domingo, 24 de abril de 2011

ALELUIA- JESUS RESSUSCITOU

LIÇÃO 5

Lição 5 23 a 30 de abril



As vestes sacerdotais da graça
Sábado à tarde Ano Bíblico: 2Rs 6–8
VERSO PARA MEMORIZAR: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).
Leitura para o estudo desta semana: Êx 32:1-6; Lv 21:7-24; 22:1-8; Êx 28; Ap 21:12-14; Hb 4:14, 15
Um tema importante da Reforma Protestante é o que tem sido chamado de “o sacerdócio de todos os crentes”, uma ideia derivada especialmente (mas não exclusivamente) do texto acima. O conceito diz que todos os cristãos atuam como “sacerdotes” diante de Deus, e que, visto que eles têm Jesus, não precisam de mediadores terrestres entre eles e o Senhor (como em alguns sistemas religiosos). “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5).
Depois da vida, morte, ressurreição e ministério sumo sacerdotal de Jesus, o antigo sistema hebreu introduzido por Deus foi cumprido em Cristo. O sacerdócio levítico foi substituído, e uma nova ordem foi estabelecida, na qual todos somos parte do “sacerdócio real”.
Nesta semana, ao estudarmos as vestes usadas pelos sacerdotes no antigo sistema, podemos aprender um pouco sobre o que significa ser “sacerdotes” no novo sistema.
Domingo Ano Bíblico: 2Rs 9–11
A antiga aliança da graça
Jesus declarou de forma tão clara quanto a linguagem humana poderia expressar: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12:48, NVI). Como adventistas, com tudo que recebemos (e recebemos muito!), faríamos bem em levar a sério esse princípio poderoso. Basta comparar as verdades que recebemos com algumas das outras doutrinas que estão por aí (tormento eterno no inferno, mudança do sábado para o domingo, 144 mil judeus virgens pregando o evangelho, quando a igreja é arrebatada secretamente durante o reinado do anticristo), para compreender tudo o que nos foi confiado.
Por causa desse princípio, o pecado de Arão e o bezerro de ouro se tornaram muito piores.
1. Leia Êxodo 32:1-6. Que possível desculpa Arão poderia ter dado para participar dessa vergonhosa apostasia?
A apostasia em si foi muito ruim, mas que Arão a aceitasse parece ainda mais incrível. Pense em todos os privilégios que Arão havia recebido. Ele estava com Moisés desde o início (Êx 4:27-30) e foi o porta-voz de Moisés diante de Faraó (Êx 7:1); Arão lançou o bordão que se tornou em serpente (v. 10); ele feriu as águas que se transformaram em sangue (v. 20); e fez parte do grupo de escolhidos que puderam se aproximar do Senhor de modo muito especial (Êx 24:9, 10). Em suma, ele teve privilégios que poucos na história tiveram, e quando veio um grande teste, ele falhou de forma miserável!
No entanto, aqui está algo maravilhoso: Deus não só perdoou o pecado de Arão, mas permitiu finalmente que Arão usasse as vestes sagradas como primeiro sumo sacerdote da nação da aliança, um tipo do ministério sumo sacerdotal do próprio Jesus (Hb 8:1). Em outras palavras, embora Arão fosse culpado de um pecado terrível, ele também foi beneficiado com a divina graça redentora, graça tão grande que não apenas o perdoou, mas permitiu que Arão assumisse um ofício sagrado que, na sua essência, se relaciona totalmente com a graça, misericórdia e perdão divinos. Assim, a vida de Arão é um exemplo especial da misericórdia e redenção que, em Cristo, se acha à disposição de todos.
Você já falhou, de forma lastimável, em viver à altura do que tem recebido? A partir do exemplo de Arão, como você pode obter esperança de que nem tudo está perdido, apesar de seus erros?
Segunda Ano Bíblico: 2Rs 12–14
O sacerdócio
Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para Me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar” (Êx 28:1).
O sacerdócio levítico foi estabelecido durante as peregrinações dos filhos de Israel pelo deserto e deveria durar mais de mil e quinhentos anos. Embora o conceito de sacerdócio ao Senhor já existisse havia muito tempo (Gn 14:18), o estabelecimento do sacerdócio levítico proporcionou uma visão mais clara de seu papel.
Como vimos ontem, apesar da enormidade de seu pecado, Arão foi escolhido pelo Senhor para se tornar o primeiro chefe desse novo sacerdócio. Isso mostra que os sacerdotes necessitavam estar aptos a se relacionar com as pessoas que eles representavam diante de Deus, porque era exatamente isso que eles estavam fazendo: agindo como representantes, mediadores entre a humanidade caída e um Deus santo. Arão, como um ser humano caído, poderia facilmente se relacionar com os seres humanos caídos a quem ele devia representar. Quem seria ele para julgar os outros no pecado deles, quando ele mesmo não era inocente?
Ao mesmo tempo, o sacerdócio era uma honra sagrada, e os sacerdotes deviam demonstrar santidade e pureza. Afinal, eram eles que se apresentavam diante do Senhor, em lugar do povo. Eles tinham que ser “santos”; caso contrário, qual seria a finalidade de um sacerdócio? Embora reconhecessem sua relação com aqueles a quem representavam, eles tinham que ser diferentes, não de forma arbitrária (diferentes apenas para ser diferentes), mas diferentes no sentido sagrado, que iria distingui-los claramente das massas como um todo.
2. O que era exigido dos sacerdotes, e o que essas coisas deveriam representar? Lv 21:7-24; 22:1-8
Por mais difícil que seja compreendermos alguns desses conceitos hoje, a ideia, todavia, deve estar clara: o sacerdócio deveria ser algo diferente, sagrado, especial. Os sacerdotes eram símbolos de Jesus, e seu trabalho deveria simbolizar, em sombras e tipos, o que Jesus faria em nosso favor.
Deveríamos ser diferentes do mundo que nos rodeia? Se sim, por que e de que forma?
Terça Ano Bíblico: 2Rs 15–17
Vestes sacerdotais
As vestes, pois, que farão são estas: um peitoral, uma estola sacerdotal, uma sobrepeliz, uma túnica bordada, mitra e cinto. Farão vestes sagradas para Arão, teu irmão, e para seus filhos, para Me oficiarem como sacerdotes” (Êx 28:4).
Quando se estuda o modelo do santuário terrestre, deveria ficar claro que nada foi deixado ao acaso. Deus deu instruções explícitas aos sacerdotes sobre o que devia ser feito. Isso também é evidente quando se trata das vestes que os sacerdotes deveriam usar. Tudo foi feito de acordo com instruções exatas.
3. Sem nos demorarmos em detalhes complicados, que lições espirituais podemos encontrar em Êxodo 28, na descrição da roupa que deveria ser feita para Arão, o sumo sacerdote, e para os sacerdotes em geral?
“O modelo das vestes sacerdotais foi dado a conhecer a Moisés no monte. Cada artigo que o sumo sacerdote devia usar, e a forma como deveria ser feito, foram especificados. Essas vestes eram consagradas a um propósito muito solene. Por meio delas era representado o caráter do grande Antítipo, Jesus Cristo. Elas cobriam o sacerdote com glória e beleza, e manifestavam a dignidade do seu ofício. Quando vestido com elas, o sacerdote se apresentava como representante de Israel, mostrando por suas vestes a glória que Israel deveria revelar ao mundo como o povo escolhido de Deus” (Ellen G. White, The Youth’s Instructor, 7 de junho de 1900).
Ao longo dos séculos, muito tem sido escrito sobre o suposto significado e simbolismo das cores, tecidos, pedras, correntes e outras coisas. Sejam quais forem seus significados individuais, juntos eles representavam a perfeição, santidade, beleza e dignidade do “grande Antítipo”, Jesus, nosso verdadeiro sumo sacerdote, que ministra no santuário celestial (Hb 8:1, 2).
Observe também, nos textos, a descrição dos sacerdotes levando várias coisas (Êx 28:12, 29, 30, 38, 42). Isto, certamente, é um tema crucial em todo o plano da salvação, que o sacerdócio e o santuário simbolizavam: a ideia de Jesus, nosso Substituto, carregando sobre Si os nossos pecados e assumindo a punição deles. Tudo isso foi prefigurado por meio das cerimônias do santuário e das vestes dos sacerdotes, cheias de simbolismo que representavam o caráter e a obra de Jesus em nosso favor.
Quarta Ano Bíblico: 2Rs 18, 19
O peitoral do juízo
De todos os ornamentos usados pelos sacerdotes, o mais elaborado e intrincado deveria ser o peitoral do juízo (Êx 28:15), usado pelo sumo sacerdote. As outras vestes eram como um pano de fundo para essa parte sagrada do traje sacerdotal. Para descrever a fabricação desse ornamento sagrado, é gasto cerca de um terço do capítulo (Êx 28:15-30). Isso deve mostrar um pouco da sua importância e centralidade para o ministério dos sacerdotes no santuário.
4. Qual é o significado das pedras diferentes? O que significa o fato de que o sacerdote devia levar “os nomes dos filhos de Israel... sobre o seu coração” (v. 29)? Êx 28:15-30; Ap 21:12-14
Aqui, de forma única, vemos novamente o tema do sacerdote, símbolo de Jesus, levando Seu povo. A palavra hebraica para “levar”, é muito usada no Antigo Testamento para se referir ao ato de levar o pecado, algo que os sacerdotes fariam como parte de seu ministério (Lv 10:17; Êx 28:38, Nm 18:1, 22). Agora, porém, é usada no contexto do sacerdote “levando” os nomes de Israel. Embora o contexto imediato seja um pouco diferente, a ideia ainda está ali: o povo de Deus deve ser totalmente dependente do Senhor, que lhes perdoa, sustenta, e que lhes oferece o poder de viver a vida santa que Ele exige de Seu povo (Fp 4:13).
Observe, também, onde o sacerdote leva os nomes das pessoas. No seu coração. O texto menciona especificamente esse local, símbolo comum na Bíblia (e em muitas culturas), que revela o amor e o carinho que o Senhor dedica a Seus filhos.
Outro ponto importante é que cada tribo tinha uma pedra preciosa diferente, cada uma com qualidades diferentes, para simbolizar o caráter distintivo de cada tribo (veja Gn 49). Os comentaristas têm visto esse ponto como uma forma de apontar as diferenças e traços característicos, não apenas nas doze tribos, nem nos doze apóstolos (Ap 21:14), mas da igreja como um todo, que é feita de várias “pedras que vivem” (1Pe 2:5). Não importando o quanto todos nós sejamos diferentes em personalidade, caráter e dons, devemos ainda ser unidos em propósito, sob a graça e soberania de nosso grande Sumo Sacerdote, Jesus.
De que maneiras você tem, pessoalmente, experimentado o amor de Deus? Como Ele tem mostrado que você está perto de Seu coração? Por que é importante refletir sobre essas experiências, e como você pode extrair força delas, especialmente em momentos de aflição?
Quinta Ano Bíblico: 2Rs 20, 21
Jesus, nosso Sumo sacerdote
Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os Céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos Sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4:14, 15).
5. Que esperança e promessa esses dois versos trazem à sua própria vida e à sua luta contra a tentação?
Visto que Cristo habita hoje, como nosso Sacerdote, no santuário celestial, em certo sentido, Ele também usa o peitoral em Seu coração. E porque Ele vive “sempre para interceder” (Hb 7:25) por nós, deveríamos encontrar conforto no conhecimento de que nosso Sumo sacerdote é tocado com o sentimento de nossos problemas, dores e tentações. Como Arão, Jesus foi um ser humano que conheceu as provações, tribulações e tentações de toda a humanidade. Ao contrário de Arão, porém, Jesus foi “sem pecado”, uma distinção crucial, pois de Sua pureza podemos clamar duas promessas maravilhosas: (1) o manto de Sua justiça pode ser nosso pela fé, e assim sabemos que estamos perfeitos diante de Deus; (2) podemos ter o poder para vencer a tentação, assim como Jesus teve.
6. Que promessas há para nós em Hebreus 8:10-13, e como essas promessas deveriam se manifestar em nossa vida?
Podemos ver aqui dois aspectos do que significa ter a salvação em Cristo, e ser coberto na Sua justiça. Quão maravilhosa é esta promessa do Senhor: “Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais Me lembrarei” (v. 12). Ele está falando sobre aqueles que, pela fé, se renderam a Jesus e têm reclamado Suas promessas da nova aliança, aqueles que têm Sua lei escrita no coração e assim obedecem a ela, não para alcançar a salvação, mas porque já a alcançaram. Cobertos com as vestes de Sua justiça, eles passam a praticar essa justiça em sua própria vida. Isso é o coração e a alma da Nova Aliança.
Sexta Ano Bíblico: 2Rs 22, 23
Estudo adicional
Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 347, 348,“O Tabernáculo e Suas Cerimônias”; Parábolas de Jesus, p. 288, “Por que Vem a Ruína”; Profetas e Reis, p. 293, 294, “Destruído Porque lhe Faltou o Conhecimento”, Primeiros Escritos, p. 250-253, “O Santuário”; O Grande Conflito, p. 415, 416, “O Santuário Celestial, Centro de Nossa Esperança”; e p. 645, 646, “O Livramento dos Justos”.
Cristo é o ministro do verdadeiro tabernáculo, o Sumo sacerdote de todos os que nEle creem como Salvador pessoal; e Seu ofício nenhum outro pode tomar. Ele é o Sumo sacerdote da igreja...” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 74).
“Devemos exercer fé todos os dias; e essa fé deve crescer diariamente à medida que é exercida, ao compreendermos que Ele não somente nos redimiu, mas nos amou, e nos lavou de nossos pecados em Seu próprio sangue, e nos fez reis e sacerdotes para Deus o Pai” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 287).
Perguntas para reflexão:
1. Leia Apocalipse 1:5, 6, onde Jesus apresenta a descrição do Seu trabalho e, em seguida, dá-nos o que poderíamos chamar de “promessa ansiosamente esperada”. Comente o que significa a afirmação no verso 6, de que Ele nos constituiu para ser “reis e sacerdotes”, para servi-Lo eternamente.
2. Examine algumas das outras vestes usadas pelos sacerdotes, conforme mostradas em Êxodo 28. Que lições espirituais e verdades podem ser encontradas ali também?
3. Temos sido advertidos sobre o perigo de fingir que usamos as vestes de justiça, mas não viver realmente de forma justa. Fale sobre maneiras de avaliar nossos próprios motivos e ações. Quais são as maneiras de saber se estamos cobertos ou se, na verdade, estamos andando na vergonha de nossa nudez?
4. Arão não conseguiu viver à altura de sua responsabilidade, e como resultado aconteceu uma tragédia. No entanto, Arão finalmente recebeu uma responsabilidade ainda maior. Que lição podemos tirar dessa história, como igreja?
Respostas sugestivas:
1: O povo pediu que ele fizesse deuses no lugar de Moisés, que demorava para voltar. Isso não justificou a rebelião de Arão.
2: Pureza das filhas e esposa; pureza cerimonial; ficar no santuário; perfeição física; refletir a perfeição de Cristo.
3: Devemos ter caráter perfeito; habilidade humana unida à divina; o exterior reflete o interior; ser “santos ao Senhor”.
4: Nossas habilidades e ministérios são diferentes; devemos levar os nomes dos perdidos no coração e na oração.
5: Jesus não pecou; suas vestes eram puras; por isso Ele teve acesso ao Céu para interceder; podemos confiar nEle.
6: Deus imprimirá Suas leis em nossa mente; Ele será nosso Deus; conheceremos a Deus; perdão dos pecados.

terça-feira, 5 de abril de 2011

LIÇÃO 2- 2º TRIMESTRE

Lição 2 2 a 9 de abril
Da glória ao pó
Sábado à tarde Ano Bíblico: 2Sm 5-7

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28:15).

Leitura para o estudo desta semana: Jo 1:1-3; Cl 1:16, 17; Ez 28:12-19, Dt 8:1-18; Is 14:12-14; 2Co 11:14
O verso para memorizar desta semana deve ser um dos mais profundos em toda a revelação. Duas palavras cruciais se destacam: perfeito e iniquidade, com a última (iniquidade) incluída na primeira (perfeito). Isso significa que, contido na ideia de ser perfeito, de ter perfeição (mesmo no Céu!), estava o potencial para a iniquidade. Como a maldade poderia ser encontrada em um ser criado “perfeito”, a menos que a perfeição possibilitasse isso? A iniquidade não poderia surgir em um ser criado perfeito, a não ser que o fato de ser “perfeito” incluísse essa possibilidade, o que obviamente aconteceu.
O que esse texto mostra é que, no Universo de Deus, o conceito de “perfeito” inclui liberdade moral, a capacidade de escolher entre o certo e o errado. Se não fosse assim, como a humanidade ainda poderia ser moral e livre? Uma empresa pode ser capaz de configurar programas que bloqueiam os funcionários de acessar pornografia, jogos de azar ou outros sites imorais na Internet, mas ninguém chamaria o programa em si de “moral” ou “livre”.
O que temos, então, é um ser, Lúcifer, tão altamente exaltado, que mesmo suas vestes e sua cobertura receberam atenção especial nas Escrituras, porém ele abusou da sua liberdade e se afastou do Senhor. O que podemos aprender de seu erro trágico?
Seja um “Amigo da Esperança”! Ore por amigos que ainda não conhecem Jesus.
Domingo Ano Bíblico: 2Sm 8–10
O Criador de tudo
O Nosso Deus é o Criador. João 1:1-3 deixa claro que tudo que foi criado, ou seja, tudo que antes não existia, mas passou a existir, surgiu unicamente pela ação do Senhor.
1. Certa vez, alguém perguntou: “Por que há algo em lugar do nada?” Talvez essa seja a mais básica de todas as perguntas que já foram feitas. Como João 1:1-3 responde a essa pergunta?
Essa ideia é igualmente interessante à luz do que é conhecido como a Teoria do Big Bang, que ensina que nosso Universo, em vez de ser eterno, como muitos acreditaram durante milênios, passou a existir bilhões de anos atrás. Quer a teoria se verifique verdadeira ou falsa, muitos a têm visto como evidência de um Deus, um Criador, porque muita ciência, muita física, e muitas equações matemáticas foram necessárias para que o Big Bang houvesse ocorrido. E, como um cientista perguntou: “Quem soprou fogo nas equações?” Nós sabemos a resposta, não é mesmo?
Agora, os cientistas especulam também que há imensas áreas inteiramente fora da nossa visão, as quais são preenchidas com o que se chama de matéria escura e energia escura. O que isso deveria nos dizer, no mínimo, é que somos muito limitados em nossa visão do que realmente está lá fora.
2. Leia Colossenses 1:16, 17. O que mais e quem mais Jesus criou que, pelo menos na maior parte, estão além do que podemos ver a cada dia? Que lições devemos tirar disso sobre quanto precisamos ser humildes em relação ao nosso conhecimento da realidade?
Observe também naqueles versos que, não somente todas essas coisas foram criadas por Deus, elas também foram criadas “para Ele”. O que isso poderia significar? Como podemos entender isso? O que deve significar para nós saber que também fomos criados “para Ele”?
Faça uma lista de amigos pelos quais você continuará orando. Deixe-a em lugar visível.
Segunda Ano Bíblico: 2Sm 11,12
Um ser belo e perfeito
Entre as criaturas de Deus, que antes não existiam, e depois passaram a existir, estava a hoste angelical. O principal entre os anjos era o ser criado chamado Lúcifer, cuja queda é contada em Ezequiel 28, na figura do rei de Tiro.
3. Que descrição de Lúcifer é dada em Ezequiel 28:12-19? Que tipo de cobertura ele tinha, e o que isso pode representar?
Descrevendo Lúcifer como o “filho da alva”, Isaías 14:12 registra como Deus o retratou em seu estado de inocência. Em Ezequiel 28:12 Deus o descreveu como “o sinete da perfeição”; a palavra perfeição poderia ser traduzida como “modelo”. Em outras palavras: “Você era um exemplo de perfeição [NTLH]” (The SDA Bible Commentary, v. 4, p. 675).
Lúcifer também foi descrito como “estrela da manhã” ou “brilhante” (Is 14:12, NTLH). Em hebraico, htlel (brilhante) e seus equivalentes em línguas relacionadas geralmente eram aplicados ao planeta Vênus, quando aparecia em seu brilho inigualável como a estrela da manhã.
Imagine-se usando uma vestimenta, um manto, feito possivelmente de rubis, diamantes, topázio, berilo, ônix, jaspe, safira, esmeralda, crisólito e turquesa, engastados em ouro. Embora pudéssemos tentar visualizar as cores das vestes de Lúcifer (vermelho, amarelo, verde, azul-celeste, azul-esverdeada, verde-oliva), nossa visão terrena das joias celestiais e das cores majestosas jamais nos permitiria contemplar esse manto como os anjos podiam. Como um ser celestial, adornado com tanto esplendor e com a mais alta posição entre eles, Lúcifer certamente deve ter alcançado o respeito e a afeição de todos os outros anjos.
Os anjos desejavam agir de acordo com as ordens recebidas. Eles refletiam a beleza de seu Criador e O louvavam pelo privilégio de viver no paraíso de harmonia celestial. Seu constante louvor ao Criador inspirava amor desinteressado de uns para com os outros e, enquanto esse foi seu único desejo, viveram em um ambiente estável, inigualável e amoroso.
Nesse ambiente celestial reinaram harmonia, perfeição, amor e adoração, uma descrição que nós, como seres humanos, nem podemos imaginar.
Continue orando por seus amigos. Escolha um deles para convidar a ir à igreja no dia 16!
Terça Ano Bíblico: 2Sm 13,14
A queda de um ser perfeito
Por mais difícil que seja para nós, com nossa visão limitada da realidade, imaginar isso, Lúcifer deve ter sido um ser de aparência incrível. Veja novamente a descrição dele em Ezequiel 28: sábio, formoso, vestido com todas aquelas pedras majestosas. Sua aparência era impressionante!
Se olharmos atentamente para Ezequiel 28:13, podemos notar um ponto interessante. Depois de falar de todos os ornamentos que estavam em seu manto, o texto diz: “No dia em que foste criado, foram eles preparados”. O aspecto do revestimento e das vestes de Lúcifer simplesmente refletia sua posição exaltada. Como veremos ao longo deste trimestre, as roupas podem revelar muita coisa sobre nossa condição e posição. Assim, se o vestuário de Lúcifer sugeria alguma coisa, era o fato de que ele era um ser exaltado e encantador, poderoso e influente.
4. De acordo com Ezequiel 28:17, o que ocasionou a queda de Lúcifer? Que mensagem importante o texto traz para nós?
A ironia de tudo isso é que, por mais maravilhosos que fossem os trajes de Lúcifer, por mais bonita que fosse sua pessoa, por mais sábio que fosse ele, de onde provinha tudo isso? É claro, tudo que Lúcifer tinha, tudo que ele havia alcançado, e as maravilhosas “vestes” que o revestiam, tudo isso era proveniente unicamente de Deus. Mais uma vez, estamos falando de um ser criado: seu manto, sua beleza e sua sabedoria eram todos dons de Deus. Sem o Senhor, ele não teria possuído nada e não haveria sido nada. No entanto, de algum modo, o ser que viveu mais perto de Deus se esqueceu desse ponto importante.
5. Leia Deuteronômio 8:1-18. Que princípio encontramos ali, que se refletiu no que aconteceu com Lúcifer?
Especialmente em tempos de prosperidade e riqueza, como é fácil nos esquecermos de como dependemos do Senhor para tudo. Em termos práticos, o que podemos fazer diariamente para não cair na armadilha de olhar para nossas “vestes maravilhosas” (nossa sabedoria, nosso sucesso e nossa prosperidade, sejam quais forem as formas em que isso aconteça), e esquecer de como dependemos do Senhor para todas as coisas?
Convide um amigo para ir à igreja no dia 16. Disponha-se a buscá-lo em sua casa.
Quarta Ano Bíblico: 2Sm 15–17
Desejando ser Deus
“Permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas” (Ez 28:14).
Ezequiel usou uma figura de linguagem que representa a localização do governo de Deus ou do próprio Céu. Quando Ezequiel descreveu Lúcifer no monte de Deus, suas palavras mostraram a alta posição que Deus deu a esse ser criado e os privilégios que lhe foram concedidos. Outros exemplos na Bíblia indicam que uma experiência na montanha tinha grande significado. Por exemplo, Moisés subiu ao monte para se encontrar com Deus (Êx 19:20); Jesus e três de Seus discípulos se reuniram em uma alta montanha, onde Jesus foi transfigurado (Mt 17:1, 2).
“No brilho das pedras andavas” (Ez 28:14). Nesse verso novamente o profeta Ezequiel usa um simbolismo para indicar a presença de Deus: “pedras afogueadas”. O Senhor apareceu a Moisés, Arão e os outros líderes desta forma: “E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade” (Êx 24:10).
Apesar de todos os privilégios de Lúcifer, ele permitiu que maus pensamentos entrassem e corrompessem sua mente, pensamentos que finalmente levaram a ações, à rebelião e à ruína.
6. Isaías 14:12-14 traz outra descrição da queda de Lúcifer. Que princípios estão em jogo ali, e o que podemos aprender com eles, para aplicar em nossas próprias tentações e lutas?
Os antigos romanos geralmente acreditavam que, quando um imperador morria, tornava-se uma divindade, o que explica as palavras de Vespasiano ao morrer: “Oh, meu Deus, acho que estou me tornando um deus”.
A tentação de fazer o papel de Deus pode ser mais sutil do que a maioria das pessoas imagina. Quando julgamos os motivos dos outros, quando assumimos as prerrogativas que não nos pertencem, quando tentamos controlar os outros de maneira inadequada, não estamos, em nosso próprio método, buscando assumir o papel de Deus?
Pense mais sobre o perigo que corremos, de buscar formas sutis que nos coloquem na posição de Deus. Como você pode ter feito a mesma coisa? Qual é, realmente, o único remédio para esse engano perigoso, mas muitas vezes sutil?
Já que vai convidar o amigo para estar na igreja no dia 16, por que não levá-lo para almoçar em sua casa? Convide-o!
Quinta Ano Bíblico: 2Sm 18,19
Satanás na Terra
“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co 11:14).
Como todos sabemos muito bem, a queda de Satanás não afetou o Céu apenas, mas a Terra também, e sua queda e rebelião no Céu se manifestam aqui na Terra no que chamamos de “grande conflito”. Ele é real, amargo e envolve todos nós.
7. Qual é o assunto de Apocalipse 12:7-12? Que cuidado, e ao mesmo tempo, que esperança, podemos tirar desses versos?
Felizmente, por causa da cruz, por causa do que Jesus fez por nós ali, sabemos como tudo terminará. A vitória está garantida para todos os que estão cobertos pelo manto da perfeição de Cristo. Por isso, Satanás trabalha arduamente para impedir que o maior número possível de pessoas encontrem a justiça salvadora, que lhes garante um lugar na eternidade.
8. Leia novamente 2 Coríntios 11:14, prestando atenção ao contexto em que Paulo está escrevendo. Que mensagem importante devemos tirar dessa passagem para nós?
Satanás atua de várias formas para nos enganar, para nos afastar de um relacionamento de salvação com Cristo, e ele não reluta em usar outros professos cristãos para fazer exatamente isso. Na verdade, muitas vezes essa pode ser sua estratégia mais eficaz.
Perigos espirituais espreitam ao nosso redor (1Pe 5:8). É importante lembrarmos, entretanto, que estamos lidando com um inimigo derrotado: o diabo perdeu, sua ruína é certa, seu domínio acabará. No entanto, de nós mesmos, não podemos lutar com ele e vencer. Nossa única esperança e força são encontradas nAquele que já o derrotou, e esse é Jesus. Sua vitória é nossa, desde que a supliquemos para nós mesmos, com fé e obediência.
Quais são as maneiras sutis pelas quais o diabo pode, lenta mas seguramente, passo a passo, minar nossa fé, se não formos cuidadosos? Que escolhas do dia a dia podemos fazer para garantir que ele não tenha sucesso?
Adquira o livro Ainda Existe Esperança para entregar aos seus amigos.
Sexta Ano Bíblico: 2Sm 20, 21
Estudo adicional
Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 33-43: “Por que Foi Permitido o Pecado?” e p. 349: “O Tabernáculo e Suas Cerimônias”; O Desejado de Todas as Nações, p. 464: “A Luz da Vida”; SDA Bible Commentary, v. 4, p. 675, 676.

Quando Satanás tenta denegrir e arruinar os filhos de Deus, Cristo Se interpõe. Embora tenham pecado, Cristo colocou sobre Si a culpa de seus pecados” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 169).
“O pecado entrou no mundo pela rebelião daquele que esteve à frente dos santos anjos. Qual foi a razão de tão grande mudança, transformando um súdito nobre e honrado num apóstata? A resposta é dada: ‘Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor’ (Ez 28:17). Se o Senhor não houvesse feito o querubim cobridor tão belo e tão semelhante à Sua própria imagem; Se Deus não tivesse concedido a ele honra especial; Se o Criador tivesse deixado algo incompleto quanto aos dons de beleza, poder e honra, então Satanás poderia ter tido alguma desculpa” (Ellen G. White, The General Conference Daily Bulletin, 2 de março de 1897).
Perguntas para reflexão:
1. Considere os conceitos de moralidade e liberdade. Pode haver verdadeira moralidade à parte da liberdade? As ações consideradas boas são realmente boas se são forçadas e se não provêm da livre escolha? Comente.

2. Não importando quanto Satanás tinha, isso não era suficiente. De que maneiras manifestamos a mesma atitude? Como podemos evitar esse caminho destrutivo?