas à existência por DEUS, para uma finalidade elevada, que é viverem para serem amadas por DEUS e se amarem mutuamente, e assim viverem felizes; e, qual o pensamento que O Criador tem a respeito de cada ser humano, ou seja, o valor do homem por parte de DEUS. A tal ponto o ser humano tem valor para DEUS que Seu Filho veio morrer por ele. Isso deve refletir no valor que nós mesmos nos damos.
No mundo há fortes fontes de formação de autoestima. Esses poderes vêm afetando as mulheres há muito tempo, e recentemente também as crianças e os homens. Todos são chamados, ou forçados a serem vaidosos além da conta ou de um equilíbrio saudável, em busca de um corpo cujo modelo não é segundo DEUS, mas segundo os gananciosos empresários da moda. Um dos efeitos devastadores desses poderes é a exagerada magreza que mulheres buscam, chegando algumas delas a morrer por atitudes ridículas na alimentação.

  1. Primeiro dia: Origem
De tudo o que existe no Universo, o que é mais importante? Nem se precisa pensar muito: são os seres inteligentes. Sem inteligência, qual seria a utilidade de tudo o mais que existe por aí? Ou, para que existiriam as demais coisas, se não fossem os seres inteligentes?
Pois bem, nesse mundo, os seres inteligentes perderam a noção de sua responsabilidade, e estão destruindo as demais coisas. Aliás, estão destruindo a si mesmos. Estou escrevendo isso no dia 13/01/2011, quando recém soube da notícia da morte de 419 pessoas no estado do Rio de Janeiro, por causa das enchentes. Foi o que disseram no noticiário. Ou a causa seria outra, os abusos dos seres humanos contra a natureza, que por isso perdeu a capacidade de se manter razoavelmente comportada?
E de onde vem os seres inteligentes? Aliás, podemos fazer outra pergunta anterior: de onde veio a matéria, de que tudo é feito? Por exemplo, dizem os evolucionistas que houve uma explosão (Big Bang ou grande explosão) há mais de 13 bilhões de anos, de uma bola de matéria extremamente densa e quente, e dessa explosão teria resultado o Universo, todas as estrelas, planetas e outros corpos cósmicos. A vida teria surgido aqui na Terra há 3,8 bilhões de anos, e o homo sapiens há 200 mil anos, evoluindo de animais inferiores, no nosso caso, os seres humanos, dos macacos.
Agora sim, vem a pergunta inicial: de onde veio a matéria original, que teria explodido, para formar o Universo? Se a teoria do Big Bang fosse verdadeira, teria que haver uma explicação da existência da matéria para explodir. E não só matéria, energia também, pois sem energia nada explode. E muita matéria e muita energia, pois o Universo é gigantesco. Aliás, não se sabe quais são as suas dimensões; quanto mais potentes os aparelhos de prospecção, mais galáxias e estrelas se descobrem. Essa questão leva à origem da matéria e da energia; afinal, de algum lugar ou por alguma via ela veio a existir.
Biblicamente a resposta está em João cap. 1:1 a 4. Ali diz que no princípio, ou seja, quando tudo começou no Universo, só existia DEUS, ou, no mínimo, DEUS existia. E JESUS fazia parte dessa existência. E no verso 3 diz que tudo o que existe foi feito por meio de JESUS, o verbo, por meio dEle tudo se fez.
Essa resposta temos que aceitar pela fé, pois não há como prová-la, ou realizar algum experimento científico para obter comprovação. Ora, a teoria do Big Bang também é só uma teoria, portanto, nada há comprovado definitivamente. Teoria é um conjunto de conhecimentos que se elabora para especular ou para estudar, e buscar comprovações. Qualquer pessoa, com algum conhecimento, pode elaborar uma teoria. Agora, se depois vai poder provar que ela é verdadeira, é outra história. O Big Bang, assim como o evolucionismo, são apenas teorias. A explicação bíblica da origem de todas as coisas, também não se pode comprovar, mas se pode confiar, pois da Bíblia o que é possível comprovar, como as profecias que já se cumpriram, e que de modo algum podem ser contestadas, permite que tudo o mais escrito nesse livro, no mínimo deve ser considerado como possivelmente sendo verdadeiro. Isso é o mínimo, racionalmente falando. Ou seja, não aceitar a Bíblia, diante desse argumento, é ser preconceituoso ou cegamente determinado a não admitir a existência de DEUS. Aí só resta acreditar aviltadamente que o ser humano veio de macacos. Quando o homem não aceita a Palavra de DEUS, é capaz de se depreciar acreditando em absurdos, e não consegue livrar-se de tal crendice. Aliás, acha absurdo aceitar a criação por parte de um Ser superior.
Outra pergunta é: e a inteligência, de onde ela veio? Também evoluiu? Ela foi se formando ao longo dos tempos? Há muita inteligência nas leis da natureza, na física, na biologia, por exemplo. E são leis complexas. Isso tudo teria se formado, sem nenhum propósito superior, mas só para sobreviver, se originando do caos de uma explosão?
De onde veio a beleza, a harmonia e a ordem? As coisas teriam capacidade de evoluir para sempre mais belo, harmônico e ordenado?
É mais lógico admitir que existia, antes de toda existência de matéria e seres vivos, um Ser que tinha inteligência e capacidade de realizar seus planos, sejam quais fossem. E esse Ser sempre existiu. Mas aqui não caímos, criacionistas, no mesmo problema dos evolucionistas? O problema deles é: de onde veio a matéria e a energia para o Big Bang? O nosso problema é, de onde veio DEUS? Pois, no nosso caso, é mais fácil crer; afinal, matéria e energia necessariamente dependem de alguma origem, e DEUS não depende disso. Não é difícil admitir que Ele sempre existiu.
Agora, nós, seres humanos, porque existimos? Esse DEUS, eterno no passado e eterno no futuro, decidiu criar seres semelhantes a Ele mesmo, à Sua imagem e semelhança, e nos deu uma lei moral com o propósito de vivermos com a capacidade de fazermos outros felizes (assim como DEUS também é capaz) e de sermos felizes. Ou seja, somos capazes de amar e de sermos amados. Isso é um propósito de existência. Por um propósito desses, DEUS seria mesmo capaz de vir a este mundo morrer por nós. Ele nos ama, e quer nos ver vivos e felizes.
Pensando por essa via, criacionista, a vida tem ou não tem sentido? E pensando mais, que JESUS vai voltar e nos transformar em seres perfeitos, vale ou não vale viver sob a lei do amor? Pensando assim, tudo passa a fazer sentido, e nós podemos nos valorizar em DEUS, ou seja, somos Suas criaturas, descendentes dEle, não de macacos. E nós estamos sendo transformados para seres perfeitos. Isso faz diferença quanto a como nós mesmos nos avaliamos. Tem um DEUS fazendo parte de tudo isso.

  1. Segunda: Autopercepção
A autopercepção, ou também autoconceito, é formado pela imagem que nós próprios pensamos que somos, do que já realizamos e somos capazes de realizar e também o que imaginamos que os outros pensam de nós e como nós gostaríamos de ser. É, em suma, um julgamento que a pessoa faz de si mesma, assim como faz de outras pessoas. A autopercepção envolve práticas sobre: autoavaliação, autocomunicação, automotivação, autocontrole.
Pela autopercepção o indivíduo tenta explicar seu próprio comportamento. É a busca da compreensão do conjunto das características marcantes do próprio indivíduo, ou seja, a busca por compreender a sua personalidade. E como é importante cada um entender-se corretamente, conhecer seus pontos fortes e fracos!
Esse campo da autopercepção é algo muito delicado. Podemos errar feio quando tentamos nos descrever como somos, do mesmo modo como isso pode acontecer quando tentamos descrever outra pessoa. Quando buscamos nos autoperceber, observamo-nos e meditamos sobre como somos e os porquês de sermos assim. E essa atividade tem forte influência por parte de outras pessoas, do que nos disseram, das informações que nos passaram, principalmente se nos criticaram injustamente, ou quando nos elogiaram exageradamente. Como somos passíveis de errar quando se trata de comportamento humano! Pois nós não conseguimos ver nos outros o seu íntimo, seus motivos e seus dramas pessoais; e do mesmo modo, não conseguimos distinguir direito essas coisas em nós mesmos. Ou seja, muitas vezes podemos nos avaliar como sendo pessoas de bom relacionamento quando na verdade nosso relacionamento é dificultoso com outras pessoas. Mas também podemos nos ver como pessoas de difícil relacionamento quando isso não é real. E se errarmos em nossa autopercepção, isto é, se aquilo que imaginamos ser não é real, então estamos confusos, e não teremos capacidade de corrigir o que em nós está errado ou de reforçar aquilo que está correto. Nesse caso, vivemos sem controle sobre nosso comportamento.
Portanto, geralmente erramos quando tentamos descrever os atos e seus motivos de outras pessoas, e geralmente erramos ao tentar descrever isso em nós mesmos. Não há nada de errado em buscar descrever outras pessoas, ou a nós mesmos. O que a Bíblia condena é quando julgamos outras pessoas, ou até mesmo, quando nós nos julgamos. Isso não se deve fazer. Por exemplo, já vi pessoas que se acham quase santas e já vi pessoas que se condenam como não tendo mais solução diante de DEUS. Isso é se julgar bom demais ou mau demais, e nenhum desses julgamentos corresponde à realidade. Há grande diferença em descrever uma pessoa e julgar uma pessoa, seja nós mesmos ou outra pessoa. Uma descrição é neutra em termos de emissão de juízo. O julgamento ocorre quando, além de se descrever alguém, se emite um parecer do tipo “esse sujeito é um fracasso”; “aquela pessoa é grosseira”; “esse outro é covarde”; e “aquele oturo está perdido, não tem como se salvar”, coisas desse tipo. Enquanto apenas descrevemos uma pessoa, e nisso podemos errar, como já sabemos, estamos buscando entender os motivos dos outros, ou os nossos motivos, porque razão foram realizadas determinadas ações, porque desse ou daquele comportamento. Assim sendo, conforme o que nós descrevermos, nos outros ou em nós, podemos ajudar o outro, ou dar-lhe um conselho, ou, se for a nosso respeito, podemos lutar por melhorias, buscar conselho, ler sobre nosso comportamento, etc. Aí é desejável, pois a Bíblia mesmo diz que devemos nos exortar uns aos outros. Mas como exortar se nada sabemos sobre nós, ou sobre os outros?
A autopercepção é difícil de ser correta, mas existe esperança. Quando queremos ver a nossa aparência exterior, usamos um espelho. Assim vemos se estamos bem vestidos, bem penteados, se estamos limpos, etc. Difícil é sair de casa sem se olhar no espelho, e no caso de mulheres, isso é absolutamente impossível!
Assim como existe o espelho para vermos nosso exterior, também existe outro para nos vermos interiormente. É a Bíblia, não poderia ser outra coisa. Por ela, se a lermos com oração, em atitude de humildade, e se meditarmos com calma no que estamos lendo, iremos descobrir consistências e inconsistências, ou seja, coisas que iremos aprovar em nós, e coisas que iremos reprovar. Então, aos poucos, nós nos descobriremos como somos, e aí sim, formaremos uma opinião fundamentada sobre quem somos, o que temos de positivo e o que devemos mudar. Aliás, quem nesses últimos doze meses não descobriu nada para mudar em sua vida, preocupe-se, pois está cego em relação a si mesmo.
Precisamos mesmo ter um conceito do que somos, pois devemos saber o que devemos mudar e o que devemos reforçar, por estar correto. Nesse mundo não há sequer uma única pessoa que seja perfeita, que não necessite mudar algo em sua vida, assim como não há uma única pessoa que seja 100% má, em que não haja nada de bom.
A autopercepção envolve sempre relacionamento com outras pessoas, pois somos seres sociais. Nós sempre buscamos nos ver com relação aos outros. Isso é normal, e até é bom. JESUS explicou isso, dizendo que devemos amar o nosso semelhante assim como nós nos amamos. E em outra passagem Ele disse que devemos amar o nosso semelhante assim como Ele nos amou. Portanto, o principal critério de autopercepção, para saber o que devemos mudar em nós, ou em que buscar auxílio de outros ou de DEUS, e o que devemos reforçar por estar bom é o amor. Portanto, devemos pensar em nós mesmos e também pensar nos outros, equilibradamente (Rom. 12:3). E, pelo critério do amor, dirigir nossa vida de tal maneira que os outros queiram nos amar. E, mesmo que esses outros sejam em alguns pontos inconvenientes, que jamais os deixemos de amar (Mat. 22:29). Nesse mundo não existe uma só pessoa que não dê ao menos alguns motivos de inconveniência para outros, mesmo que seja sem querer. Nesse mundo dependemos uns dos outros para que algo melhore em nós, e em especial, dependemos de DEUS para que melhore de verdade, conforme o que Ele entender ser bom, não conforme nós imaginamos o que é bom ou ruim.

  1. Terça: O que os outros veem
Esse é um dos grandes problemas: o que os outros veem em nós. Ou melhor, o que os outros valorizam nas pessoas. Os seres humanos, sempre muito preocupados em ter uma boa imagem junto aos seus semelhantes, procuram fazer exatamente aquilo que eles valorizam. Mas e o que as pessoas, em geral valorizam? Aquilo que satisfaz as aparências.
Uma pessoa humilde, pobre, simples e sincera, honesta, trabalhadora, bom pai (ou mãe), bom cidadão (ou cidadã) tem perante a sociedade pouco valor. Se uma pessoa assim morre, só é divulgado se alguém colocar uma nota fúnebre. Porém, se uma pessoa rica, de prestígio na sociedade, conhecida de muitos, mas que conquistou riqueza por meio de fraudes (isso não interessa), se ela morre, a mídia faz uma ampla cobertura. E todos comentam: ‘fulano de tal faleceu’. Mas qual a diferença entre essas duas pessoas, perante DEUS? Amanhã estudaremos isso, mas perante a sociedade dos homens, esse rico vale bem mais.
Devemos ter muito cuidado, pois não sejamos medíocres, esse problema existe entre nós, o povo de DEUS. Se você for uma pessoa que tem muita riqueza, e é honesta perante DEUS e perante os homens, bem poderia fazer uma experiência interessante. Vá a uma de nossas igrejas, onde não lhe conheçam, e entre nela vestido com roupa bem humilde, sapatos velhos e bem gastos. Tenha uma aparência de quase mendigo. No sábado seguinte, volte ali, e desça de um automóvel de luxo, bem trajado. Vai sentir a diferença. No entanto, perante DEUS, somos todos iguais. Precisamos aprender algo mais de DEUS, e deixar de sermos assim tão influenciados pelo mundo. Precisamos nos converter, todos nós, ou muitos de nós perderão a vida eterna. E isso aqui não é brincadeira. Se alguém estiver na condição de fazer essa experiência, deveria fazê-la, pois isso poderia servir para dar um impacto de reforma necessária.
O que a sociedade valoriza tanto, mas que DEUS despreza? Em primeiro lugar o patrimônio da pessoa, e não importa como foi obtido. A sociedade valoriza o poder aquisitivo. Mas repito, não há nada errado em ter grande patrimônio, desde que seja honesto e dê um bom testemunho, continue humilde e fiel servo de DEUS. A sociedade também valoriza o carro que a pessoa possui (melhor se for importado); a marca da grife que veste; a casa que possui; o poder de consumo e que tipo de assunto é capaz de manter conversa, que tenha a ver com novelas, jogos, corridas de automóvel, etc. Isso tudo é supérfluo para DEUS. Aliás, para quem quer mesmo ser salvo, essas coisas até estorvam, e muito.
Coisas do tipo, ser honesto, falar a verdade, ser bom cristão, ter fé em DEUS, não ser ganancioso, fazer a reforma da saúde e viver de modo simples e saudável, cuidar do templo do ESPÍRITO SANTO, cuidar de manter um bom relacionamento familiar, ter princípios de caráter, valorizar o estudo da Bíblia, essas coisas Ele valoriza, mas não o mundo. O mundo trata esses fatores com preconceito, coisas de crente. Os valores do mundo não têm nenhum valor para DEUS e os valores de DEUS não têm nenhum valor para o mundo. Devemos cuidar para não sermos influenciados com os valores do mundo. O mundo só vê e valoriza a aparência, o exterior, e isso não é importante. É óbvio que não devemos ser relaxados, ou descuidados com o nosso vestir, descuidar da combinação das cores por exemplo. DEUS, na natureza, sempre combinou bem as cores, portanto também devemos fazê-lo. Mas devemos ser sempre equilibrados, de bom gosto, sem ostentação, sem focar em nós mesmos, usando, no caso do vestuário, roupas que tenham a devida finalidade, que é cobrir e proteger o corpo, e não de atrair a atenção ao corpo. E, digo e repito, muita gente há que pensa que ir à igreja é para desfilar o seu corpo. Devem se arrepender disso e mudar, ou se arrependerão quando for tarde, já tendo perdido tudo. Não nos enganemos: DEUS é paciente, mas dEle não se zomba pois isso pode custar a vida eterna.
Resumindo, devemos aprender, na vida prática, a sermos pessoas simples e humildes. Que grande testemunho dá uma pessoa que tem doutorado, mas continua humilde e simples. Que grande testemunho dá uma pessoa muito rica mas continua sendo simples e humilde. Que grande testemunho dá uma pessoa que se tornou famosa, ou melhor, muito conhecida, mas continua simples e humilde. Assim foi JESUS, que é o nosso exemplo.
O que os outros veem em mim? Um cristão equilibrado, sincero e que está avançando na santificação? Ou um cristão cujo exemplo não é bom seguir?

  1. Quarta: O que DEUS vê
DEUS é um Pai, que nos criou, e que está buscando nos salvar para a vida eterna porque nos ama. Ele quer todo o bem a nós, mas temos que sempre ter em mente que somos seres livres, e portanto, também nos cabe tomar decisões a nosso respeito.
Vamos analisar, primeiramente, esse nosso mundo. Nessa Terra não há possibilidade de vivermos 100% como é o plano de DEUS. Aqui ocorrem muitas desgraças, as pessoas cometem erros além dos pecados, o ambiente em geral é nocivo às pessoas de bem. Portanto, aqui devemos fazer tudo o que nos é possível para vivermos conforme o plano de DEUS. Devemos buscar, com humildade, viver o melhor possível. Por exemplo, se de um dia para o outro todos os habitantes da Terra se tornassem adventistas, quem cuidaria dos serviços básicos? Quem cuidaria do funcionamento das hidrelétricas, da telefonia por exemplo? Teríamos que fazer plantões de cuidados mínimos, e ter ali um ambiente bem favorável para que os plantonistas tivessem boas condições de, mesmo assim, louvar a DEUS. Isso além dos revezamentos. O transporte público, como ônibus e metrôs certamente só funcionariam em determinados horários, para os cultos. E todo serviço deveria ser voluntário. Mas isso ainda é trabalhar, sem dúvida. Assim era também no antigo Israel. Alguém precisava fazer algo nos sábados, até nos serviços do Templo. Portanto, aqui nessa Terra, há algumas coisas que é impossível evitar. É o caso de uma viagem no sábado para participar de uma programação religiosa. Procuro ao máximo evitar, mas às vezes se invade o horário do sábado, em viagem. Mas, para simples passeio como o de férias, esse evitamos por completo.
Então, diante disso, o que DEUS vê? Ele vê a nossa sinceridade, a nossa luta para obedecer. Ele atenta se abrimos facilmente mão de cuidados em relação ao zelo por obedecer. Ele observa em nosso íntimo os motivos que nos levam a fazer certas coisas, sejam corretas, sejam erradas.
Há três categorias de pessoas. 1. Uma tem a ver com aquelas que estão errando e nem sabem disso. Muitas vezes estão perdidas por aí, e não tem noção de estarem perdidas. Para essas pessoas Ele olha com grande misericórdia, e envia Seus mensageiros para buscá-las, para lhes instruir quanto à sua condição e proporcionar orientação à sua vida. 2. Outra categoria de pessoas é daquelas que têm noção de seus erros, mas não têm forças ou talvez nem saibam como fazer uma mudança em sua vida. A essas pessoas DEUS também olha com misericórdia. E algum servo dEle precisar ir até à pessoa e ajudá-la a retornar, ou a evitar a rota de erro. Ela precisa de orientação. 3. A terceira categoria de pessoas correspondente ao filho pródigo. São pessoas que, além de terem noção de sua situação, sabem o que devem fazer para resolvê-la. Por essas pessoas DEUS cria condições para que sejam bem recebidas ao decidirem pelas mudanças.
Mas as três parábolas de Lucas 15, implicitamente, dão a entender que existe uma quarta categoria, que aí não aparecem. As que aqui vimos têm as seguintes características: a moeda perdida não tem noção de sua situação que é ruim e nem sabe o que fazer para resolver; está totalmente dependente de ajuda. A ovelha tem noção de sua situação, ou seja, sabe que precisa de ajuda, mas ela mesma não tem condições de se ajudar. O caso do filho pródigo, esse tem noção de sua situação e sabe, por si, o que deve fazer. E a categoria que ficou excluída, são aqueles que sabem de sua situação, mas gostam dela e não pretendem mudar nem aceitam ajuda para alguma mudança. Por que essa classe ficou de fora dessas parábolas? Porque as parábolas tratam de tipos de pessoas a serem socorridas, mas não de pessoas que acham que já estão salvas, ou que pensam não necessitar de nada. Em resumo, são quatro maneiras que DEUS nos vê: como perdidos sem noção, como perdidos com noção mas precisando de ajuda, como perdidos com noção mas que pode se ajudar para retornar e como perdidos que acham que estão bem assim, no pecado.
A igreja deve ser tanto um lugar de proteção dos membros, para que não se percam para o mundo, como um lugar onde se criem as condições para que, aqueles que erram, estando dentro da igreja ou estando fora, sejam alcançados e salvos de sua situação. Mas o quarto grupo, que é o joio, esse vai ficar para trás.

  1. Quinta: Um novo homem
Vamos analisar o texto de Efésios 4:23 até 30, por partes.
          i.            Renovar-se no espírito do vosso entendimento: significa aprender de DEUS por meio da Bíblia e de outros escritos, como os de Ellen G. White, e aplicar esse conhecimento para a renovação da vida espiritual. É pelo conhecimento que verificaremos em que estamos errando. Portanto, em que precisamos fazer uma reforma, e em que estamos acertando, ou seja, em que devemos reforçar nosso comportamento ainda mais;
        ii.            E vos revistais do novo homem criado segundo DEUS, em justiça e retidão procedendo da verdade: ou seja, o homem natural deve ser substituído por um novo homem, não mais segundo as inclinações desse mundo, mas conforme DEUS deseja que ele seja. E o que DEUS deseja é bem pouco compreendido. Na verdade, a maioria dos membros do povo de DEUS segue o que o “eu” determina;
       iii.            Deixando a mentira, fale cada um a verdade com seu próximo: isso quer dizer, por exemplo, que quando vai fazer uma transação comercial, deve ser honesto para com o cliente e para com o governo (é só um exemplo) – “Os costumes do mundo não são norma para o cristão. Ele não deve imitar suas práticas sutis, suas astúcias, suas extorsões. Todo ato injusto para com o próximo é uma violação da regra áurea. Cada erro praticado em relação aos filhos de Deus, é feito ao próprio Cristo na pessoa de Seus santos. Toda tentativa de tirar vantagem da ignorância, fraqueza ou infortúnio de outrem, é registrada como fraude no livro-razão do Céu. Aquele que sinceramente teme a Deus, preferiria antes labutar dia e noite e comer o pão da pobreza, a condescender com a paixão do ganho que oprima a viúva e o órfão, ou prive o estrangeiro do seu direito. O mais leve afastamento da retidão quebra as barreiras, e prepara o coração para injustiça maior. É precisamente quando um homem chega ao ponto de tirar vantagem para si da desvantagem de outrem, que sua alma se tornará insensível à influência do Espírito de Deus. O ganho obtido a tal preço é uma terrível perda” (Profetas e Reis, 652).
       iv.            Podemos ficar irritados, mas não devemos com isso pecar. Deve-se resolver o conflito antes de terminar o dia, pois se a ira se estender por muito tempo, o diabo se aproveita disso e desenvolve uma situação de um estar de mal com o outro;
        v.            Não devemos entristecer o ESPÍRITO: Ele quer nos alertar, ensinar, orientar, advertir, etc. Mas se nós não dermos atenção, Ele vai ficar triste porque Se sente de mãos amarradas, querendo nos libertar da morte eterna mas nós não querendo aceitar.
Um novo homem significa um novo estilo de vida. Há dois estilos gerais de vida: o desse mundo e o celestial. Se de fato desejamos ser salvos, devemos lutar para nos livrar de muitas coisas inconvenientes desse mundo. E se assim não fizermos, uma coisa é certa: nós nos perderemos. Não há como alguém ser salvo estando um pouco no mundo e um pouco na igreja. Mas tal posicionamento se tornou moda na igreja atualmente, desde há algum tempo. DEUS, por meio de sua profetisa nos pergunta: “Qual é o tom preponderante de vossos sentimentos, de vossos gostos, de vossas inclinações? Onde está a principal corrente de vossa simpatia, de vossas afeições, de vossa conversa, de vossos desejos?” (Testemunhos para ministros, 442).
Como se poderia descrever esse novo homem? Em primeiro lugar, o que ele não é: “Os homens de princípios não necessitam da restrição das fechaduras e das chaves, não precisam ser vigiados e guardados. Eles procederão verdadeira e honestamente em todo o tempo - sozinhos, sem vista alguma a observá-los, bem como em público. Não trarão mácula alguma a sua alma por qualquer parcela de lucro ou vantagem egoísta. Desdenham do ato mesquinho. Embora pudesse nenhum outro saber isso, eles próprios o saberiam, e isso destruiria o seu respeito próprio. Os que não são conscienciosos e fiéis nas coisas pequenas não se reformariam, se houvesse leis, restrições e penalidades sobre o assunto” (Conselhos Sobre Saúde, 410 – grifos acrescentados). Agora, um pouco sobre o que ele é: “Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana. A alma que se rende a Cristo, torna-se Sua fortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo, e é Seu desígnio que nenhuma autoridade seja aí conhecida senão a Sua. Uma alma assim guardada pelos seres celestes, é inexpugnável aos assaltos de Satanás.” (Desejado de Todas as Nações, 324, grifos acrescentados)  “O Senhor terá um povo tão verdadeiro como o aço, de fé tão firme como o granito. Eles devem ser-Lhe testemunhas no mundo, instrumentos Seus para realizar uma obra especial, gloriosa, nos dias de Sua preparação” (Testemunhos Seletos – I, 590, grifos acrescentados).   “A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. Mas um caráter tal não é obra do acaso; nem se deve a favores e concessões especiais da Providência. Um caráter nobre é o resultado da disciplina própria, da sujeição da natureza inferior pela superior - a renúncia do eu para o serviço de amor a Deus e ao homem” (Educação, 57, grifos acrescentados).

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
A citação de EGW escolhida pelo autor, no estudo de hoje, é bem curta e absolutamente objetiva e de excelente orientação sobre como proceder para sermos transformados. Por isso iremos repeti-la aqui nesse comentário: “Perdemos muitas ricas bênçãos porque negligenciamos buscar o Senhor com coração humilde. Quando formos a Ele com coração sincero, pedindo-Lhe que revele nossos defeitos, Ele nos mostrará um quadro verdadeiro de nós mesmos, refletido no espelho de Sua Palavra. Então, tendo nos visto como DEUS nos vê, não saímos esquecidos de que tipo de pessoas somos. Vamos estudar cuidadosamente os traços defeituosos de nosso caráter e buscar graça para torná-lo semelhantes ao padrão apresentado na Palavra de DEUS” (EGW, The Lake Union Herald, 3 de novembro de 1909, negrito é nosso).
Comentando a citação, é de destacar que em primeiro lugar vem a humildade. Sem essa condição ninguém nesse mundo terá seu caráter aperfeiçoado, nem será santificado pelo poder do alto. Precisamos orar e trabalhar para irmos a DEUS, em oração, com humildade e sinceridade. Então sim, tirando o foco do “eu” e reconhecendo-nos pecadores que precisam de transformação, DEUS nos mostrará por meio de Sua Palavra, a Bíblia, o estado atual de nosso caráter. Para isso devemos ler a Bíblia, com espírito humilde, procurando o Seu conselho para nós. Não ler a Bíblia diariamente é o mesmo que não ouvir a DEUS, portanto, nesse caso de nada resolve orar, ou seja, apenas falar a Ele, mas não ouvi-Lo. Uma vez Ele revelando o estado de nosso caráter, nos compete buscar conhecimento a respeito. Por exemplo, supondo que uma pessoa descobre que um de seus maus traços de caráter é ser fofoqueira, deve ler a respeito, buscar saber mais sobre esse assunto, ver as causas, as consequências, etc. E também deve lutar com DEUS para superar esse defeito de caráter. Como fazer isso? Orando preventivamente, para que, quando a tentação para fazer fofocas se manifestar (alguma pessoa quando vier com aquelas novidades, quando lembrar do que falaram de outros, etc.) orar com determinação para vencer no exato momento em que a tentação estiver batendo à porta. É assim que se vence.
A pergunta óbvia é: como mudar para melhor se não conhecemos nossos defeitos? Por isso que a serva do Senhor orientou na citação acima, como isso ocorre. DEUS revela esses defeitos principalmente por meio de Sua Palavra, mas também por meio de sermões, estudos da lição da Escola Sabatina, e de outras maneiras. Contudo, se não lermos a Bíblia por nós mesmos, ficará de fora a principal forma de comunhão com DEUS, e então será difícil acontecer alguma melhora na vida.
“A obra de transformação da impiedade para a santidade é contínua. Dia a dia Deus opera para a santificação do homem, e o homem deve cooperar com Ele, desenvolvendo perseverantes esforços para o cultivo de hábitos corretos. Deve acrescentar graça à graça; e assim procedendo num plano de adição, Deus opera por ele num plano de multiplicação. Nosso Salvador está sempre pronto a ouvir e responder à oração do coração contrito, e graça e paz são multiplicadas a Seus fiéis seguidores.” (Atos dos apóstolos, 532, grifos acrescentados).

Declaração do professor Sikberto R. Marks.
Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (RS).
 Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br - Fone/fax: (55) 3332.4868
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

LIÇÃO 9 - AUTOESTIMA - COMENTÁRIO

Lição 9 – AUTOESTIMA


Noel José Dias da Costa


Objetivo deste estudo:
Compreender como o conhecimento de nossa origem divina e do sacrifício de Jesus afeta nossa autoestima e nossa perspectiva de vida.
 Verdade central:
Criados de forma especial conforme a imagem de Deus e comprados por preço infinitamente valioso, somos impactados pelo amor de Deus, que equilibra nossa autoestima e fornece recursos para eliminar os excessos de uma autoavaliação equivocada.
Introdução
No contexto do pecado em que crescemos, cercados pelas constantes avaliações negativas que pais, familiares, educadores e amigos fazem de nós, é muito comum desenvolver uma autoestima baixa. Os efeitos dela são a perda da autoconfiança e da qualidade nas relações sociais; a dúvida, a tristeza e o desânimo. Quando a autoestima é preservada, a pessoa alcança melhor desempenho em suas relações familiares, sociais e até no aspecto profissional e acadêmico.
Consideraremos neste estudo três pontos básicos sobre a autoestima:
– As concepções sobre nossa origem e a autoestima
– A autopercepção e o julgamento dos outros
– Nosso valor aos olhos de Deus
 I. As concepções sobre nossa origem e a autoestima
Ao aceitar a criação como um fato, a pessoa é levada a refletir sobre sua origem superior, com propósito, e não de maneira acidental. Ao conceber-se como filho de Deus, o senso de dignidade pessoal é enobrecido, e a autoestima, fortalecida. A Bíblia diz que o homem foi criado à imagem de Deus (Gn 1:26, 27) e um pouco menor do que os anjos (Sl 8:5). Somos considerados sacerdócio real, nação santa, povo escolhido de Deus (1Pe 2:9). A compreensão desse privilégio é um fator eficiente da autoestima positiva.
A implicação natural da evolução darwinista é a ausência de um referencial objetivo para a vida e conduta humanas. Os processos naturais e o próprio homem são os referenciais. Nesse vazio, o homem encontra apenas o “acaso” como seu originador. Não bastasse isso, o conceito da sobrevivência do mais apto, da raça superior (eugenia) que influenciou as desigualdades históricas, levam as pessoas a experimentar maior angústia e desamparo, ferindo frontalmente sua dignidade e autoestima.
 Para refletir:
Leia João 3:16 e coloque seu nome no texto, no lugar das expressões “mundo” e “todo o que nEle crê”. Após aplicar a si mesmo, o que este verso lhe diz sobre seu valor diante do que Deus pagou pela sua salvação?
II. A autopercepção e o julgamento dos outros
A construção de nossa identidade está diretamente ligada às percepções das pessoas que são significativas para nós. Apesar de mudarem com o tempo, na maioria dos casos, desde a infância, até o fim da vida elas estão presentes, podendo ser pais, familiares, amigos ou irmãos de fé. A opinião delas a nosso respeito se torna relevante, fazendo com que nossa autopercepção e humor sejam muito afetados, às vezes, até demais. É como se elas fossem uma espécie de “caixa de ressonância”, da qual esperamos aprovação e aceitação.
Deus nos dá diretrizes seguras sobre as quais podemos construir julgamentos sobre nós e sobre os outros. Jesus disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39). Isso significa que devemos nos amar, e na mesma proporção, amar o próximo – nem mais, nem menos, mas da mesma forma que amamos a nós mesmos. Com essa orientação, Jesus preveniu dois graves problemas: a subserviência, resultante da autoestima baixa, e a arrogância, fruto do orgulho (Rm 12:3). Ele colocou todos no mesmo nível ao dizer: “como a ti mesmo”. Mas isso somente seria possível ao cumprir-se o primeiro: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22:37).
Para refletir:
Você é capaz de identificar seus pontos fortes e suas fraquezas?
Que coisas são valorizadas pela nossa sociedade e qual é a opinião de Deus sobre isso?
De onde vem o preconceito? Como ele pode ser superado?
Como a contemplação do sacrifício de Cristo na cruz lhe assegura confiança e humildade?
III. Nosso valor aos olhos de Deus
Jesus apresentou, em Lucas 15, três parábolas que ilustram o valor que Deus atribui ao ser humano. Observe as expressões usadas por Ele para enfatizar como o Pai nos ama:
– A ovelha perdida (v. 3-7): O pastor “deixa... as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la.” “Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo...”
– A dracma perdida (v. 8-10): A mulher “varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la... E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido”. “...Há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”
– O filho pródigo (v. 11-24): “Seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou... Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés... este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”
 Jesus utilizou figuras muito concretas para ilustrar o amor do Pai para conosco, Seus filhos. Por mais distante que esteja um pecador, pois mais indigno que pareça aos seus próprios olhos, Deus o tem como o alvo primordial de Seu amor e cuidado. Ellen G. White afirma que “na cruz do Calvário, Ele pagou o preço do resgate de um mundo perdido. Ele amou o mundo, a ovelha perdida que traria de volta para Seu rebanho. A cruz do Calvário fala do amor maravilhoso de Deus pelo pecador. Ele o valorizou a um preço infinito, dando Seu Filho Unigênito, “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo 3:16; Ez 33:11; The Messenger, 26.04.1893).
 Para refletir:
– Como podemos nos revestir do novo homem?
– Que atitudes caracterizam esse novo homem?
– Como o hábito de ajudar alguém pode ser benéfico para a autoestima?
 Conclusão
Deus nos convida a aceitar Sua graça e poder para que sejamos revestidos de um novo caráter, que reflita Sua imagem. Ao nos humilharmos ante o sacrifício de Jesus na cruz e contemplarmos Seu grande amor, teremos uma visão clara do alto valor que Ele nos atribui, e assim seremos libertos da escravidão da incredulidade e do pecado. A comunhão diária com Jesus assegura uma autopercepção realista e uma compreensão mais justa de Deus, de nós mesmos e dos outros.

Noel José Dias da Costa é psicólogo e pastor, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Teologia pelo SALT-UNASP-EC. Atua como professor, psicólogo e auxiliar da Associação Ministerial no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP). É casado com a pedagoga Erenita M. S. da Costa, e pai de Tiago e Ana Cristina.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Classe dos Professores

AUTOESTIMA- 19 a 26 de fevereiro

Sábado à tarde
Verso para Memorizar: “Vocês... são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, NVI).
Baixa autoestima é um mal moderno. Seus portadores frequentemente são levados ao aconselhamento ou ao consultório pastoral por esse mesmo motivo ou por problemas mais complexos, como abuso de drogas, depressão ou distúrbios alimentares.
Na existência diária, a baixa autoestima pode nunca chegar a proporções clínicas, mas quase invariavelmente prejudica os relacionamentos e o desempenho na maioria das áreas da vida.
Talvez o principal motivo de as pessoas sofrerem mais que nunca desse problema seja a mídia, que frequentemente retrata suas celebridades como maiores que a vida, deixando que os outros sintam sua própria pequenez em contraste com os ícones que desfilam diante deles.
A ideia de autoestima, como a Bíblia apresenta, tem uma perspectiva diferente. A psicologia convencional considera a autoestima como a avaliação que alguém faz de seus próprios atributos e características, a partir da observação que faz de si mesmo e do parecer de outras pessoas. A Bíblia oferece pelo menos dois componentes adicionais: Quem são os seres humanos por origem (Gn 1:26, 27) e o que Deus pensa sobre cada pessoa e o que lhe oferece (Jo 3:16). Quando somamos esses componentes, nossa compreensão sobre a autoestima pode mudar.

Origem -Domingo, 20 de fevereiro

Origem

Hoje, prevalecem duas visões mutuamente exclusivas sobre a origem humana. Uma descreve os seres humanos como produtos de mero acaso, resultado de um acidente cósmico em que nossa existência não foi planejada. Casualmente, viemos à existência. Embora essa opinião sempre haja existido entre algumas pessoas, nos últimos séculos – particularmente depois que as falsas teorias de Charles Darwin se popularizaram — a ideia de a humanidade existir por puro acaso tem enganado milhões. Assim, muitos chegaram a crer que a vida é inerentemente sem propósito, ou que qualquer que seja seu propósito, as pessoas devem tentar alcançar por si mesmas. Por milênios, a maioria das pessoas imaginava que se originavam de Deus ou dos deuses; hoje, muitos acham que vieram dos macacos. Em contraste, existe a visão ensinada na Bíblia.
1. Compare a visão apresentada acima com as declarações da Bíblia. Gn 1:26, 27; Sl 8:5, 100:3; At 17:24-28. Como cada uma dessas posições deve afetar nosso senso de valor próprio e de autoestima?
Deus não só nos criou com um propósito, mas nos criou à Sua imagem. Ele também criou outros maravilhosos seres vivos: plantas e animais, mas, em sua beleza e perfeição, eles não trazem a semelhança de seu Criador, como os seres humanos. Além disso, a humanidade foi colocada acima de todos eles com domínio e autoridade.
Em contraste com a convicção ateísta de que não existe propósito transcendente para a biologia e psicologia humana, a Bíblia ensina que Deus escolheu partilhar “Sua imagem” com a família humana. Obviamente, grande parte dessa imagem foi maculada e perdida por causa das sucessivas gerações de pecado, mas a impressão continua em cada pessoa, e que a imagem perdida pode ser restaurada progressivamente pelo poder transformador do Espírito que opera nos que são rendidos a Cristo.
Deus não só nos criou, mas também nos remiu. De fato, Ellen White disse que Cristo teria morrido até mesmo por uma única pessoa. O que isso nos diz sobre nosso valor inerente, não importando o que o mundo possa pensar sobre nós? Por que é tão importante manter em mente nosso valor aos olhos de Deus?

Autopercepção - Segunda feira, 21 de fevereiro

Autopercepção

Aquilo que vejo em mim mesmo é um componente importante da autoestima. Porém, é um retrato incompleto e, frequentemente, defeituoso. A subjetividade pode levar a interpretações equivocadas quando avaliamos as pessoas, inclusive a nós mesmos.
Umas das mais sérias advertências bíblicas é contra o julgamento de outra pessoa: “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas” (Rm 2:1; veja também Lc 6:41, 42). A distorção parece universal, e as pessoas estão sujeitas a cometer erros quando julgam os outros. O mesmo acontece com nós mesmos. Existe muito erro quando alguém julga a si mesmo em termos de habilidade, aparência, caráter, poder, etc. Sempre vai haver pessoas mais espertas, de melhor aparência e mais talentosas que você; ao mesmo tempo, sempre haverá pessoas que olham para você e se sentem inferiores.
2. Leia cuidadosamente e com oração Mateus 22:39. O que está implícito nesse texto a respeito de como devemos ver a nós mesmos?
Esse texto sugere que uma quantidade razoável de amor deve ir para si mesmo (embora não seja esse o foco principal do texto). Deve existir um orgulho saudável pelas coisas bem feitas, nas tarefas bem realizadas e nas boas características e traços de caráter que alguém possua. Espera-se uma atitude de proteção própria e cuidado de si mesmo. O problema vem quando a pessoa não dá crédito a Deus, o Criador de todas as boas coisas em nós.
3. Como devemos entender Romanos 12:3, levando em conta o que vimos até agora?
Existe uma área mediana desejável entre a extremamente baixa autoestima e a arrogância. E Paulo nos adverte contra a última. Ao mesmo tempo, Romanos 12:4-8 explica que o corpo de Cristo precisa da contribuição de cada membro, de acordo com os dons individuais dados a eles pela graça. Não existe nada de errado em reconhecer cada dom, usando-os para fortalecer a igreja de Cristo, e agradecer a Deus por eles.
Faça mentalmente uma lista dos bons atributos pessoais, características e habilidades que Deus lhe deu. Como você pode usá-los e, ao mesmo tempo, permanecer humilde? A contemplação diária da cruz pode ajudar a nos manter em nosso lugar.

O que os outros veem - Terça feira, 22 de fevereiro

O que os outros veem

Em muitas sociedades, o valor de uma pessoa é determinado por seus talentos, dons, aparência, e assim por diante. Olhamos para a aparência externa (1Sm 16:7); afinal, isso é tudo que podemos ver. Assim, nosso conceito próprio costuma ser moldado pela reação que os outros mostram, com base na observação externa que fazem de nós. Se todos lhe disserem que você é bonito, é mais provável que você mesmo se ache bonito.
Mas sempre existe muito mais em cada um de nós do que o olho enxerga. Aqueles que sofrem de baixa autoestima precisam pensar em termos de características ou atributos pessoais que têm verdadeiro valor e não necessariamente o que o mundo valoriza, porque, frequentemente, os valores do mundo não têm nenhum valor para Deus.
4. Quais são as coisas que nossa sociedade e cultura valorizam? Qual é a importância dessas coisas para Deus?
Pode haver exceções, mas a maioria das sociedades tende a atribuir muito valor às características externas, observáveis. Porém, outras características, como honestidade, generosidade, temperança ou firme compromisso aos princípios e ideais, tendem a ocupar lugar secundário.
5. Como o preconceito de gênero, classe ou nacionalidade afeta a autoestima das pessoas? Qual deve ser o alvo do cristão em termos de preconceito e discriminação? Gl 3:28
Os efeitos do preconceito são devastadores sobre a autoestima e o desempenho. Como cristãos, devemos fazer um esforço concentrado para levantar e encorajar os outros, qualquer que seja sua origem.
Em 2 Samuel 9, temos a história de Mefibosete, que poderia ter sido objeto da vingança de Davi. Isso explica por que ele teve medo, se inclinou ao chão e se referiu a si mesmo como “um cão morto”. Ele também era incapacitado. Não há dúvida de que a restauração da propriedade familiar, a relocação de servos e as honras concedidas deram a Mefibosete uma medida extra de valor próprio. A influência que as pessoas têm sobre a autoestima dos outros é extremamente poderosa. Mais do que percebemos, temos a habilidade de formar o conceito próprio dos outros por meio de palavras, ações e até nossa forma de olhar para eles.

O que Deus Vê - Quarta feira, 23 de fevereiro

O que Deus Vê

 6. De acordo com as três parábolas de Jesus em Lucas 15, qual é nosso valor diante de Deus? O que Deus pensa sobre nós? Por que é tão importante conhecer esse conceito e mantê-lo diante de nós?
Se você se sentir tentado a pensar que é inferior, está perdido ou rejeitado, lembre-se de que, juntamente com essa condição vai algo mais — um cuidado especial e intenso de Deus e Seus anjos. O pastor se importava mais com a ovelha perdida do que com as restantes noventa e nove. A mulher esqueceu suas outras moedas e procurou cuidadosamente até que encontrou a perdida. O pai parece ter dado mais atenção às exigências irracionais do filho pródigo que ao primogênito. Todos, o pastor, a mulher e o pai, mostram uma consideração especial por aqueles que obtiveram menos sucesso.
Então, quando os perdidos são achados, há grande alegria na Terra e no Céu. Veja como essas histórias revelam poderosamente o amor de Deus a cada um de nós, não importando nossas culpas.
Esse princípio pode ajudar aqueles que estão em necessidade. Muito frequentemente, ao falar com os outros, se você lhes der um ambiente seguro, confidencial e acolhedor, só isso já pode lhes fazer muito bem. As pessoas, especialmente as que sofrem, precisam saber que alguém se importa com elas, especialmente em sua dor.
O cristão tem uma clara vantagem sobre quem não aceita nem crê no Senhor. Deus está em ação 24 horas por dia, 7 dias por semana, para ouvir aquele que se sente deprimido, estressado, solitário e ansioso. Essa relação com Deus deve ser razão suficiente para que alguém se sinta especial e obtenha algum alívio para a baixa autoestima.
Evidentemente, a cruz é o maior exemplo de nosso valor aos olhos de Deus. Mais que qualquer outra coisa, essa deve nos mostrar quão valiosos somos diante de Deus, não importando as fraquezas e culpas que temos. A cruz nos diz que, não importa o que os outros pensam sobre nós, somos de valor inestimável para o Criador do Universo. E, afinal, considerando a transitoriedade dos valores da sociedade, no fim, quanto deve realmente valer a visão dos outros e da sociedade como um todo?
Como podemos ajudar outras pessoas a tomar a mensagem de Lucas 15 e aplicá-la a si mesmas? Como podemos ajudar os outros a perceber que Jesus aqui está falando pessoalmente sobre eles?

Um novo homem - Quinta feira, 24 de fevereiro

Um novo homem

 7. O que Paulo quer dizer por nos “revestir” do novo homem? Qual é a natureza desse novo homem? Ef 4:23, 24
As pessoas gostam de tentar novas aparências: mudar de penteado, comprar novas roupas, e até mesmo fazer uma plástica ou transplante de cabelo. Mas essas ações trazem mudanças apenas exteriores, secundárias. O ser básico permanece inalterado.
Paulo fala sobre um novo ser, relacionado não com a aparência mas com a natureza e a atitude mental. Ele diz que fomos “criado[s] para ser semelhante[s] a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (v. 24).
8. Resuma as atitudes e comportamentos que provêm do novo homem. Ef 4:25-32
O novo homem a que Paulo se refere demonstra frutos (veracidade, unidade, honestidade, diligência, conversação saudável, generosidade, perdão). Note, igualmente, que todos os atributos do novo homem têm que ver com bom caráter e relações interpessoais saudáveis, e esses podem estar ligados diretamente às questões de autoestima. Os comportamentos adversos mencionados em Efésios 4, como a mentira, ira e amargura, deixam a pessoa com um senso diminuído de valor. Em contraste, repartir com pessoas necessitadas e ser bondoso e compassivo são ações que podem aumentar a autoestima, pois transferem o centro da pessoa e, assim, deixam a pessoa com senso de realização.
A comunidade cristã precisa de pessoas interessadas em edificar os outros e não em destruí-los. O valor próprio pode ser arruinado facilmente em um instante com palavras rudes de crítica. “É dever de toda família e de cada cristão individualmente opor-se ao uso da linguagem corrupta. Quando em companhia de quem se deleita em palestras tolas, é nosso dever mudar o assunto da conversação, se possível. Com o auxílio da graça de Deus devemos calmamente proferir algumas palavras, ou introduzir um tema que oriente a conversa para terreno mais aproveitável” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 337).

Estudo Adicional -

Estudo adicional - Sexta - feira, 25 de fevereiro

Se Deus cuida de um pardal... como Ele cuidará daqueles que foram comprados pelo sangue de Cristo? Uma pessoa vale mais que todo o mundo. Por uma única pessoa Jesus teria passado pela agonia do Calvário para que fosse salva para Seu reino. ‘Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais” (Ellen G. White, Review and Herald, 3 de maio de 1892).
“Perdemos muitas e ricas bênçãos porque negligenciamos buscar o Senhor com coração humilde. Quando formos a Ele com coração sincero, pedindo-Lhe que revele nossos defeitos, Ele nos mostrará um quadro verdadeiro de nós mesmos, refletido no espelho de Sua Palavra. Então, tendo nos visto como Deus nos vê, não saímos esquecidos de que tipo de pessoas somos. Vamos estudar cuidadosamente os traços defeituosos de nosso caráter e buscar graça para torná-los semelhantes ao padrão apresentado na Palavra de Deus” (Ellen G. White, The Lake Union Herald, 3 de novembro de 1909).
Os dois parágrafos acima nos dão uma compreensão adicional para manter o equilíbrio entre a inferioridade e a vaidade. Leia Romanos 12:2, 3 à luz desses textos para compreender melhor como alcançar um conceito próprio equilibrado.
Perguntas para reflexão
1. O século 20 foi um dos mais violentos da história, com assassinatos em massa em escala nunca vista antes. Como a visão darwinista da existência humana, que afirma que toda vida é produto de mutação fortuita e seleção natural, pode ser responsável, ao menos parcialmente, por esse total descaso pela santidade da vida humana? Em outras palavras, se somos apenas macacos avançados, produtos unicamente do acaso, qual é o valor inerente de uma vida individual?
2. Pense mais no que a cruz de Cristo nos ensina sobre nosso valor individual. Pense no que aconteceu na cruz, quem estava sobre ela, e o que significou Sua morte. Como a cruz deve nos ajudar a ter mais senso de qual realmente é nosso valor individual?
Respostas sugestivas:
Pergunta 1: Se somos produto de mero acaso, não temos muito mais valor que esta vida. Se somos criaturas de Deus, Ele nos atribui imenso valor,
Pergunta 2: No mesmo nível do nosso próximo. Nem acima, nem abaixo. Neste sentido, o amor próprio é apropriado.
Pergunta 3: Sem falsa modéstia, mas com a verdadeira modéstia cristã.
Pergunta 4: Resposta pessoal.
Pergunta 5: Todos somos iguais diante de Deus e uns dos outros. Toda discriminação é pecaminosa.
Pergunta 6: Deus mostrou nosso valor a ponto dar a vida de Seu Filho para a nossa salvação.
Pergunta 7: A renovação parte do interior transformado pelo poder de Deus e se manifesta em nossas atitudes e atos.
Pergunta 8: Veracidade, paz, honestidade e outras virtudes mais.